Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas


6 Comentários

Obrigada, rascunhos e filhos

anivkkp

Pessoas queridas, aí vai a imagem que fiz para agradecer as mensagens de feliz aniversário que recebi essa semana por e-mail, Facebook e Whatsapp. Muito obrigada pelo carinho!

Sempre fico um pouco mais insegura fazendo desenho de imaginação do que de observação. Para esse cartãozinho de agradecimento, dei uma olhada numas fotos de pessoas recebendo flores primeiro e depois fiz alguns rascunhos em papel comum (vejam exemplos abaixo — as demais informações técnicas estão no final do post).

anivkk_rascp.jpg

Foi mais ou menos nesse caminho que fiz a ilustração do livro do gato Ulisses, que demorei séculos para terminar. Às vezes consigo fazer desenhos de imaginação sem rascunho, como nos calendários e em alguns posts, como esse, embora pessoas e bichos sejam sempre complicados.

Além de seguir uma linha meio desconstruída, a la Quentin Blake, um dos meus ilustradores preferidos, utilizei o cinza inspirada na artista Brooke Smart, que acompanho no Instagram. Um dia ela me respondeu que utiliza apenas aquarela preta em muitas de suas ilustrações! (Taí mais um tabu quebrado, porque muita gente acha que é “proibido” usar preto e branco com esse tipo de tinta.) Não cheguei a voltar no perfil dela para olhar, mas localizei hoje a hashtag #100daysofbringingupbaby para mostrar a vocês. Acho muito linda essa série de 100 imagens em que ela retrata o cotidiano mãe-e-filha com humor e delicadeza. Aí vai um exemplo:

brookesmart.bmp.jpg

Por falar em filhos, hoje escrevi para uma amiga dando os parabéns pela gravidez (de uma menina!) e dizendo o quanto sou apaixonada por ser mãe; o quanto meus filhos me fazem ser uma pessoa melhor e me provam que amor infinito existe, sim. Por outro lado, conversei essa semana com uma terapeuta sobre como ter filhos exige uma disposição imensa para se doar e se dedicar emocionalmente; e sobre como não é perda de tempo ter tempo para amar. Preciso muito desse lembrete na porta da minha geladeira imaginária:

não é perda de tempo ter tempo para amar

É tão cliché e verdadeiro isso. Amar (especialmente os filhos) não é só dizer que se ama; é ter espaço e tempo, saber ouvir, acolher, se abrir, receber, trocar, aceitar, acompanhar, se dar.

Que vocês tenham um ótimo final de semana! Daqui a pouco já é setembro, ufa.

Sobre o desenho — outros detalhes: Depois de feito o rascunho, coloquei o melhorzinho deles contra o vidro da janela, com o papel de aquarela por cima. Copiei a lápis o desenho que estava embaixo, como se estivesse utilizando uma mesa de luz (na vertical). Depois, já de volta à minha mesa, redesenhei a menina e as flores com a canetinha de nanquim permanente preta Pigma Micron 0,2. A pintura começou com o cinza, feito de azul Ultramarin com Burnt Sienna. Para as flores e as demais formas usei combinações das cores Opera Rose, Transparent Orange, Violet-grey (nova, da Old Holland!) e uns verdes que já estavam no godê. O pincel utilizado foi um Winsor & Newton, n.2.

Você acabou de ler “Obrigada, rascunhos e filhos“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂

Como citar: Kuschnir, Karina. 2017. “Obrigada, rascunhos e filhos”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: http://wp.me/s42zgF-obrigada. Acesso em [dd/mm/aaaa].

Anúncios


10 Comentários

O vazio interrogativo

folhagemp

Afastados da casa onde morria uma tia, um menino e seus primos esperavam a chegada solene da morte. Estavam num grande “vazio interrogativo”  quando, de repente, um pano branco…

Surgiu no ar, atravessou em passo lento a sala, desapareceu no corredor escuro que dava pra rua. Ninguém não exclamou “Vi uma assombração!”, nada. Todos estávamos estarrecidos, olhando. Só um bom minuto depois é que uma criada falou: “Foi lençol”. Então fomos chamados pra chorar. (Macobeba, Mário de Andrade)

Passei a semana nesse estado de “vazio interrogativo”,  com dificuldade de entender o que estava acontecendo, ora dando como desculpa que o mundo anda mal, ora achando que o problema era eu.

Caí em mim mas foi pra ter ódio de mim. Naquele tempo eu inda não era sábio, isto é, não tinha paciência. (Na sombra do erro, Mário de Andrade)

Não, não tem ninguém próximo morrendo! É só o meu aniversário de muitos anos que se aproxima. Eu tinha feito planos, cronogramas, metas, tabelas, objetivos, horizontes… Projetei que, em agosto, eu estaria mais jovem, mais atlética, mais disposta, mais leve, mais engraçada, mais feliz — e estou só mais eu mesma!

Vivi uns quatro meses nesse surto de onipotência controlativa. Até que veio uma dorzinha na lombar. Não dei bola, virou uma dorzona, virou uma fisioterapia, duas, dez. Já melhor, veio a preguiça, pensei vamos-esperar-as-férias-das-crianças-acabarem. E depois veio a parte em que já não sabia se estava triste por alguma coisa, ou se estava triste por estar triste.

Quando alguém não puder se vencer, disfarce lendo as tabuletas. (O terno itinerário, Mário de Andrade).

Não sei vocês, mas eu estou sempre sem poder “me vencer”, lutando comigo mesma. Acho que o Mário de Andrade também, porque essa ideia está presente de forma constante (mas bem-humorada) na obra dele.

Estou precisando de umas tabuletas pra ler, de paciência, de valorizar as coisinhas pequenas e boas do dia-a-dia, de entender que falhar faz parte, que todo dia é dia de juntar os cacos e recomeçar. Aqui em casa, repetimos um mantra: “vergonha” só de matar, roubar, bater, ofender, prejudicar. Errar, falhar, vestir calça cor-de-laranja, não. Pra esses, o melhor remédio é rir, se levantar; e ler Mário de Andrade, claro.

Porque se há de reduzir a felicidade, que é especialmente uma concordância do indivíduo consigo mesmo e o seu destino, a uma contingência externa? A própria dor é uma felicidade, quando aceita entre os bens que a vida fornece para o equilíbrio do ser e a sua perfeição livre.

Fui reler o Mário, um dos meus escritores favoritos, pois passei a semana me culpando pelo esquecimento do nome dele no último post. Taí uma amostra bem pequenininha do universo gigante desse autor. As citações são de crônicas do livro “Os filhos da Candinha” (ed. Martins/INL) escritos entre 1930 e 1942. O protagonista é, na maioria das vezes, o próprio autor a se “desfatigar” de si mesmo.

E um pouco sobre tudo isso, leiam a crônica maravilhosa de hoje do Arthur Dapieve: C’est la vie.

Ah, e muito, muito, obrigada pelos comentários tão gentis das últimas semanas! ♥

Sobre o desenho: Folhagens aleatórias que gosto de pintar quando estou ouvindo alguém que fala muito ao telefone (hoje em dia, só no Whatsapp!). Aquarelas amarelas, azuis e verdes, feitas com pincel n. 4, todos da Winsor & Newton. Dupliquei a imagem original no Photoshop para ocupar uma área mais horizontal.

Você acabou de ler “O vazio interrogativo“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂

Como citar: Kuschnir, Karina. 2017. “O vazio interrogativo”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: http://wp.me/s42zgF-vazio. Acesso em [dd/mm/aaaa].


13 Comentários

Escrita Diária – Dez dicas para curtir e manter o hábito de escrever

laptopp

“Se lhe ocorrer um argumento brilhante, uma réplica vitoriosa que mude o rumo da conversa, não ceda à tentação de brilhar, mantenha o silêncio; as pessoas finas verão sua inteligência nos seus próprios olhos. Você terá tempo de se mostrar inteligente quando for bispo.” (A cartuxa de Parma, Stendhal)

Lendo Cervantes, Rabelais, Stendhal, Eça de Queirós, sinto-me no mais feliz dos mundos, feito de pessoas que não se levam tão a sério mas, ao mesmo tempo, trabalham a sério. E não são só os clássicos que fazem isso, claro. Minha lista de imperfeitos-perfeitos vai de Carlito Azevedo, Anne Lamott, Juva Batella, Ana Paula Lisboa, Marjane Satrapi — tem um monte de escritores maravilhosos que sabem rir de si e de nós, escrevendo com falhas, ironias e pérolas, tudo numa página só.

Essa é a minha base para escrever todos os dias:

1) Escrevo sem querer brilhar ou parecer inteligente — Pode parecer bobagem, mas não é. Muitos alunos (e eu mesma) empacam na hora de escrever porque querem produzir textos fantásticos. Não é um bom caminho. Aliás, agora mesmo não estou sendo nada brilhante, pois já dei essa dica aqui no blog! Prefiro escrever muito, qualquer bobagem, e depois, com o tempo e alguma sorte, peneirar boas ideias.

2) Escrevo 300 palavras no mínimo todos os dias — Assim que ligo o computador de manhã, a primeira coisa que faço é abrir um arquivo de escrita diária no meu editor de texto. Coloco data, dia da semana, hora e escrevo até contar 300 palavras, o que dura em torno de 11 a 15 minutos (sim, eu medi!). Em alguns dias, fico mais tempo, empolgada com alguma ideia que tenha surgido ou escrevendo algo que possa virar um post, ou até registrando uma atividade da aula do dia anterior, por exemplo. Muitas vezes, porém, fico só nas 300 e poucas palavras mesmo, mal-humorada e irritada com os rituais que invento para mim mesma. Pelo menos já começo sabendo que consigo terminar em 11 minutos. Já é uma vitória escrever algo em dias assim. O saldo é o que vale, tanto pelo aspecto mecânico, de acostumar o corpo e a mente a sentar e escrever todos os dias, quando pelo conteúdo produzido: no meio de um monte de bobagens e reclamações, acabo escrevendo ou anotando coisas que me ajudam a pensar, viver e trabalhar.

3) Escrevo para me manter saudável — Quando estou numa boa fase, só sento para escrever depois de fazer alguma atividade física. Evito abrir o navegador e até ver e-mails antes da escrita e de fazer aquilo que considero o mais importante para o meu dia (ver item 6 abaixo). Mas eu estaria mentindo se dissesse que consigo fazer isso sempre. Há épocas melhores, outras piores. Nesse ano (2017), consegui ficar bem de março a início de junho. De lá para cá, andei doente algumas vezes, perdi o ritmo, voltei, mas acabei decretando férias de mim mesma por duas semanas, no final de julho, e me permiti ficar bastante com as crianças e ler dois livros inteiros.

4) Escrevo sobre o que quero escrever ou realizar — Escrever logo de manhã é ótimo para organizar o pensamento sobre o que considero mais relevante para o dia que está começando. Uma dica que já li em vários lugares na internet é tentar responder à pergunta: quando o dia terminar, o que eu gostaria de ter escrito/realizado? O hábito vai mostrar que nossa ambição inicial é fantasiosa, tipo querer correr 5 km, escrever 10 páginas, arrumar a casa, dar atenção às crianças e dormir cedo, tudo num dia só. É frustrante ter tantas expectativas. Esses excessos acabam me dando uma sensação de fracasso, que afogo navegando nas redes sociais. Hoje em dia me contento em planejar duas ou três coisas, bem modestas, como: ir à academia (só de pisar lá já está bom!); dar ou preparar uma aula (o que sempre leva o triplo de tempo imaginado) e desenhar algo (como tocar um instrumento, desenhar é prática, mesmo que por 5 minutos!).

5) Escrevo o que estiver na pauta do dia, da semana ou do mês — Após o momento diário-de-300-palavras, tenho que voltar à realidade: preciso olhar a agenda e a lista de tarefas. Se houver algo importante, tento me forçar a começar logo, sem responder a e-mails nem ver redes sociais antes das 16:00 horas (ver item abaixo). Com a prática cotidiana de escrever 300 palavras, começar um outro trabalho de escrita deixa de ser tão assustador. Se for algo que já iniciei, releio o que produzi no dia anterior e sigo em frente, parando aqui e ali para consultar algumas fontes, mas tomando cuidado para não me perder nessa tarefa. Se for para escrever algo novo, meu principal truque mental é imaginar que estou escrevendo uma carta para uma amiga querida, explicando o assunto de que quero tratar. (Como já fiz vários posts sobre isso, não vou me deter nessa parte criativa; os links seguirão no final.)

6) Escrevo com as redes sociais desligadas — Nem preciso dizer que isso é mais um desejo do que uma prática… mas continuo buscando estar no fluxo criativo offline. Coisas que tenho feito nessa direção: desligar notificações no celular para aplicativos de redes sociais ou e-mail. Andei radicalizando (em março) e tirei até os avisos sonoros de todas as mensagens do Whatsapp, mas não deu para manter. Consegui, desde então, ficar sem Facebook no celular e, mais recentemente, sem Youtube. De vez em quando, não resisto e vejo ambos no navegador, mas o Messenger não funciona, ainda bem. Uma dica de auto-sabotagem é limpar o cache do Chrome, de modo que, para navegar nesses sites, dá muito trabalho lembrar da senha, o que me lembra de não navegar. Mantenho o Twitter porque não acho muita graça. Também estou com o Instagram instalado, onde sigo alguns artistas. Quando percebo que estou vendo muito as Stories, desinstalo por uma semana. Também só sigo artistas e ilustradores, tentando não repetir as mesmas pessoas que já acompanho pelo Fb.  (Ufa. Fiquei cansada de descrever essa lista toda… E pensar que, até outro dia, esses portais infinitos não existiam! E a gente vivia, viu?)

7) Escrevo sobre o que escrevi — No final do dia, abro novamente o arquivo de escrita diária (deixo um link com o atalho no desktop) para escrever mais um pouquinho. Nessa etapa, utilizo uma listinha de perguntas, sem metas de quantidade de palavras. Respondo objetivamente, sem me alongar muito, questões sobre criatividade: O que escrevi, desenhei ou pintei hoje? Outras coisas que terminei ou avancei hoje? Alguma coisa legal que Ouvi/Li/Assisti?

8) Escrevo sobre o que aprendi — Em seguida ao que descrevi acima, escrevo um pouquinho sobre como estou me sentindo, sobre minhas relações afetivas, as dificuldades e alegrias do dia: O que aprendi hoje? Como ajudei alguém? Qual foi o pior do dia / ou O que foi difícil? Qual foi o melhor do dia / ou Pelo que estou grata hoje?

9) Escrevo sobre o amanhã — Para terminar, tento responder à pergunta: Como posso fazer/ter um dia bom amanhã? Aqui vale qualquer coisa, até escrever que preciso descansar, ir ao médico, conversar com uma amiga, me concentrar mais (ou menos) etc. Esse amanhã também pode se transformar numa reflexão sobre o futuro de médio ou longo prazo.

10) Leio — Querer escrever sem ler é como querer comer sem comida! Ler é um dos maiores prazeres da minha vida — é o que me alimenta, me faz pensar, rir, agir. Nada do que faço, nem minha própria existência, seria possível sem a leitura. Leio muito mais livros e textos do que consigo contar, e cada um deles me norteia em tudo que escrevo.

Obrigada a todos que me leram até aqui. ♥ Se vocês forem obsessivos como eu quando gostam de um tema, aí vão alguns outros posts sobre o assunto escrita:

Dez truques da escrita num livro só
Mente selvagem: dicas de escrita de Natalie Goldberg
25 dicas para revisar textos acadêmicos (de trás pra frente)
Os bastidores do blog
Carta a um jovem doutorando
Como não escrever uma carta para a seleção de mestrado

Além desses, vocês podem ver todos das tag mundo acadêmico, escrita, ou livros. Esse sistema de tags não está super organizado mas é o que temos no momento. Ah, e tem posts de que gosto muito sobre o Carlito Azevedo e vários com a tag Juva Batella.

Por falar no Juva, ele fez a revisão da minha tese de doutorado e está aceitando trabalhos de revisão de texto! O Lattes dele aqui e o contato é juvabatella [@] gmail.com. Fico até sem palavras para elogiar… Ele é autor do único livro que ilustrei, é meu melhor amigo, meu amor, meu tudo. ♥

….

Sobre o desenho: Desenho do meu notebook feito com canetinha Pigma Micron (tamanhos 0,2, 0,1 e 0,05), depois colorido com aquarelas variadas, num papel solto (não lembro a marca). Foi complicadinho, mas me diverti criando uns cinco ou seis tons de cinza para as diferentes áreas do desenho. Não sei se dá para ver na versão eletrônica.

Sobre a citação: A epígrafe do post está na página 171 do livro A cartuxa de Parma, de Stendhal. (Tradução de Rosa Freire D’Aguiar, Editora Penguin/Companhia das Letras). Li este livro por recomendação do Carlito Azevedo, quando comentei que tinha adorado O vermelho e o negro, do mesmo autor. A cartuxa… é um romance fantástico que merece um post próprio, mas não resisti começar a citar logo.

Até semana que vem e boas escritas!

Você acabou de ler “Escrita Diária – Dez dicas para curtir e manter o hábito de escrever“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂

Como citar: Kuschnir, Karina. 2017. “Escrita Diária – Dez dicas para curtir e manter o hábito de escrever”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: http://wp.me/p42zgF-2yd. Acesso em [dd/mm/aaaa].

laptopid


4 Comentários

Agosto/2017 – Aconchego

ago2017p.jpg

Pessoas queridas, aí vai o calendário de agosto! Demorou a sair porque eu estava sem tema… até que minha querida mãe sugeriu “aconchego” e me vieram esses novelos de lã. Minhas melhores lembranças da vida são de aconchegos: de mãe, de vó, de tia-vó, de titia, essas quatro mulheres maravilhosas com quem tive a sorte de me aconchegar desde o dia 21 de agosto em que, relutante, nasci.

Para comemorar, além da imagem acima, queria deixar aqui os links para arquivos grandes, que permitem imprimir com mais qualidade. Podem clicar para obter a imagem em .jpg ou em .pdf.

Me digam se a impressão ficou melhor! Isso porque mês passado fui imprimir do blog para testar e achei que ficou ruim se comparado com o original. Já que é um presente meu para vocês, prefiro que seja bem-feito! (Só peço que não façam uso comercial da imagem, claro.)

Semana que vem, volto aos posts!

Que possamos ter um agosto aquecido com prazeres simples. Bora doar casacos, cobertores e meias para quem precisa. ♥

Sobre a imagem: As cores dos novelos foram feitas com canetas pincel Tombow e Koi brush Sakura, inspiradas na paleta da artista Kate Pugsley (tem no Instagram). As linhas fiz com canetinhas Pigma Micron tamanhos 0,2, 0,1 e 0,05 (quanto mais clara a cor, mais fina a caneta).

Você acabou de ler “Agosto/2017 – Aconchego“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂

Como citar: Kuschnir, Karina. 2017. “Agosto/2017 – Aconchego”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: http://wp.me/p42zgF-2yl. Acesso em [dd/mm/aaaa].