Karina Kuschnir

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Doze (ou treze) lições para ajudar a terminar TCC, dissertação de mestrado e tese de doutorado (Parte 2)

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escrevendo fimp

“Existem dois tipos de teses, as perfeitas e as defendidas.”

Continuando o post da semana passada, trago a colaboração de colegas professores que me responderam como ajudar a terminar TCCs, dissertações e teses. Seguem as últimas seis dicas (que viraram sete). As fontes estão indicadas no texto, mas a responsabilidade por tudo que houver de errado é minha, claro.

Começo lembrando rapidinho as lições da primeira parte do post: 1. Não esquecer do sonho por trás do trabalho; 2. Concentrar-se no processo: desligar das redes sociais; 3. Curtir a escrita; 4. Cercar-se de pessoas que te ajudem; 5. Ler autores e livros que te inspirem; e 6. Visualizar a tese pronta. Aí vão as próximas!

7. Ter paciência, respeito ao próprio tempo e humildade

escrevendo paciencia

O depoimento da professora Andréa Moraes me emocionou. Ela conta que seu principal trabalho de orientação é nos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCCs) numa área com pouca tradição de pesquisa. Sua maior preocupação é que os alunos não desanimem. É comovente ver que há professoras tão comprometidas com o percurso acadêmico, em especial, dos que chegam à universidade menos preparados.

“O desafio é gigantesco: alunos sem preparo têm que enfrentar uma exigência colossal: escrever pelo menos 50 páginas de um tema de investigação. É um suplício. O TCC tem duração de um ano, mas poucos conseguem concluí-lo nesse prazo. Desistem, voltam, desistem, voltam, o TCC vira um grande fantasma. (…)

Gosto que os alunos de graduação aprendam sobre autonomia e sobre criatividade, sobretudo. Mas, não creio que sejam coisas que conquistamos de uma vez, elas vêm aos poucos. Escrita e pensamento requerem paciência, respeito ao próprio tempo e uma dose de humildade. A humildade é amiga das boas perguntas. São coisas preciosas que aprendemos ao longo da vida.

Nada está pronto, nunca, tudo está ainda por fazer. O trabalho escrito pode vir assinado por um autor, mas é sempre fruto dos encontros e das oportunidades que aquela pessoa teve ao longo da vida. Pensar nisso é ter compromisso com uma orientação (acredito na orientação como processo pedagógico) mais compassiva e mais amorosa. Eu acredito nisso e acho que é necessário nos tempos que correm. A escrita é sempre criação e violência, precisamos de calma com ela.” (Andrea Moraes)

8. Perceber que a escrita se faz escrevendo

escrevendo editandop

O professor Christiano Tambascia mandou uma ideia em que acredito demais: o trabalho se faz trabalhando, no processo.

“A dica que eu dei recentemente, para alguém que não estava conseguindo fazer as pazes com o Word: o mais importante é contar sobre o seu trabalho. Se for teclando um pouco, desenhando um pouco, falando um pouco, fotografando um pouco, ou tudo isso em doses variadas, não importa tanto num primeiro momento. Depois que tudo começar a andar, o trabalho de burilar, mexer e refazer se torna um pouco mais tranquilo e saudável.” (Christiano Tambascia)

Esse comentário me lembra de algo que já contei aqui: quando eu era pequena, achava que existia uma estante com todas as ideias do mundo, prontinhas para serem utilizadas pelas pessoas sábias. Mais crescida, passei a achar que os argumentos tinham que estar completamente elaborados antes de começar a escrever. Isso me causava um sofrimento enorme porque as minhas ideias nunca estão acabadas quando começo um texto. É o contrário: a escrita é que me ajuda a entender o que estou pensando!

9. Afastar os fantasmas

escrevendo fantasma

Como bem disse a Andréa, TCCs, dissertações e teses vão se tornando verdadeiros fantasmas na nossa cabeça. O Chris Tambascia fala sobre isso também, lembrando que a escrita também pode ser uma aventura, como dito na Parte 1 desse post:

“Há casos em que a pessoa sabe direitinho o que quer dizer, até mesmo como quer construir o texto, mas termina por ficar angustiada e triste na frente de uma tela em branco. Uma das coisas que acaba travando a escrita é o medo de não produzir um texto que corresponda ao que temos na nossa cabeça; que faça jus a uma espécie de texto fantasmagórico, que só nos resta digitar.

Nos esquecemos que uma tese ou uma dissertação, no fundo, é um bom projeto de uma ideia que então pesquisamos e depois comunicamos para o mundo (um mundo bem pequeno, mas que amedronta e que tememos muito que vá nos julgar).

O exercício da autoria pode ser empolgante, quando começamos a lidar melhor com essa paralisia. E, vai saber, o texto não vai ser aquele da cabeça (porque ele é formado justamente no processo, que inclui bater algumas teclas por algum tempo) e pode ficar ainda melhor do que antecipado! Vai ficar aquém e além do planejado – e tudo bem!

Claro, faz parte da formação acadêmica aprender a produzir num certo formato. Mas parece que isso vem à custa do esquecimento de que, afinal de contas, queremos contar sobre o trabalho que fizemos. Tenho convicção de que não há uma tese ou uma dissertação definitiva. Elas são o que fazemos delas.” (Christiano Tambascia)

10. Lembrar que uma tese é só uma tese

escrevendo bicho

A professora Julia O’Donnell foi na mesma direção do Chris apontando que precisamos olhar o projeto de escrita numa perspectiva menos grandiosa:

“A coisa mais verdadeira e a mais difícil de introjetar: É só uma tese! Passamos anos dedicados a esse bicho-tese, que suga nossas energias, compromete nossa saúde e nossa vida social, nos faz sentir burros(as) 30 vezes por dia (nos bons dias) e por todo esse tempo parece que a vida é a tese. E, por incrível que pareça, não é – ainda bem!

Então meu mantra era: ‘É só uma tese!’. Claro que, nos momentos de desespero (que eram quase todos os momentos na fase de escrita), eu nem ligava pro mantra. Mas de vez em quando eu me permitia repeti-lo e levá-lo a sério. Isso me ajudava a pôr os pés no chão e me reconectar com aquilo que realmente importa: o mundo-além-da-tese.” (Julia O’Donnell)

Concordo com tudo, inclusive com a parte de que é muito difícil colocar essa dica em prática em meio à ansiedade escrever. Só quando fiquei mal de saúde é que me dei conta de que não podia deixar a tese engolir todas as esferas da minha vida. De que adianta terminar a tese, acabando com o próprio corpo junto?

11. Não se apavorar com a defesa

escrevendo tim

Diante dos fantasmas da defesa, a professora Maria Claudia Coelho mandou uma mensagem tranquilizadora:

“Uma coisa que digo sempre aos meus orientandos, quando recebo aquele inevitável e-mail, um ou dois dias antes da defesa, apontando um problema terrível que acabaram de constatar (geralmente ‘grave’ como uma data errada na bibliografia) e que, naquele momento, têm certeza de que os fará serem reprovados: a angústia recrudesce imediatamente antes da defesa, é o pior momento, todos temos isso, porque é quando os fantasmas vêm nos atormentar.

É a proximidade da defesa que acorda os fantasmas. Essa data errada na bibliografia (ou o que for, varia muito a natureza do ‘problema-grave-que-causará-a-reprovação’) é apenas a sua versão de uma angústia pela qual passamos todos. Pare de ler e reler a tese, vá ao cinema, vá tomar um chope, vá à praia, enfim, relaxa, a tese está entregue.” (Maria Claudia Coelho)

Ai, como eu queria ter recebido esse recadinho antes do meu dia-D!! Meu orientador não era desses de mandar relaxar… Ele era capaz de pedir para eu repassar a apresentação por telefone, isso sim! Agora acho graça desses excessos, mas na época eu tinha muitos pesadelos, como já contei aqui.

12. Lembrar que tudo tem começo, meio e fim

escrevendo maca

Retomo a mensagem enviada pela professora Andréa Moraes para falar de como é importante colocar um ponto final no processo de escrita e seguir adiante:

“Ajudar a encerrar o percurso é tão importante quanto ajudar a começar. A hora de acabar é a hora de constatar que o autor ou autora caminhou o melhor que pôde até aquele momento.

Encerrar para começar coisas novas a partir dali. Dar um ponto final em uma etapa da vida, a graduação, no caso. Uma etapa que em um país tão profundamente desigual e injusto como o nosso é ainda exclusividade de poucos. Ter um TCC escrito e apresentado é uma vitória por si só, na minha opinião.” (Andrea Moraes)

Como lembrou a professora Yvonne Maggie, sua máxima predileta na hora de escrever é “tudo tem começo, meio e fim”! Prazos podem ser tirânicos, mas também nos trazer tranquilidade: uma hora a tese tem que acabar! Precisei muito me embalar com esse mantra não só durante o doutorado, mas desde quando enfrentava os trabalhos de curso da graduação e do mestrado. Até hoje uso essa ideia para as escritas com datas de entrega apertadas.

13. Não existe trabalho perfeito

escrevendo meu

Bora teorizar e demonstrar: aqui está um post de doze lições que viraram treze! Ao invés de espremer o texto nas ideias previstas, resolvi terminar errando a conta! Tudo porque a última liçãozinha é uma pérola que merece o seu item próprio:

“Existem dois tipos de teses, as perfeitas e as defendidas.”

A frase faz parte das lembranças do doutorado da professora Daniela Manica:

“Aquilo tocou fundo para mim num momento em que eu precisava terminar, mas não conseguia, pensando que, se eu tivesse mais um mês (um semestre, um ano), eu chegaria mais perto daquilo que queria fazer. Aprendi que, na maioria dos casos, ainda mais com tanta pressão que temos para produzir muito, e rápido, a tese é um ponto final no meio da conversa.

Mesmo assim, faltando só a introdução e a conclusão do texto eu, grávida de 20 e poucas semanas, entrei em trabalho de parto prematuro e tive que parar tudo. Exercício difícil para quem estava querendo concluir logo o trabalho e poder curtir o bebê! Mas não teve outro jeito. Assim que tive condições, depois dele nascer, terminei o que precisava, e finalmente defendi a tese quando meu filho estava com quatro meses. Aí aprendi que nossa vida pessoal, e nossa saúde, importam mais do que qualquer outra coisa.” (Daniela Manica)

Nossa, Dani, muito obrigada por compartilhar sua história. Fiquei emocionada pensando em você e em milhares de mulheres que vivenciaram situações semelhantes… Eu mesma passei a licença-maternidade da Alice estudando para o concurso de professora. Felizmente acabei entrando, mas até hoje me sinto culpada como mãe por esse momento!

Espero que essas treze lições-dicas-sugestões, ajudem vocês a enfrentar as dificuldades nos processos de escrita. Não tem fórmula, mas há qualquer coisa mágica na hora em que paramos de nos questionar e simplesmente fazemos o melhor que nos é possível.

Parafraseando os conselhos da Adriana Facina, na Parte 1 desse post: TCC, dissertação ou tese são trabalhos que exigem disciplina, foco e seriedade; mas sua escrita também pode ser uma arte que dá sentido às nossas vidas.

Meu muito obrigada a todos que colaboraram nessa série-saga; e a todos que leram, comentaram e compartilharam. Até semana que vem!

Sobre os desenhos: Fiz as linhas com uma canetinha japonesa preta (Muji hexagonal gel ink 0,25) e as cores com canetinhas hidrocor (Staedtler triplus color), tudo num papel comum (A4, 90gr).

Você acabou de ler “Doze (ou treze) lições para ajudar a terminar TCC, dissertação de mestrado e tese de doutorado (Parte 2)“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂

Como citar: Kuschnir, Karina. 2018. “Doze (ou treze) lições para ajudar a terminar TCC, dissertação de mestrado e tese de doutorado (Parte 2)”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3CU. Acesso em [dd/mm/aaaa].

70 pensamentos sobre “Doze (ou treze) lições para ajudar a terminar TCC, dissertação de mestrado e tese de doutorado (Parte 2)

  1. Pingback: 14 dias para terminar um texto de 12 páginas (ou 5000 palavras) | Karina Kuschnir

  2. Karina…algo que me atormenta e que nao apareceu por ai (nao sei se por ser mais ou menos comum) é minha angustia com a falta de rotina e (acredite) com prazos muito longos. Estou na metade do segundo ano do doutorado, ja fiz campo e me deixa muito ansiosa pensar que agora “só” tenho que escrever a tese. Está é minha única obrigação para os próximos um ano e meio, dois..sei lá. Como lidar com isso.. :-/

    • Oi Jaqueline, obrigada pelo comentário e a sugestão de um próximo post! Tentando te responder de forma breve: eu costumo fazer um cronograma reverso, ou seja, começando pelo fim (quando a tese precisa ser defendida) e voltando x semanas a cada etapa. Por exemplo, 1 mês antes entrega para a banca, 1 mês antes disso para o orientador e/ou revisão, e assim por diante. Com isso vc tem um panorama mais realista do tempo e dividido em blocos menores. O único problema desses planejamentos é que nossas emoções afetam nossa produtividade… então, no meio do caminho, precisa se cuidar bastante, fazer pausas e tentar levar uma vida saudável. Apesar de tudo, muitos doutores falam com saudades da época da escrita, da possibilidade de fazer uma coisa só. Um bom trabalho pra ti e boa sorte nesse percurso! depois dá notícias! ☺

  3. Pingback: Junho/2018 e Bastidores do blog (2) | Karina Kuschnir

  4. Muito muito obrigada Karina. Estou fazendo o mestrado e tem sido muito difícil, por causa de algumas complicações tive que mudar de orientador depois de um ano. Todos meus colegas estão qualificando e eu ainda não tenho nada pronto e isso me aflige muito, não consigo ver a reta final e tenho a impressão de que terei um resultado medíocre. Não acho que minha vida será acadêmica, infelizmente não me vejo nesse tipo de ambiente por mais 4 anos em um doutorado.
    Obrigada pelo que você faz aqui!

    • força nessa fase de mudanças, Gabi! Não fique se comparando com seus colegas… cada pessoa tem a sua história e seu tempo. Mudar de orientação é super difícil e vc com certeza foi muito corajosa de buscar isso. Toda sorte do mundo pra ti! ☺

  5. Pingback: Doze dicas para terminar TCC, dissertação de mestrado e tese de doutorado – Rafaela Melo

  6. Pingback: Para atravessar o mestrado – Pendências & Depósitos

  7. Obrigada tudo que precisava ouvir.

  8. Muito bom! Obrigado por compartilhar destas ótimas recomendações. Sempre tenho voltado aqui para reler e buscar mais inspiração para minha escrita.
    Estou fazendo mestrado no momento e não tem sido nada fácil lidar com o estresse da pós-graduação, mas aconselhamentos como este sempre ajudam a manter o pé no chão e lembrar de pegar mais leve diante da autocobrança.

    Parabéns!

    • que bonito seu comentário, Vitor. Força aí no mestrado; não deixa de cuidar da saúde física e mental. boa sorte em tudo 🙂

  9. Pai é gente, mãe é gente, filho é gente, filha é gente, vizinho é gente, trabalhador estudante é gente. Só por hoje, fazei primeiro as coisa primeiras. Que cheque meu terceiro TCC, e que meu Projeto do Mestrado seja aceito pela banca onde prestarem provas dias 27 e 28 próximo. Obrigado a todos pelas escritas e dicas.

  10. Muito bom, honesto e útil para colocarmos
    os pés no chão – quer sejamos orientadores ou orientandos.
    Agradeço pelo esforço, competência e coragem de escrever o que preciso ler nesse momento.

  11. Estou escrevendo o projeto de mestrado e segundo TCC ao mesmo tempo, depois de já ter escrito um em 2015, e pensei que seria menos difícil, mas não! Suas dicas de livros sobre escrita e seus posts transformaram os últimos dias num processo de reeducação mental, O-bri-ga-da!

  12. Creio que neste processo, ter um(a) orientador(a) que esteja comprometido com o seu sucesso é parte fundamental, pois irá balizar o escrito e auxiliar a encontrar saída para dúvidas e perguntas, lembrando sempre que a ciência é feita do contraditório e que, se alguém critica seu trabalho, é uma prova que valeu a pena ser lido. Siga em frente e não atrase o seu sucesso profissional !!!!

  13. Adorei,pois estou precisando desses auxílios e dicas pois realmente o TCC assusta demais. Meu amigo me mandou o link e curti demais!

  14. É só uma tese!!
    Obrigada pela frase!
    Me ajudou muito a deixar de lado meu desespero.
    Por que nesse momento o desespero e angústia estão me travando na escrita.

  15. Ótima a segunda parte das dicas, Karina.Valiosas para quem, como eu, está na crucial fase de conclusão, onde os temores se agigantam. Um abraço.

  16. Achei bembom! mais do que isso, foi ótimo! Estou começando o projeto para submeter ao doutorado e foi bom por os pés no chão, ainda que a cabeça viaje, o que é bom. sempre tenho como pausar um pouco e ser gente acima de tudo!

    • toda sorte do mundo pra ti, Elenice. que venha um doutorado tranquilo — algumas pessoas conseguem seguir se equilibrando bem!

  17. Palavras inspiradoras e tranquilizadoras também. Fiz mestrado e estou fazendo doutorado (estou entrando no terceiro ano deste) e minha filha tem 6 anos, então comecei este percurso de estudos quando ela tinha 3 anos. Hoje em dia, ela reza todas as noites pro papai do céu pedindo pra que mamãe termine logo o “concurso” (que no caso é meu projeto). Tento conciliar, trabalho, doutorado e família, não é fácil e muitas vezes me questiono se vale à pena…ainda não tenho uma resposta, na verdade é uma aposta que faço, de uma vida melhor pra mim, para minha família. A saúde anda debilitada, mas sigo. Porque é o que falas na segunda parte do blog: tudo tem início, meio e fim.

    • Estou passando por isso TB Elizângela. Estou no terceiro ano do doutorado. Começando a escrever a qualificação.
      Meu filho tem 6 anos. Não sei se te isso vale a pena.
      Mas TB faço por ele e pela minha família. Pensando em dias melhores a nós todos.

    • ai, fiquei emocionada quando li seu comentário… filho pequeno aperta demais o coração com os comentários certeiros… que vc tenha forças para equilibrar tudo e seguir em frente. ♥

  18. Parabens pelo artigo, interessante, útil e engracado. Recomendó o artigo de Christian Dunker: 27 + 1 errores de quem quer fazer una tese… esta na mesma linha de suas valiosas reflecoes…

  19. Ótimas dicas, Karina!
    Se me permite acrescentar mais uma, contar com a ajuda de um profissional do texto pode tornar mais simples o processo de elaboração do TCC.
    Muitas vezes falta apenas organizar melhor as ideias e desenvolvê-las adequadamente.
    Caso alguém precise, estou à disposição!

    • sem dúvida, Mariana, mas, para isso, a pessoa tem que terminar a parte dela, né? o problema é chegar nesse final… Acho ótimo valorizarmos o/a revisor/a — desde que não sejam aqueles sites que cobram para escrever pelos outros. tive que apagar umas propagandas desse tipo aqui.

  20. Achei maravilhoso! Me aliviou bastante!

  21. Maravilhoooooo…
    Ameiiiii…

  22. Para quem escreve e tem medo de (não) escrever (e por isso escreve), este post – com todos os seus textos – lembra aquela linda frase: “Escrevo para saber o que escreveria caso escrevesse” (acho que é da Marguerite Duras). Parabéns!

  23. Parabéns. Quero muito fazer o mestrado. Estou me preparando psicologicamente para isso. Sua orientação ajuda a disciplinar, mediar a saúde física e mental.

  24. Além de uma bela Obra, Karina, sobre TCCs, teses e dissertações, não tem como um acadêmico em seu momento derradeiro do curso, não se delicie com as orientações sobre o que se quer que é, por exemplo, um simples TCC. Eu mesmo suspeito pra falar desse tema, pois em dezembro de 2014 apresentei o meu TCC referente ao Curso de História findo, na UNP – Floriano Peixoto em Natal-RN. O fato é que o meu TCC foi muito difícil pra, uma vez que optei em prepará-lo, pedagogicamente, revendo, pesquisando incessantemente narrativas antigas e recentes de História, ou seja, no campo da história. Foi muito difícil pra mim pq busquei enfatizar com veêmência que haviam muitas narrativas históricas já caídas em desuso há muitos anos em sala de aula por professores de História, até pq para se trabalhar com história tradicional é preciso se ter cuidado, tanto que as obras pesquisadas são de 2000 pra cá. Pra mim foi um grande desafio e eu venci. Inclusive, dois colegas de curso, me disseram pra que eu mudasse a minha pesquisa para outro tema pois eu podia ser reprovado, mas, insisti e fui até o fim. Deu certo. Na verdade foi um trabalho que teve e tem articulação com cultura indígena do Brasil colonial. Quer dizer, o que era muito difícil tornou-se fácil. Para elaborar o meu TCC uma das minhas principais refênrências bibigráficas foi José D’Assunção Barros.

  25. Estou aqui. Pensando, pensando, qual lugar bom para redigir. Pois estou na casa de minha filha. Ela grávida de 30 semana, uma garota de 9 anos, um filhote de cão e o esposo. São maravilhosos. Más, está difícil de estudar aqui. Fico procurando um lugar. Para ficar longe de tudo. Acho que lugar só na minha cabeça. Gostei das dicas. Penso vai ajudá bastante. Vou fazer uso dessas dicas.

    • No meu caso, em alguns aspectos semelhante ao seu, resolvi acordar umas duas horas mais cedo que todo mundo e consigo me concentrar direitinho até umas 10 h. A partir daí, vai como dá, mas aquelas poucas horas iniciais fazem grande diferença.

      Jogue duro em seu trabalho. Sucesso.

    • pois é, Sebastiana… infelizmente, muitas pessoas não têm um local tranquilo para estudar, ler, escrever. Tente buscar um tempo só para você, ache uma biblioteca no seu bairro ou tente botar limites na família. rs sei que falar é fácil, mas temos que tentar. boa sorte 🙂

  26. Boa tarde .pra mim o tcc éra como um pesadelo na minha vida. Eu comecei a escrita da primeira parte.as vezes pedia esclarecimentos do meu orientador. Mas não conseguia ter exeto…As datas de entrega se aproximando. Mas não consegui terminar. Tenho mais um semestre pra concluir. Mas gostei das dicas que eu que encontrei aqui. Obrigado por essa dica.

    • Força aí, Antonio! lembre que Feito é melhor que Perfeito!! não deixe de concluir sua graduação por causa do TCC. Dê o seu melhor e pense na formatura lá adiante. 😉

  27. Esse post é pra imprimir e colocar na parede. Faz bem lembrar o que é realmente importante nesses nossos trabalhos. As dicas são maravilhosas. Obrigado!

  28. Hoje em dia é possível pagar para terceiros fazer TCC a banca nem desconfiam na maioria dos casos nunca vamos nem fazer TCC na profissão. O software só detecta plágio. Tem pessoas que encomenda de graça com familiares ou amigos. O ruim é ter que fazer uma coisa que nunca mais vamos fazer durante as nossas vidas . Já vi tese de doutorado em universidades do exterior feita dessa forma.

    • A questão é que fazer isso é:

      1) Antiético;

      2) Crime de falsidade ideológica.

      O melhor é fazer por si mesmo. Até porque:

      a) Serve de aprendizado;

      b) Quem estudou, passou pelo curso (seja de graduação ou pós) é que terá o material necessário para escrever.

      Por isso que o recomendado é escrever sobre algo de que se goste. Afinal, a pesquisa e o trabalho devem dar prazer.

      • com certeza. e lembrar que é melhor trancar, adiar, suspender, até desistir, do que copiar

    • sim, é terrível que exista esse tipo de coisa Rodrigo. que os softwares e as pessoas me-lho-rem!! obrigada

  29. Adorei essa matéria, deveria ter escutado esses comentários e correções antes de apresentar meu TCC

  30. Adorei

  31. Meu orientador sempre diz: “o doutorado não é o trabalho de sua vida. O trabalho de sua vida durará a vida inteira”. Estou concluindo minha tese, passando pela qualificação, e ele me ajuda a ter esperança de que vai dar tudo certo. Por mais orientadores humanizados assim.

    • sem dúvida, Edmundo!! muitos assim existem. parabéns pra vcs dois pelo trabalho conjunto 🙂 e boa sorte na reta final do doutorado!

  32. Ainda bem li esse texto esclarecedor aa 6hs ja quw irei iniciar este processo daqui a pouco…obrigada.

  33. Sensacional, Karina! Estou passando por todos esses momentos tentando finalizar minha tese sem acabar c minha saúde… Me vi nos comentários mais q verdadeiros! Parabéns. Bjs. Rejane

  34. Entrei empolgada no mestrado em Psicologia Social. Quatro meses depois, meu pai, 64 anos, descobriu um câncer super agressivo. Minha vida girou. Foram duas cirurgias grandes, diagnósticos horrorosos, prognósticos piores. Recidivas constantes, mudança de médico, quimio venosa, quimio oral, internações, emagrecimento rápido, limitações crescentes, até a despedida, 1 ano e meio depois. Vivi esse tempo pra viver meu pai. O mestrado ficou em outro plano. Fiz o mínimo. Tinha entrado pra fazer o máximo. Pedi extensão, anexei certidão de óbito, declaração do hospital, carta à coordenação da pós; o colegiado negou. Vivi meu luto mais forte, e um mês e meio depois, engrenei a marcha pra fechar. Tenho duas semanas pra isso. Vai ter que dar. Pelo menos, eu já sei pra quem vai ser a dedicatória…

    • Força pra você, que tudo vai dai certo! Lembro de um professor que disse, que há a escrita que queremos e há a escrita possível, assim como a parte da tese perfeita e da defendida. Então é isso. Acho lamentável que isso aconteça na Psicologia social, onde a visão do humano deve estar em primeiro lugar. Também sou da Psico Social, mas vejo meu PPG como extremamente compreensivo.

    • Fiquei tão chocada no dia que li seu comentário… desculpe a demora em responder. Incrível ver a atitude de certos colegiados (nem todos são assim!) diante de uma situação tão grave. Espero que você tenha conseguido entregar. Quando puder, dê notícias! ♥

  35. Boa noite, ler essas palavras acalenta as angústias no momento da escrita. As datas são uns monstros que nos atormenta, mas também nos liberta, pois é o momento da defesa e libertação para alça novos voos.

  36. Pingback: Doze dicas para terminar TCC, dissertação de mestrado e tese de doutorado (Parte 1) | Karina Kuschnir

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