Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas

De mim

De mim

fb kkNasci de minha mãe, ou fui achada numa lata de lixo — é que as fontes históricas divergem bastante (minha certidão ou meus irmãos mais velhos).

Na infância, meu objetivo era saber colorir direito, dentro da linha, sem borrar, como minha tia Bianca. Depois ampliei meus horizontes e passei a cortar as cortinas da casa para fazer colagens e misturas com tinta guache bem molhada. (Os adultos não gostaram nada daquilo.)

Na Escola Parque, nos anos 1970, tive um professor de artes chamado Rocha que me ensinou a desenhar com água sanitária (cândida para os paulistas, se é que tem algum leitor paulista aqui) sobre papel de seda, a fazer coisas com argila, a cavar em placas de madeira, a desenhar com um palito sobre um papel colorido com lápis de cera e depois coberto de nanquim preto, e muitas outras experiências. Mas eu era fascinada mesmo pelo Daniel Azulay, que desenhava como um mágico, num programa de TV em preto e branco.

Na mesma Escola Parque, já tendo lido Monteiro Lobato e outras coisas, tive uma professora de quarta série chamada Sherrine, que me mostrou o mundo lá fora: contos de Clarice Lispector, cartas de pessoas torturadas pela ditadura militar e filmes como Vidas Secas, de Nelson Pereira dos Santos, baseado em Graciliano Ramos.

(Dá pra pular a adolescência? É que não fica bem escrever que eu lia Agatha Christie e Sidney Sheldon, adorava Hello Kitty e só pensava em tocar violão, ir a festinhas e namorar.)

E acho que chega de falar de mim.

A escritora Amy Krouse Rosenthal diz que cada um vem ao mundo com seu pacote de combinações aleatórias, numa espécie de balança cósmica injusta, tipo “olho bonito e dificuldade para línguas”, “talento musical em família-sem-teto” etc. É pegar ou largar. Não dá pra escolher só uma parte. Acho que ela está certa. Então, o jeito é encarar. 

E-mail: karina kuschnir [at] gmail com

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Laboratório de Antropologia Urbana (LAU/IFCS/UFRJ)
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Sobre o desenho: Imagem feita no Ipad com meu dedo numa App de desenho. Não me lembro qual, mas qualquer uma serve. Costumo usar quatro: Procreate, Adobe Idea, Paper e SketchbookPro.

20 pensamentos sobre “De mim

  1. Karina, lindo teu traço, amei teus desenhos🙂 E tua descrição da infância me deu uma saudade engraçada, de algo que não vivi… Abraços!

    • muito obrigada, Mari! esse “de mim” foi escrito antes do primeiro post do blog. Resolvi nunca mais mexer para me forçar a lembrar que esse é o espírito do blog: rir de mim mesma! Até hoje morro de vergonha quando vejo que alguém leu hahaha — porque Sidney Sheldon é trash demais!! Optei por registrar aqui aquilo que preferiria “esquecer”… Até tentei ler Proust aos 15 anos, mas não consegui passar das primeiras páginas. rs

  2. Pingback: Fevereiro/2016! | Karina Kuschnir

  3. ja tem o seu calendartio 2016 pronto? amei a ideia!!!

    • Oi Arnild! Eu só faço um calendário por mês e vou postando aqui à medida em que ficam prontos! Que bom que você gostou ♡

  4. Karina, pode explicar-me como colocar do lado direito esses ícones do blog ( inspirações)?

    • Oi Marcelo ! No WordPress vá em Aparência Widgets e escolha um de imagem. Eu uso o de texto e faço o código de HTML nele. Se precisar me avise que te mando

  5. Gostava de Hello Kit? Isso é muito normal, e muita fofura também.

  6. Olá Karina,
    Que exercício bacana de registros. Os desenhos, os escritos…e que legal vc compartilhar isso. Os calendários estão uma formosura tal que dá vontade de imprimir em camiseta e sair pipocando com eles. Salve!

    • oi Vania, muito obrigada pelo comentário tão gentil! Os calendários também agradecem: quando penso em desistir, eles me puxam pelo braço e me obrigam a desenhar “só mais um”… E assim seguem ganhando a batalha contra a minha preguiça! Palavras assim me dão forças para continuar. bjs!

  7. sou paranaense, mas moro em são paulo e tô adorando ler seus textos🙂

  8. Um agradecimento especial ao Henrique Wagner que pescou uma gralha nesse texto: obrigada!

  9. Pingback: Carta a um jovem doutorando | Demografia Unicamp

  10. Adorei a sua adolescência.. li os mesmos autores… e agradeço a eles o fato de ter me tornado historiadora: curiosidade e suspense. Gostei !!

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