Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas

Materiais

materiaisjuntosppEsta página começou com esse post e a linda canção do Gilberto Gil. Vou compartilhar com vocês os materiais que utilizo para fazer os desenhos do blog. Acrescentarei uma ou duas imagens por mês. (Se tiverem curiosidade sobre alguma ferramenta em especial, deixem um comentário com a pergunta!)

Metáfora, por Gilberto Gil
Uma lata existe para conter algo | Mas quando o poeta diz: “Lata” | Pode estar querendo dizer o incontível || Uma meta existe para ser um alvo | Mas quando o poeta diz: “Meta” | Pode estar querendo dizer o inatingível || Por isso, não se meta a exigir do poeta | Que determine o conteúdo em sua lata | Na lata do poeta tudonada cabe | Pois ao poeta cabe fazer | Com que na lata venha caber | O incabível || Deixe a meta do poeta, não discuta | Deixe a sua meta fora da disputa | Meta dentro e fora, lata absoluta | Deixe-a simplesmente metáfora 

Sobre os desenhos: Os desenhos foram feitos no verso de papéis de pintura baratos que eu já tinha (Canson Aquarelle A4 e Canson Pintura escolar A3). Em todos fiz um traço com lapiseira primeiro, contornando o objeto desenhado de forma bem leve (apagando e corrigindo quando necessário). Depois passei o nanquim preto (canetinha descartável Unipin 0.05) e pintei com aquarela (com os pincéis e tintas mostrados nas imagens; e com outros materiais também, que irei desenhando aos poucos). Quando utilizar algum papel, material ou técnica diferente dessas acima, farei a observação junto ao desenho.

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Caderninhos Laloran – Os cadernos Laloran são como tudo que nos faz bem: comidinha de casa, trabalho com pausa, passeio com paisagem, vida com foco, apoio de mãe. De todos os materiais que uso para desenhar, são os mais especiais (e os mais bonitos). Comprei o primeiro em 2011, em Lisboa, das mãos da artista Ketta Linhares no evento anual dos Urban Sketchers.. […continua aqui]

 

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Canetinhas de nanquim – Não me lembro quando descobri essas belezinhas Pigma Micron (da marca japonesa Sakura). Só sei que me apaixonei. São canetas de naquim à prova d’água (isto é, não borram quando você pinta com aquarela por cima), disponíveis em várias cores,  espessuras e até em ponta pincel (BR, de brush). Infelizmente, são descartáveis e, se usadas todos os dias, acabam rapidamente. As que eu mais utilizo (005, 0,1 e 0,2 pretas) duram cerca de um mês. […continua aqui]

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Pincél de água (waterbrush) Kuretake – Comecei a namorar esses pincéis de aquarela por causa dos livros e vídeos do Danny Gregory. Já tive vários, mas os da marca Kuretake são os meus preferidos. Além das pontas em vários tamanhos (firmes e macias na medida certa), eles têm uma válvula que faz com que a água escorra devargazinho para o pincel. Infelizmente, as cerdas se desgastam (principalmente a pequena, minha preferida). Por isso, estou sempre precisando de um novo… [Para este desenho, insisti em usar o papel Arches cold press. Foi uma tragédia de difícil, porque é um papel rugoso, que gruda no pincel. Além disso, fica cinza quando escaneado… Definitivamente não é papel para mim.]

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Borracha Staedtler – Ganhei essa borracha do meu avô Rudolf quando eu ainda era adolescente. Ele viajava muito e trazia materiais incríveis para a minha tia que fazia arquitetura. Eu vivia de olho comprido nas coisas dela, como vocês podem imaginar… Em 2008, quando voltei a desenhar diariamente, aboli o uso da borracha da minha vida. Virou quase um dogma! Mas, em 2015, com a benção das aquarelas, não é que fizemos as pazes?

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Lapiseira Pentel cor-de-rosa 0.7 – A paixão por lapiseiras é antiga. Não consigo viver sem. Não sei ler um texto sem uma lapiseira na mão! O problema é que as crianças herdaram essa mania e viviam roubando as minhas. Quando vi essa cor-de-rosa, pensei: taí a cor certa! Nem a Alice nem o Antônio vão querer roubar! Os dois detestam rosa. Não é que deu certo? Já estou com ela há alguns anos. (Mas só passei a usá-la para desenhar quando fiz as pazes com a borracha.)

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Spray de água – Potinho plástico comprado numa loja de materiais de perfume na Saara (no Centro do Rio) para pulverizar e umedecer as pastilhas de aquarela antes de começar a pintar. Custa só R$ 1,50! Já comprei vários para dar para os amigos. Serve também de pote de água para molhar ou lavar o pincel quando vou usar a aquarela fora de casa.

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Pincéis Winsor & Newton University Series 233 – Pincéis com pelo sintético tamanhos 000, 0 e 1, que minha mãe trouxe de uma viagem a trabalho nos EUA. São baratos e ótimos para pintar coisas pequenas, embora as pontas já estejam entortando um pouquinho. Foi com eles que pintei a maior parte dos desenhos desse post. A cor é uma alegria à parte!

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Estojo de aquarela – Comprei essa latinha Rembrandt vazia na papelaria Caçula (na Saara, no Centro). Infelizmente não vendem mais (esta já está enferrujando…). Dentro, coloquei potinhos com aquarela em pastilha Winsor & Newton (comprados em Lisboa) e alguns potinhos vazios que enchi com tinta de tubos variados. Tudo isso está mais ou menos colado no fundo da lata com uma massinha americana chamada Blu-Tack que é uma maravilha (cola mas não seca; o que me permite trocar ou repor as cores).