Karina Kuschnir

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Making of

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prosamini

Esses desenhos e textos foram publicados no caderno Prosa & Verso do jornal Globo em 21/01/2012, graças ao convite da editora Mànya Millen, que foi a primeira pessoa a me propor juntar mundos que na época me pareciam totalmente  distantes: a prática do desenho e as reflexões na área de antropologia urbana. Não tenho palavras para agradecê-la!

Na página, intitulada Leituras Urbanas, fui generosamente apresentada assim:

Traços delicados, cores ora suaves, ora vibrantes, linhas quase soltas lançadas sobre papel especial ou sobre uma singela folha de agenda vão revelando personagens urbanos unidos por uma ação em comum: o mergulho profundo na leitura. Do metrô carioca ao Jardim de Luxemburgo, em Paris, passando por São Francisco, nos Estados Unidos, homens e mulheres anônimos se transformam em objeto de estudo de Karina Kuschnir, que há tempos vem juntando sua formação de antropóloga e jornalista com o pendor artístico. A visão aguçada para observar a sociedade sob vários pontos de vista — transformada em livros como “Antropologia da política” (Zahar, 2007); “Eleições e representação no Rio de Janeiro” (Relume-Dumará/NuAP, 2000) e “Pesquisas urbanas: desafios do trabalho antropológico” (org. com Gilberto Velho, Zahar, 2003), entre outros — foi estendida ao desenho quase intuitivamente. Em julho de 2011, Karina participou, como aluna, do II International Urban Sketching Symposium, em Lisboa, que apresentou palestras e oficinas de mais de 30 professores de todos os continentes. Além de ensinar e incentivar a produção de desenhos, o evento provocou um grande debate sobre o papel dessa arte na vida urbana. A experiência estimulou Karina — professora adjunta do Departamento de Antropologia Cultural e do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA) do IFCS/UFRJ, onde coordena o Laboratório de Antropologia Urbana (LAU) — a planejar uma nova pesquisa nas áreas de antropologia da arte e antropologia da cidade. Em dezembro de 2011, foi lançado em Portugal o livro “Urban sketchers em Lisboa — Desenhando a cidade” (editora Quimera, edição bilíngue), reunindo mais de 300 desenhos de participantes do simpósio, entre eles Karina, que congelou no tempo o burburinho humano em frente à estação Cais do Sodré.  Na página especial publicada neste sábado no Prosa & Verso, a antropóloga comenta alguns de seus flagrantes urbanos.”

Mais sobre os desdobramentos dessa pesquisa, aqui.

Nesses desenhos (Posts 1, 2, 3 e 4), utilizei canetinhas de nanquim com pontas bem finas (0,05 e 0,1) das marcas Uni Pin e Pigma Micron. Ambas são maravilhosas para desenhar, pois permitem fazer traços longos e sem manchas. Essa qualidade é essencial quando se quer desenhar em linha contínua, sem tirar a ponta da caneta do papel, como fiz em quase todas as ilustrações dessa página.  Os desenhos coloridos foram pintados com aquarela Winsor & Newton sobre caderno Moleskine para aquarela em formato paisagem. Os preto e branco foram feitos em um caderno Cicero (14 x 21), com papel polem, exceto o casal dormindo, rabiscado às pressas numa página da minha agenda de 2010, único papel disponível na bolsa no momento… Todos os modelos estavam vivos, vivendo suas vidas, enquanto eram desenhados por alguns segundos (o leitor de jornal e o casal de namorados) ou no máximo alguns minutos (a leitora a cores ou os leitores do metrô e de Paris).
Mais desenhos de leitores no metrô saíram no blog do Prosa, aqui.

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