Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas


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Vendo a vida voar!

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Vocês não sabem, mas esse blog tem um conselho editorial. Ou melhor, tem um conselheiro/copidesque/revisor/editor-adjunto que desde o primeiro dia vem trabalhando nos bastidores para me ajudar a manter um padrão de qualidade gráfica e textual além, claro, de bom humor, que é o propósito de tudo que fazemos. Hoje, porém, ele está de folga. Pela primeira vez vou ter que me aventurar a publicar um post aqui sem a sua ajuda.

Ele nasceu de madrugada, completamente cor-de-rosa e careca. Foi logo fazendo xixi em cima de todo mundo. Estava morrendo de fome mas aprendeu rápido que seu destino era mamar e ter uma página na internet. Aos dois meses, sua homepage já tinha dezenas de leitores. Quando ele soube do sucesso, deu gritinhos de felicidade agarrado a um tigre laranja. Desde essa época, seu poder de concentração nos admirava mais do que os olhos azuis. Adorava dormir e chorar em doses quase iguais. Aos três meses, dominou o chocalho e passou a gostar de tomar banho — uma prova de como as pessoas mudam! Tornou-se um ás nas gargalhadas aos quatro meses, começando com segurança sua carreira de conquistador. Para ajudar, nasceram nesse época uns quatro ou cinco fios do famoso cabelo. Aos sete meses, apaixonou-se por um telefone colorido, numa espécie de premonição sobre qual seria seu objeto do desejo treze anos depois. Os exercícios lhe causavam uma certa preguiça, assim como qualquer tentativa de comer coisas diferentes — taí uma personalidade estável! Aos oito meses começou nos estudos da linguagem e não parou mais: hoje sente necessidades extremas de comprar coleções de livros em inglês. Dominou as palminhas aos nove meses e dispensou para sempre a chupeta, num ataque de raiva e sono. Aos onze meses e vinte e dois dias, anotações em seu diário diziam: “anda bem sozinho, quase corre”, “dá tchau”, “aponta com o dedinho”, pede “água, colo, mama, papa”, “encaixa potes e blocos”, “brinca de pique com a mamãe”, “gosta de bonecos de bichos”.

diario11meses

Nos anos seguintes superou alguns traumas: teve o dedo mordido por uma tartaruga no Jardim Botânico, assustou-se com pesadelos com João Ratão (aquele que caiu-na-panela-do-feijão no dia em que deveria se casar com a dona Baratinha), aprendeu a gostar de pipoca, quebrou o braço e entendeu a diferença entre ter pais antropófagos ou antropólogos. Apaixonou-se perdidamente por quebra-cabeças, bichos de plástico, bichos de verdade, gatos, pinturas, desenhos e todas-as-viagens-do-mundo. Aos cinco meses, já demonstrava um amor incomensurável pelos livros. Foi batizado com Dr. Seuss, Lygia Bojunga, Sylvia Orthof, Pippi Meialonga, Pequeno Nicolau, Ruth Rocha… Mas se graduou sozinho com os sete volumes de Harry Potter, enciclopédias Larousse, mitologia grega, Desventuras em Série, quadrinhos, mangás, Senhor dos Anéis e um mundo de volumes. Os novos amores são a música, a fotografia e ver a vida passar voando numa bicicleta!

Nenhum dos seus talentos, porém, supera a sensibilidade para perceber o sentimento do mundo, para olhar nos nossos olhos e perguntar — “Tá tudo bem com você?”

E hoje te respondo: — “Tá tudo bem sim, filho; tá tudo ótimo! Sou a mãe mais feliz do mundo no dia do seu aniversário de treze anos!! Você me surpreende, me encanta e me ensina a ser uma pessoa melhor todos os dias.”

Sobre os desenhos:  Essa é a bicicleta nova-usada que compramos há quinze dias como presente de aniversário adiantado. Desenhei meio correndo, no intervalo entre as voltas que ele dava sem parar. Resolvi deixar todas as tortices e manchas assim mesmo, sem tentar fazer “outro melhor”. Acho que é um bom lembrete para nós dois de que a vida é feita de coisas que funcionam e outras que nem tanto, mas mesmo assim temos que seguir em frente e dar risada. Para desenhar, usei aquarela, canetinhas e lápis de cor. Uma parte fiz ao vivo, mas terminei os detalhes olhando uma foto. O outro desenho é uma página de um dos caderninhos-diários que venho fazendo para o Antônio desde que ele nasceu.


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Modelos vivos ou mortos?

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Sobre o desenho: Redesenhei hoje algumas poses de uma sessão de modelo-vivo que fiz em janeiro/2104, aproveitando a vinda (infelizmente rápida) do maravilhoso artista e professor Manoel Fernandes para a Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Os materiais foram aquarela e lápis de cor em um bloco Canson escolar que definitivamente não suporta água! Depois de pronto, passei o verso a ferro para desenrugar. Pena que ainda ficaram algumas ondas bem chatas… A modelo era uma bailarina simpática porém tensa quando entrava numa pose. São cinco corpos misturados. Está dando para desvendar? Adoro aulas de modelo-vivo, apesar de nem sempre os modelos estarem vivos mesmo. Como qualquer pessoa, aliás… Quantas vezes andamos por aí no piloto-automático mental ou corporal, cumprindo nossas tarefas roboticamente? (Infelizmente, foi só um sessãozinha nesse dia; meu sonho era voltar a fazer esse tipo de aula, mas no momento os recursos estão em baixa… Tenho que me contentar com as poses de alguns segundos ou minutos que os passageiros do metrô fazem de graça todos os dias para mim! O problema é que a atmosfera do metrô está me parecendo cada dia mais triste; cada dia com passageiros mais cansados e quietos, mesmo na Linha 1, supostamente ocupada pelos cariocas privilegiados. Ou talvez ninguém possa ter uma aparência realmente viva andando no transporte nessa cidade.) A história da arte está cheia de histórias interessantes sobre relação entre artistas e modelos; da prostituta que virou esposa de Van Gogh aos trabalhadores marroquinos de Matisse… Mas o que mais me surpreendeu nos últimos tempos foram os diálogos incríveis que meus alunos de desenho e antropologia tiveram com as pessoas que desenharam durante uma pesquisa de campo no ano passado. Travestis, barbeiros, donas-de-casa, atendentes de lojas, vizinhos, idosos, motoristas de caminhão — um monte de gente interessante falando da vida e levando numa boa o papel de personagem-que-se-deixa-desenhar. Este talvez seja o melhor caminho para desenhar mais e melhor em 2014: encontrar modelos vivos vivendo por aí.


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Saudades das Saudades de Oxford 3

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** Agruras da Vida Acadêmica **

Você ganha uma bolsa para vir para Oxford e se sente a pessoa mais importante do mundo. Memorize bem esse sentimento, pois quando o diretor do seu centro de pesquisas pedir que você organize um “pequeno workshop internacional”, com apenas 2 meses de antecedência, toda a auto-estima acumulada será necessária!

** O Francês Importante **

Os ingleses acham que é muito fácil organizar um evento, afinal “everybody likes to come to Oxford”! Tente convencer um figurão francês disso… Levei um tremendo bolo na véspera do evento! Um furo à francesa: nem um singelo “je suis desolée…”

** O Inglês Incompreensível **

Você precisa de mais um comentador. Seus colegas sugerem: “chame um inglês de verdade”. Ok, o cara tem vários livros, é reconhecido no meio, parece simpático nos e-mails e aceita! Finalmente, um único participante sobre o qual não precisamos nos preocupar se fala ou não bem inglês.

No dia do Workshop, porém… Ninguém entendeu uma palavra do que o cara disse!! Só rindo pra não chorar. As pessoas se entreolhavam, suspiravam, franziam a testa. Nada. De vez em quando uma palavra ao longe fazia algum sentido. Só não combinava com a palavra seguinte… O problema era uma mistura de tom de voz (variando do inaudível ao operístico), caretas, suspiros, falta de objetividade e uma “malice” congênita!

Além dos comentários no Workshop, ainda tive a “sorte” de sentar do lado dele no restaurante à noite. O cara cheirava a cigarro e falava sem parar sobre a namorada espanhola na Bahia, os pais republicanos, o filho comunista… Bem, só captei esses três assuntos no início — depois não me dei mais ao trabalho… E ele falou a noite toda assim mesmo.

O mais engraçado foi ver o suspiro de alívio dos brasileiros quando eu disse que também não tinha entendido nada do que ele falou. Ainda hoje encontrei uma professora da USP que assistiu o seminário e estava se sentindo péssima, achando que precisava voltar para o curso de inglês!

** Um Senador Italiano **

Tentem visualizar o tipo: terno italiano, cabelo italiano, sapato italiano, cortesia italiana. Um pacote de vaidade. Quando a secretária foi tirar uma foto, ele simplesmente parou de falar para afastar os copos e fazer uma pose! Depois, ainda disse que não havia mais clientelismo na Itália. Imagina se ia admitir essas vulgaridades latino-americanas…

** Um Espanhol e sua Agenda **

Outro convidado sugerido pelo povo daqui. Um espanhol com fama de “excelente”, “fantástico”, “maravilhoso”. Aí o cara se prepara para falar e abre a agenda!!! A agenda!! Sabe aquela coisa com espiral no meio e umas folhinhas miúdas para anotar o dia do dentista? Pois é.

E de lá saíram constituições espanholas do século 18, a legislação eleitoral da Cataluna, a troca de partidos conservadores em 1879… A essa altura, ninguém mais estava prestando atenção.

Bem que desconfiei que a coisa não ia dar certo. A única preocupação dele era saber se poderíamos hospedá-lo no hotel mais caro da cidade. Não, não podíamos. A cada vírgula, repetia que tinha feito doutorado em Oxford. Mas, pelo visto não aprendeu nem o básico, pois saiu para todos os lados com um enorme guarda-chuva e ainda pediu coca-cola na hora do evento!

** A Redenção Latino-americana **

Éramos três brasileiras e um colombiano, seríssimos, falando sobre temas pertinentes, com idéias, começo, meio e fim. Ufa. Fomos os melhores do dia! Mas a concorrência…

** A Plateia **

Muita gente fica nervosa ao ser convidada para Oxford achando que vai falar para grandes plateias. Muito ao contrário. Os eventos tem pouquíssimo público. Quer dizer, meu seminário foi um sucesso: 15 pessoas de fora, sem contar os da casa, amigos e participantes. Com a queda de qualidade da segunda sessão, perdemos metade da plateia. Pra quem gosta de vinho, foi ótimo: sobrou muita bebida no coquetel de encerramento! E mantivemos a tradição: um italiano roncou enquanto uma das brasileiras falava.

Concluindo, o evento foi quase-péssimo, mas felizmente lembrei que teria um ótimo material para esse diário. Afinal, tudo que dá errado é mais engraçado.

** Humor Britânico **

“If you actually look like your passport photo, you aren’t well enough to travel.” (sir V. Fuchs)

** Oxford com Crianças **

As crianças são bem-vindas: a comida é grátis e chega rápido! Mas tem um pequeno detalhe: é tão ruim quanto a dos adultos…

Os museus têm atividades para toda a família e há sempre uma área com avisos de “é permitido mexer, tirar fotos e brincar!”  Fofo.

** Detalhes do Cotidiano **

Todos são a favor de comida em cima do computador, migalhas no teclado, molho nos papéis! Toda mesa de trabalho tem um “cup of tea”, um prato com restos de biscoito, um garfo caído pelo meio, uma garrafa de água com gás quente apoiada em cima do arquivo… Ninguém reclama, ninguém acha estranho. Gostei! Dá um ar de casa bagunçada.

Todas as bicicletas têm uma sacola de plástico enfiada embaixo do assento. No início, não entendi. Mas agora também tenho uma: é para proteger o banco em caso (muito provável) de chuva. Eles não se incomodam com a cabeça, mas andar com a bunda molhada também já é demais!

** Sinais de que está na hora de voltar pra casa **

Já sei de cor o valor de todas moedas.

Minhas mãos estão ficando vermelhas, como as das mulheres inglesas!

Estou começando a gostar de chá com um pouquinho de leite…

Sobre o desenho: Fiz o desenho nos últimos minutos desta quarta-feira a partir de uma foto que tirei do meu café da manhã em Oxford (o pão estava na torradeira, não tive paciência de desenhar tudo, perdoem). A xícara ficou bem fora de proporção e ainda por cima descobri que a canetinha Kuretake nova não é à prova d’água! Mas tudo bem: foi bom lembrar que a louça do meu apartamento era horrível (azul e amarelo-sujo!) e também da minha maluquice de levar um paninho de prato brasileiro, feito com ponto-de-cruz pela querida Maria-de-Itaipava — foi a peça que fez eu me sentir em casa quando estava lá. Resolvi deixar o desenho na folha do caderno inteira porque ficou parecendo um tapete voador… Não custa nada sonhar com um pouco de mágica nos tempos atuais!


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Aos 46 do segundo tempo

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“Olha lá, quem acha que perder // É ser menor na vida // Olha lá, quem sempre quer vitória // E perde a glória de chorar // Eu que já não quero mais ser um vencedor // Levo a vida devagar pra não faltar amor” (trecho da música O vencedor, de Marcelo Camelo / Los Hermanos)

Amo essa música e acho que seria a epígrafe perfeita (que faltou) para a autobiografia de Jonathan Franzen e para a minha própria, se algum dia eu fosse escrevê-la… Ler as memórias do escritor nessa época de volta às aulas foi daquelas coincidências doces e amargas ao mesmo tempo. Minhas lembranças dos tempos de colégio não são nada divertidas; mas meus filhos se rolam de rir quando nos reunimos para falar dessas histórias…

Não fui tão caçula quanto Franzen (um temporão), mas caçula o suficiente para viver em função do meu irmão e da minha irmã mais velhos. Eu queria tanto tanto tanto ir para a escola, como eles, que minha mãe arranjou uma vaga para mim aos dois anos de idade, bem antes do que era comum em 1970. O resultado não foi muito promissor: digamos que eu nem sabia como ficar o dia inteiro sem fraldas! E digamos que meus irmãos adoravam me relembrar disso…

Passei o resto da vida sendo chamada de precoce (elogio das professoras e amigas da minha mãe) ou pirralha (acusação dos irmãos e dos “coleguinhas” de turma).

Não que eu fosse tão deslocada quanto o Jon (Franzen): na escola ele se sentia como se carregasse uma placa no pescoço “não contem nada pra mim”. Mas foi divertido descobrir que gostávamos de coisas em comum, apesar dele ter nascido em 1959 e eu em 1967. Ambos temos um fraco pelos oprimidos e fracassados. Eu também amava Charlie Brown, Snoopy e sua turma. Adorei quando Franzen contou que seu ídolo, Charles Schulz, criador de Peanuts, teria dito numa entrevista: “levei muito tempo para me tornar um humano”; e  explicou que não foi para uma faculdade de belas-artes porque seria um desestímulo “conviver com gente que soubesse desenhar melhor do que ele”. Ou quando lembra que Schulz teve que servir o exército, virou primeiro-sargento e refletiu: “me senti bem comigo mesmo, o que durou oito minutos, e depois voltei para onde estou até hoje”.

Aos quatro anos e meio fui parar numa escola nos Estados Unidos, sem falar inglês e sem minha mãe por perto. Acabei sendo convidada a me retirar por ser uma má influência para o meu priminho e seus colegas. Tudo que me lembro foi de ter tido a ideia de nos divertirmos trocando todos os casacos de lugar (havia um nome e um ganchinho para cada criança-e-seu-casaco); ah, e eu não colaborava muito quando tínhamos que cantar infinitas vezes a música “head, shoulders, knees and toes, knees and toes” (mais tarde hiper popularizada pela Xuxa em xuxês). Como Franzen e Schulz, eu acreditava em fazer as pessoas rirem.

Depois de uns anos numa escola que me hiperestimulava (no bom sentido: assisti Vidas Secas aos 6 anos e meio), fui mais ou menos jogada numa cidade do interior (sem mãe novamente), numa escola de Freiras com F maiúsculo. Em uma semana tive que aprender a rezar Ave Maria e Pai Nosso, vestir uniforme, cantar o hino nacional e fazer exercícios de matemática do século XIX. E sem um traje “anti-ansiedade”, como Jon às vezes conseguia… O coitado passou a adolescência inteira — in-tei-ra — tentando convencer a mãe a aceitar que ele usasse calça jeans aos domingos! (Nada como uma informação dessas para relativizar os nossos problemas…).

Daí em diante, parece que não temos mais nada em comum: Franzen se forma em literatura alemã, vira editor na faculdade; ainda bem jovem escreve uma peça teatral elogiada; alguns anos depois publica o romance Correções que faz dele um escritor famoso e premiadíssimo morando em Nova York! Ele próprio admite:

“Aos quarenta e cinco anos, quase todo dia sinto-me grato por ser o adulto que eu esperava poder vir a ser quando tinha dezessete anos. (…) Ao mesmo tempo, quase todo dia, perco várias batalhas para o jovem de dezessete anos que ainda vive dentro de mim. (…) Você nunca pára de esperar que a história para valer comece logo (…)”

Por incrível que pareça, por menos premiada e famosa que eu seja, acho que posso dizer que me vejo em cada uma dessas palavras. Estou (e não estou) exatamente onde queria estar, aqui e agora, aos 46 do segundo tempo.

Sobre o desenho: Em homenagem ao mês de volta às aulas, aproveitei o calendário de fevereiro para desenhar os materiais antigos e novos das crianças, mas também alguns meus, já que voltei para os meus queridos alunos ontem! A peça mais antiga do desenho é o estojo vermelho, à esquerda, que ganhei de presente da melhor professora de antropologia que já tive, a querida-mas-duríssima Lygia Sigaud (o Antonio adotou como estojo dele agora). A canetinha mais amada é a multicores que a Alice ganhou do amigo Ique (está logo abaixo do nome do mês). O item mais caro é a caneta Lamy amarela, no topo à esquerda, que comprei há pouco tempo, mas que não gostei nadinha de usar… (ainda!) O mais divertido é o estojo preto da Alice que imita um Iphone, bem no meio do desenho (não ficou nada fiel… o estojo custou pouco, é bonitinho e tem tamanho ótimo)!  As linhas foram quase todas feitas com a nova canetinha Sakura Kuretake (no desenho, está logo abaixo dos lapis de cera), indicada com paixão pelo Danny Gregory em seu blog. Ainda estou me entendendo com ela… As cores foram feitas com aquarela, lápis de cor e canetinhas hidrocor variadas.

Sobre o livro: As citações estão nas páginas 51, 84 e 134 de A zona do desconforto, de Jonathan Franzen (Cia. das Letras, tradução de Sergio Flaksman). Li também dois outros livros na semana passada que recomendo, por motivos diferentes: o bonito (mas triste, pelo assunto) Pyongyang — Uma Viagem à Coreia do Norte, de Guy Delisle (Zarabatana Books, trad. Claudio R. Martini); e A assinatura de todas as coisas, de Elizabeth Gilbert (Objetiva, trad. Débora Landsberg), uma distração despretensiosa, mas que me surpreendeu pelo aprofundamento no mundo da botânica e da biologia em geral. E acabaram-se as férias: agora estou relendo Roberto Cardoso de Oliveira, O trabalho do antropólogo: olhar, ouvir, escrever.

Sobre o atraso desse post: Fiquei sem internet o dia inteiro ontem (quarta-feira)… Por algum problema psicológico, só consigo escrever aqui se estiver online no painel do WordPress — nada me convence a escrever no Word. Vou tentar ser mais disciplinada e preparar a coisa com alguns dias de antecedência. (Não que alguém tenha reclamado! Ninguém reclamou… chuinf… mas meu senso de disciplina tem vaidade própria).