Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas

Carta a um jovem doutorando

67 Comentários

autoretrato2008p

Rio, 30/5/2014

Querido amigo,

ontem nos encontramos e você estava tão abatido, falando em desespero, Rivotril, caos… Não, eu não pensei que você estava fraco ou incapaz… Ao contrário: te ver me fez voltar no tempo, aos meses que antecederam a minha defesa de doutorado e ao estado em que cheguei naquela época. Quando o pior passa, é fácil a gente esquecer. Mas não esqueci. Vou te contar.

Em primeiro lugar, a culpa não é sua! É do seu orientador, claro. Tem dois tipos, os dois irritantes: aquele que não sai do seu pé, que não pára de cobrar os próximos capítulos ou mandar refazer os anteriores; e aquele que não está nem aí, que não lê nada que você entrega e ainda resolve viajar quando você mais precisa dele.

O meu era do primeiro tipo, e o meu sofrimento começou quando ele resolveu marcar a defesa da tese com seis meses de antecedência. Bem no momento em que eu não via luz no fim do túnel nem o próprio túnel! Aquele prazo (e tudo que ele significava) teve vários efeitos sobre mim.

O primeiro foi o “efeito paralisante”: toda vez que eu sentava para escrever, só conseguia pensar em assistir Friends… Esse é um dos meus sintomas típicos nos momentos de fuga. Passo a adorar coisas que normalmente odeio: comer pipoca cor-de-rosa, ver novela antiga na hora do almoço, inventar uma faxina geral nas tralhas da casa.

O segundo foi o “efeito obsessão-pelas-leituras-que-eu-não-fiz”: você passa a procurar por todos aqueles textos que tem certeza de que xerocou (ou que salvou em PDF). Você se convence de que os rumos da sua tese dependem de algum autor que você não leu, de algum artigo que estava em algum lugar mas você não se lembra.

O terceiro foi o “efeito preciso-organizar-mais-os-meus-dados”. Especialmente quem faz etnografia sofre desse mal (incurável). Primeiro você decide que não pode escrever a tese se não passar todos os diários de campo a limpo, transcrever pessoalmente todas as entrevistas gravadas, organizar todos os documentos e fotos que juntou ao longo dos anos (felizes) em que só fazia pesquisa. Depois resolve classificar tudo em variáveis, em tópicos, em sub-itens, em palavras-chaves, em diagramas e, finalmente, em sumários que vão resumir detalhadamente todo o conteúdo da tese. É isso: sem sumário não dá para começar a escrever!

O quarto foi o “efeito tudo-que-escrevo-é-horrível”. Pode parecer que não, mas a essa altura já sabemos muita coisa! Anos de mestrado e doutorado nos qualificam. Nossos parâmetros sobem; nossa capacidade de reconhecer um bom trabalho aumenta. Sonhamos com os professores mais admirados na nossa banca. Isso tudo forja um crítico interno implacável. Nada do que escrevemos chega aos pés dos nossos modelos.

Pronto: com esses quatro efeitos juntos, temos o “coquetel doutorando-derrotado”, como apelidou meu médico na época. Apesar das suas dezenas de diplomas, ele jurava que nunca ia deixar suas filhas fazerem doutorado (mas elas fizeram!), de tanto tratar de doutorandos doentes. Ele nos compreendia muito bem, porque era filho de mãe judia, daquela que só se satisfaz quando o filho ganha dois prêmios Nobel e em áreas diferentes!

Por sorte, esse médico olhava para mim e não para os meus exames. Ele se recusou a dizer que eu estava deprimida. Eu estava com sintomas-de-tese-de-doutorado-quase-atrasada: perda de peso, desânimo, palpitações, dor no corpo, torcicolo, insônia, tendinite… Receita: pegar sol, andar 20 minutos todos os dias, tomar vitaminas, comer bem e mandar o orientador adiar a defesa. E, como não sou de ferro, receitinha azul com um calmante leve para os momentos de desespero.

Claro que meus problemas não desapareceram — afinal, a tese continuava lá, por escrever — mas melhorei muito! Foi fundamental adiar o prazo e conversar com meu orientador sobre como eu estava me sentindo (orgulhosa, até então, quando encontrava com ele, insistia em dizer que estava “tudo bem”).

Te conto esses percalços não para me fazer de coitadinha, mas para te acolher e te mostrar que quase todos nós passamos por isso. Meu maravilhoso amigo Luis Rodolfo Vilhena, uma das pessoas mais brilhantes que já conheci, passou por várias dessas fases, adiou em um ano a defesa, e no final fez um trabalho primoroso. E também temos a companhia de intelectuais ilustres, como o Norbert Elias. Coloquei esse trecho da sua autobiografia ao lado do meu computador, para ler todos os dias de manhã:

“No que diz respeito à pesquisa, dispunha apenas de minha tese de doutorado para provar minha capacidade. E ela representava um trabalho duro. Tinha confiança em minhas capacidades intelectuais, e ideias não me faltavam. Mas o imenso trabalho intelectual que minha tese exigiu me parecera dificílimo. Só bem mais tarde fui pouco a pouco compreendendo que noventa por cento dos jovens encontram dificuldade ao redigir seu primeiro trabalho importante de pesquisa; e, às vezes, acontece o mesmo com o segundo, o terceiro ou o décimo, quando se consegue chegar aí. Teria agradecido se alguém me dissesse isso na época. Evidentemente pensamos: ‘Sou o único a ter tais dificuldades para escrever uma tese (ou outra coisa); para todos os outros, isso se dá mais facilmente’. Mas ninguém disse nada. É por isso que digo isso aqui. Essas dificuldades são absolutamente normais.” (Norbert Elias Por Ele Mesmo)

Bem, esta carta já está ficando muito longa… Prometo que na próxima escrevo coisas mais úteis (e práticas).

Para terminar, te lembro que só há uma fórmula mágica — irritante — para escrever tese ou qualquer outro texto: uma palavrinha de cada vez.

bjs — força aí.

K

Sobre o desenho: Auto-retrato feito em 2008, com uma técnica que se costuma chamar de “desenho cego”: você olha para o que vai desenhar (nesse caso, um espelho), mas não olha em nenhum momento para o papel onde está desenhando. Achei que era uma boa metáfora desse processo de escrever tese. A gente vê o caminho, mas não consegue ver o resultado. E tudo bem. Depois é só revisar!

Você acabou de ler “Carta a um jovem doutorando“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂

Como citar: Kuschnir, Karina. 2014. “Carta a um jovem doutorando”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url “http://wp.me/p42zgF-7X“. Acesso em [dd/mm/aaaa].

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67 pensamentos sobre “Carta a um jovem doutorando

  1. Obrigada Karina! Um muito OBRIGADA assim em letras bem altas mesmo. Seu compartilhamento me ajudou bastante!

  2. Karina, li os comentários anteriores e vi que todos te agradecem, eu quero fazer o mesmo. Tenho um mes para concluir a tese e juro que me deu um pouco mais de desespero quando disse que precisamos de seis meses para analise, eu concordo mas não os tenho. De todo modo, refleti que a analise vai se construindo ao longo do processo e que preciso seguir os passos que sugere como por exemplo vinte minutos de caminhada e um sol que vai bem, para me sentir viva no processo e sentir a tese viva também em mim.
    Gratidão pela partilha!
    Cândida Moraes.

  3. Tenho me sentido assim. Primeiro, a luta para ingressar no doutorado. Cheguei a entrevista em três universidades diferentes, no curso de antropologia / Ciências Sociais… mas, por algum motivo, ficava barrado. Até que enfim, consegui superar o nervosismo e fazer uma boa entrevista… Agora, após tanto desgaste, temos que cumprir datas de leitura, de escrita e da pesquisa. Eu amo o que faço! Mas, confesso que tenho me sentido meio desgastado, e esse texto me auxiliou muito. Parece que nada que fazemos está bom, apesar de boas notas nas disciplinas cursadas. Mas sempre há isso e aquilo a rever… Lidar com as vaidades da academia também não tem sido fáceis… Enfim, procuro continuar me dedicando, mas atento que os prazos são meras formalidades, e que eu n preciso, necessariamente, dar conta deles… OBrigado por compartilhar o texto!

    • Muito obrigada por seu comentário, Ricardo. Sua trajetória mostra o quanto você foi disciplinado e corajoso para enfrentar os obstáculos de começar o doutorado. Muitas vezes, o stress que sentimos durante o processo do doutorado também é fruto das constantes comparações com os colegas e com as supostas metas que estes estariam atingindo (mais estudo, melhores notas e pesquisas etc.), além da nossa vontade de suprir as expectativas dos professores (que passamos a incorporar como nossas). Toda essa pressão é um grande fantasma criado por nós mesmos… Pode acreditar que, mesmo depois do doutorado, continuamos caindo nessa armadilha. Para escapar, procuro sempre escrever/refletir sobre os meus valores, por que estou fazendo uma determinada coisa, quais são os meus limites e possibilidades. Ultimamente, parei de entrar nas redes sociais também. O excesso de informações e estímulos prejudica a concentração e o foco, trazendo um estresse extra que, este sim, é fácil de dispensar!

  4. A pouco menos de um mês de passar pela defesa da tese, confesso que estou passando por todos os processos que você lista em seu outro texto, das “dez dicas para sobreviver”……paralisei e não consigo terminar a apresentação e nem organizar as ideias. E me afligiu mais ainda saber que a banca espera uma apresentação e tanto…ai ai ai ai ai….quero crer que tudo dará certo!!! De qualquer forma, seu blog é incrível e ler você foi um prazer. Vamo que vamo!!

    • Oi Suzana, agora falta pouco!! Você já leu o post com as dicas de defesa de tese? Ajuda para se acalmar com o evento… Obrigada pelos comentários super gentis e boa defesa!! Depois me conta como foi. ☺

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  14. Oi Karina, descobri hoje seu blog. Havia sentado aqui na mesa da sala (da casa dos pais, aquele momento do ano em voltamos, por uns dias, ao caos e aconchego da família) pra digitar algumas anotações dos meus caderninhos das disciplinas do doutorado e encaminhar o trabalho final e na sequencia, iniciar a tal da escrita do projeto de tese. Até o momento fiz de tudo um pouco, li sobre bioconstrução, crochê, como plantar batata doce, e claro, esqueci de digitar os cadernos. Nesse processo de dispersão descobri seu blog e agora estou me deliciando. Me reconheço em várias situações, principalmente no “coquetel-doutorando derrotado”, rs, e ao mesmo me fortaleço, encontro caminhos, injeto ânimo nesse caminho acadêmico que escolhi. Gratíssima pela inspiração, por ter criado esse blog e compartilhar o que muitas vezes não temos coragem de publicizar. Não te conheço mas lhe desejo tudo de bom. Queria te dar um abraço pessoalmente, de agradecimento. Passarei por aqui sempre que possível. Forte abraço!!! 🙂

    • Que delicia de comentário Livia! Amei e morri de rir com a sua listinha de distrações! Estava aqui intrigada de onde estão partindo os compartilhamentos dos últimos dias do blog, porque o WordPress só me avisa que tem muita gente vendo mas não sei quem são as pessoas que estão compartilhando pelo fb. Se vc souber me avisa porque conhecer pessoas novas e legais é o que mais me anima a continuar o blog! Tudo de bom na sua jornada do doutorado! É difícil sim mas é maravilhoso também! ♡

      • Eu entrei no blog pelo compartilhamento de uma amiga, no facebook, somos colegas do PPGA da UFF, a Patrícia. O post era sobre o livro do Howard Becker, não sei em que planeta estava, mas só agora fiquei sabendo, rs. Aí fiquei vários posts, até chegar à “Carta a um jovem doutorando”. Trem lindo demais!

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  18. Mais um texto seu que vou levar para a minha defesa!
    Meu doutorado é em Medicina, mas passei pelas mesmas fases que você descreveu, exceto pela ausência de perda de peso (na verdade eu ganhei, outro sintoma de ansiedade).
    Um abraço

    • Que bom saber que te fiz companhia, Daniella! Espero que, a essa altura, você já tenha defendido a tese e tudo tenha corrido bem!

  19. Karina, foi um conforto descobrir o seu texto. O sofrimento por que passamos, nesse período, tão igual aos pares e que nos parece únicos, descritos de um jeito tão real, nos possibilita vislumbrar formas de superação. Um bj ao seu coração.Parabéns

    • Que linda sua mensagem, Luciete! É um conforto para mim também saber que não passei por isso sozinha… Um beijo carinhoso para vc também!

  20. Obrigada querida!

    Neste trabalho solitário é bom saber que não estamos tão sozinhos assim, ao menos no que diz respeito a esses sintomas que nos atigem!

  21. Karina, o seu texto foi um alento para mim hoje, que já estou sentindo o quarto efeito: “tudo o que escrevo é horrível…”. Aliás, deveria estar escrevendo agora, mas estou aqui comentando o seu blog, rs. Um abraço!

    • Muita força pra você, Ana. Dependendo do dia, eu também continuo achando que não vou conseguir. No momento, estou mais pro sintoma “tudo que desenho está horrível”… Mas sou um pouquinho movida a desafios… Então tem um lado legal de tentar superar essas fases. Espero que hoje esteja sendo um dia produtivo na sua tese. Não sei se escrevi isso no blog, mas eu tinha uma meta de x palavras por dia. (Era tipo um parágrafo gordinho… porque às vezes é só começar que a coisa anda.)

  22. Parabéns pelo seu relato Karina. Ando numa sensação e sentimento de incapacidade… Tenho bolsa da Capes no exterior e os prazos acabam por esgotar ainda mais a nossa cabeça que já não vai lá tão bem com tanta coisa que temos que fazer: transcrever entrevistas, analisar entrevistas, aplicar questionários, inserir questionários no spss, redigira tese, organizar os resultados… Um verdadeiro coquetel, como bem falado por seu médico… Seu relato me confirma a sensação de procurar um médico… Um psiquiatra, talvez… e minha psicoterapia de certeza! Mas sei que ao final de tudo será festa. Mas enquanto isso não nos acontece, o sofrimento nos consome…

    Grande abraço!

    • Força aí na sua tese e na cabeça, Sidclay — espero que, nesse tempo que demorei para responder, tudo tenha melhorado! Vi que seu email é de Portugal: aproveite muito essa terrinha linda. Eu certamente não daria certo se fizesse bolsa sanduíche… Ficar trancada com uma cidade maravilhosa lá fora é desafio pros fortes! Sucesso pra vc.

  23. Olá Karina,
    Estou exatamente neste processo. Há dois meses escrevendo com duas orientadoras ansiosas, um volume de trabalho imenso e uma enorme sensação de incapacidade e incompetência por estar tentando fazer um bom trabalho que leva mais tempo do que elas esperam e mais tempo do que o que os meus amigos levaram. Me pergunto todos os dias quando sento na frente do computador: será que levo jeito para esta carreira acadêmica que eu tanto quis e sonhei se eu estou levando meses para “apenas” escrever a tese? Esta sensação passa e começo a trabalhar mais aí ela volta quando eu esgotada desligo o computador para tentar dormir… Muito obrigada por dividir suas lembranças conosco e acender um luz neste túnel tão escuro que é este bendito final de tese ou inicio da nossa carreira acadêmica… Só trabalho e desejo que tudo de certo!
    Abraços

  24. Muito bacana seu texto. Exatamente no ponto onde estou! Abs.

    • Que bom que vc gostou ! Boa sorte no seu trabalho; tente curtir pois cada página escrita é também uma conquista!

  25. Pingback: Balançando | Karina Kuschnir

  26. Ainda não cheguei no doutorado, estou passando por tudo isso já com a dissertação de mestrado. Ler seu texto foi como receber um abraço, muito obrigada 🙂

  27. Pingback: Mestrado, final feliz | Sarices

  28. Muito obrigada. Um amigo me enviou o link do texto porque tenho passado por todo esse sofrimento da tese. Como disse uma colega acima, é reconfortante. Ouvir isso de alguém que já está em um momento tão diferente ajuda a perceber como a gente super dimensiona tudo e vira nosso maior obstáculo. Somos muito carrascos com nós mesmos! Mas, é preciso ter confiança no trabalho que fazemos e entender que as dúvidas e dificuldades são normais. É difícil, mas, como você disse, é para todo mundo. Acho que o que mais atrapalha é nosso masoquismo.

    • Concordo completamente contigo!! Sempre falo isso que sou carrasca de mim mesma, me cobro muito.Perfeito somos humanos e falíveis e dúvidas e dificuldades fazem parte do aprendizado. Obrigada Abraços

  29. Muito obrigada. Teria sido melhor ter lido esta carta há seis meses. Mas, ela certamente ainda é confortante. É preciso ter coragem e seguir em frente.

  30. Obrigada. Queria ter lido esta carta seis meses atrás, certamente, teria ajudado. Mas, ajuda ainda agora. Porque é preciso seguir em frente.

  31. Seu texto me deu esperanças e mais coragem para fazer a pós-graduação no futuro. Obrigada! Abçs.

  32. Adorei esse post!!! E tudo tem começo, meio e fim
    Bjs

  33. Karina, parabéns! seu texto traduz nossos temores e nos inspira a superar esse enorme desafio que é concluir uma tese!!!!!

  34. OBRIGADA!

  35. Amadoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii o texto. Estou fazendo Mestrado em Ciências da Educação e senti bem o peso que ainda estar por vir. Posso colocar esse texto, com suas referências, claro, no meu blog: http://www.sacolinhapedagogica.com.br
    ???

  36. É tão incrível e ao mesmo tempo tão consolador saber que é “normal” passar por isso. Quando estamos no desespero da “sídrome da tese” achamos que aquilo só acontece com a gente, e lendo esses sintomas tão conhecidos por todos que tem a tarefa de escrever uma tese me sinto acalentada e compreendida. É como se estivesse num grupo de doutorandos anônimos! Obrigada pelo texto!

    • Como dar maior publicidade dessa carta, compartilhando. ?

      • Compartilhando com outros estudantes e orientadores é a melhor forma de sensibilizar orientadores e orientandos para não desistirem um do outro.

  37. Ainda não cheguei nessa fase, estou no meio da graduação, mas acho que esse texto já me dá um panorama de como não enlouquecer nessas fases dificeis … Obrigada 🙂

  38. Cara professora., o sentimento descrito em sua carta sobre a produção de um texto acadêmico é simplesmente fantástico. Compartilhe com outros orientadores que, em geral, humilham o orientando…Você é o exemplo que muitos precisam se espelhar. Vc é educadora. Parabéns. Que Deus te conserve assim.

  39. Pingback: Carta a um jovem doutorando | Demografia Unicamp

  40. Adorei! O texto e o retrato! obrigada pelo conforto….totalmente identificada com as angustias!

  41. Comentario sobre o desenho cego – em priscas eras fiz um curso com Gerschman no MAM e aprendi essa tecnica. Tento usá-la a maior parte das vezes. Saem coisas interessantissimas. ADOREI!

  42. Puxa, descreveu certinho os sintomas… Eu tb passei e passo por isso! Vou seguir a receita prescrita e me automedicar! Feliz por suas palavras!

  43. Nossa bem assim mesmo. Passei por tudo isso. Estou estava com sintomas-de-tese-de-doutorado-quase-atrasada: perda de peso, desânimo, palpitações, dor no corpo, torcicolo, insônia, tendinite… E adiei a defesa por 4 meses. Estou correndo para defender nesse novo prazo, mas bem melhor agora. Seu texto me foi enviado por um amiga e foi bem reconfortante para mim. Obrigada! Amei o blog e os desenhos.

  44. Belo e confortante texto !! Aqui fala um ex aluno seu da uerj

  45. só faltou questionar a lógica perversa do produtivismo acadêmico e a forma de adoecer e repassar a doença entre acadêmicos.

  46. Nem olhando pro papel faria um autoretrato tão,legal assim.
    abraços

  47. Certeiro Karina. É mesmo assim.

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