Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas


13 Comentários

Novembro/2018 – Girassóis

nov2018_p

Os girassóis são flores incríveis, conhecidas por se movimentar como se estivessem olhando para o sol. Em dias nublados, se viram uns para os outros, buscando energia. Mesmo quando não há luz, se fortalecem por estarem juntos.

Retomo o blog com essa metáfora, agradecendo a força que emana de vocês. Cada clique, visualização, download, mensagem e, sobretudo, cada sorriso e abraço recebidos na vida real ou virtual é uma fonte de energia para seguir em frente.

Sintam-se acolhidos e abraçados de volta! Estamos juntos e somos resistentes!

Nesse mundo da pós-verdade, precisamos reafirmar o básico. Quais valores defendemos, quais princípios consideramos inegociáveis? Como diria uma criança de cinco anos: — Qual é o sentido da vida?

Que os girassóis nos respondam por hoje: — O sentido da vida está na cooperação, no compartilhamento e na luz.

Nesse mês, coloquei uma flor extra no dia 20, feriado que marca a homenagem a Zumbi dos Palmares, transformado recentemente no Dia da Consciência Negra. Os 388 anos de escravidão de negros e indígenas no Brasil não podem ser esquecidos. A liberdade é um dos pilares da Constituição de 1988, um bom livro de cabeceira para ler e reler sempre.

Aqui vai o calendário do mês de novembro para imprimir em .pdf (em alta resolução).

Que tenhamos um mês de foco e concentração. Meus objetivos de novembro: ler, escrever, estudar, ser a melhor funcionária pública que eu puder, contribuir para projetos sociais, fortalecer meus valores, abraçar meus amores e amigos.

E os objetivos de vocês, quais são?

Sobre o desenho: Fiz um girassol com base em fotos do Google. Desenhei um original de cerca de 3 cm numa folha A4 90gr, com contorno de canetinha 0.05 Pigma Micron, colorido com lápis-de-cor Polychromos. Escaneei a folha do mês e o desenho, copiando a flor em vários tamanhos, e depois juntando tudo no Photoshop.

Sobre girassóis: Recomendo muito a leitura de Van Gogh, Digitalis e a verdade sobres os girassóis, capítulo disponível online do livro maravilhoso de Luiz Mors Cabral que já comentei aqui.

O texto do post é inspirado na mensagem (abaixo) que recebi e também na imagem que minha querida professora de aquarela Chiara Bozzetti me enviou:

girassois

Você acabou de ler “Novembro/2018 – Girassóis“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! ☺

Como citar: Kuschnir, Karina. 2018. “Novembro/2018 – Girassóis”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3IH. Acesso em [dd/mm/aaaa].


6 Comentários

Outubro/2018 — #δενπρέπειναυπάρχει

out2018_p.jpg

#δενπρέπειναυπάρχει — Porque lutar contra a violência, o racismo, a homofobia e a misoginia não é uma opção — é um dever, uma questão de justiça contra crimes hediondos.

#δενπρέπειναυπάρχει — Porque é preciso rejeitar um candidato e seus apoiadores que glorificam as armas, a tortura, o estupro e o extermínio de pessoas, manifestando seu ódio a negros, gays, lgbtis, mulheres e indígenas.

#δενπρέπειναυπάρχει — Para que a democracia não volte a ser ditatura; para que o holocausto e os crimes contra a vida não sejam negados; para que o jornalismo resista; para que as parcas conquistas dos direitos humanos no Brasil não retrocedam.

Na minha opinião, todas as escolhas nessa eleição são legítimas exceto quando o candidato apregoa as ideias acima. Basta uma pesquisa rápida para comprovar, através de vídeos, documentos e declarações oficiais, que temos um caso assim nas eleições presidenciais. Há um candidato com discurso criminoso, que deseja a morte (até de seu próprio filho, caso se torne gay ou case com uma mulher negra; e de sua ex-mulher), que apregoa o estupro e o extermínio de pessoas e de direitos.

Sei que a maioria das pessoas queridas que lêem esse blog concordam comigo. Obrigada por vocês existirem! ♥

Meu manifesto é para sensibilizar aquelas que estão indecisas. Não há dúvida possível nesse caso. Escolha qualquer candidato, mesmo que não tenha chances. Isso é legítimo. Deixe de votar, anule seu voto, vote em branco. Qualquer opção é melhor do que entregar sua representação cívica a um sujeito que defende tamanhas atrocidades em público — imaginem o que ele diz quando não está sendo gravado ou filmado!

Que as deusas nos protejam.

Para imprimir o calendário de outubro, aqui vai o .pdf em tamanho A4.

Para compartilhar o manifesto no Instagram:

out2018_q2

7 Coisas impossivelmente-sérias-relevantes-interessantes-e-dignas-de-nota sobre os assuntos em pauta:

♥ A frase que abre esse post foi inspirada numa citação de Nelson Mandela: “Superar a pobreza não é um gesto de caridade. É um ato de justiça”. (Discurso na Praça Mary Fitzgerald de Johanesburgo, em 2 de julho de 2005). No original: “Overcoming poverty is not a gesture of charity. It is an act of justice“.

♥ Em 2000, a Unesco e vários ganhadores do prêmio Nobel da Paz divulgaram um  manifesto reforçando seu compromisso em: 1) Respeitar a vida; 2) Rejeitar a violência; 3) Ser generoso; 4) Ouvir para compreender; 5) Preservar o planeta; 6) Redescobrir a solidariedade. Estamos num bom momento para reler o texto completo.

♥ Para entender a profundidade do racismo no Brasil, recomendo navegar pelo site Geledés. Entre as recentes estatísticas divulgadas, fica claro que a população negra é a mais afetada pela desigualdade e pela violência. Os negros são os que têm mais chances de serem asssassinados e presos; os que ganham os menores salários; a maioria dos desempregados; e a população mais subrepresentada politica e culturalmente. As mulheres negras são as maiores vítimas do feminicídio, da violência doméstica e obstétrica; do isolamento social e afetivo.

♥ No Brasil, a cada 19 horas, um LGBTI é assassinado ou se suicida devido à homotransfobia. Há um trabalho importantíssimo sendo feito e divulgado pelo site Homofobia Mata. Já são vários registros de ataques a gays realizados nessas eleições por apoiadores contrários ao #elenão.

♥ Somos o quinto país em número de assassinatos de mulheres no mundo. O Instituto Patrícia Galvão e a Fundação Rosa Luxemburgo lançaram em 2017 o livro Feminicídio #InvisibilidadeMata que pode ser baixado na íntegra. O site também disponibiliza um Dossiê sobre Feminicídio online. Também se multiplicam perseguições, ameaças e ataques a mulheres organizadoras de manifestos e marchas pelo #elenão.

♥ Por tudo isso, dia 29/09, milhões de pessoas sairão às ruas para gritar #elenão — veja aqui a lista de eventos em mais de 78 cidades brasileiras.

♥ Sobre os símbolos utilizados nesse calendário de Outubro/2018: as cores, as bandeiras e as setas são inspiradas no movimento Lgbti. Desenhei também signos do feminismo, da paz, assim como adaptações de símbolos dos direitos humanos (mãozinha) e dos animais (pegadas de patas).

Sobre o desenho: Fiz os símbolos primeiro com uma lapiseira grafite 0,5 (Pentel). Depois colori com várias canetinhas da Staedtler (triplus color e triplus fineliner) e da Sakura (Koi brush e Soufflé). Sobre as canetas, desenhei a maioria nesse post e lembrei de um desenho de 2015 com todas as cores das Sakuras:

sakura_souffle.jpg

Você acabou de ler “Outubro/2018 — #δενπρέπειναυπάρχει“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! ☺

Como citar: Kuschnir, Karina. 2018. “Outubro/2018 — #δενπρέπειναυπάρχει”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3Ia. Acesso em [dd/mm/aaaa].


10 Comentários

Setembro/2018 e Nossas histórias

set2018_p

“Quero que minha história seja ouvida porque acredito
que podemos criar um mundo melhor se aprendermos
a vê-lo sob diferentes perspectivas.
Diversidade é força; a diferença nos ensina.
A minha história é a sua história.
Esse é o foco que precisamos: conexão.”
(trechos de Hannah Gadsby: Nanette)

Sempre que publico um texto sinto-me num certo limbo, misto de vazio e carne-viva. Terminar artigo, tese, capítulo, até trabalho de curso… Vocês já passaram por isso, né? É como se largássemos uma parte nossa no mundo, que não nos pertence mais. Dá um medo. Na semana passada, essa sensação foi forte.

Então vieram as palavras de vocês. Fiquei emocionada e não consegui responder… Talvez aqueles choros não fossem apenas dos seus donos, mas também meus, de todos nós. No sábado, cada comentário que chegava me fazia chorar um pouco também, aquele tipo de lágrima que não sabemos se é triste, se é feliz, se é o quê. Mas a Hannah explica: é conexão.

Sentir que nossas histórias são ouvidas é o que nos motiva, comove, emociona.

Desculpem o silêncio…

Espero que continuar escrevendo e desenhando seja uma forma de retribuir tantos carinhos e gentilezas que recebo de vocês.

Aí vai Setembro e aqui está o .pdf em alta resolução para imprimir.

Precisei fazer um desenho mais simples esse mês, apesar de ser um dos meus preferidos do calendário. Eu queria ter nascido em Setembro para não ter tanta crise de identidade — sou leonina mas me sinto uma virginiana convicta! (E ainda é o mês da minha avó querida, que dia dez faria 104 anos.)

7 Coisas impossivelmente-legais-bonitas-interessantes-hilárias-ou-dignas-de-nota da semana:

♥ Assistimos e amamos: Hannah Gadsby: Nanette, disponível na Netflix. Sem palavras para elogiar o suficiente. Fun fact (como diz a Alice): quando eu era pequena, e já tinha desistido de ser menino, meu sonho era me chamar Hannah.

♥ Para ouvir enquanto desenha: o podcast Art for All dessa semana, com o Danny Gregory falando sobre as delícias e dificuldades de se fazer um diário de viagem com desenhos, aquarelas e mapas.

♥ Para quem está começando na aquarela: uma listinha de vídeos no YouTube com tutoriais bem fáceis de acompanhar.

♥ Li numa newsletter simpática que assino, do blog Vida Organizada: “ninguém disse que eu preciso ser perfeita. Falho como todo mundo. O que estou me permitindo é me sentir menos culpada e aceitando mais que as coisas simplesmente são como são, no momento, e está tudo bem.” (Thais Godinho)

♥ Comecei a seguir no Instagram: a ilustradora polonesa Gosia Herba. Adorei a paleta de cores dela e suas várias ilustrações divertidas (muitas com meu tema favorito: livros).

♥ Para quem quiser acompanhar: estou postando no meu stories do Instagram as imagens do projeto de pintar todos os dias que estou fazendo com base no livro “Learn to Paint in Watercolor with 50 Paitings”, de Wil Freeborn.

♥ Ah, esqueci de divulgar aqui o resultado da doação do livro da Cleonice: apenas três pessoas se inscreveram e o escolhido foi o Pablo Rodrigues! Vou combinar com ele a entrega; e semana que vem anuncio mais um livro!

set2018_id

Sobre o desenho: Paleta de cores inspirada numa bolsinha (tipo necessaire) que ganhei há muitos anos da minha tia Hanny, que usa uma igual (sinto que estamos sempre conectadas por isso!). Adoro como a combinação de cores estranhas (cinza, bege, rosa, laranja e verde escuro) produz uma coisinha tão gostosa de se ver (foto abaixo).

lesportsac_p

Tentei achar os tons certos, mas meu desenho ficou muito mais vermelho do que o original (e acabei acrescentando um azul para não ficar natalino!). Fiz as linhas com uma Pigma Micron preta 0.2, e colori com lápis-de-cor.

Ah, um alerta para quem estiver pensando em investir em lápis-de-cor de qualidade: não comprem os Prismacolors! São macios e com cores intensas, mas a maioria dos meus está toda quebrada por dentro. A embalagem não protege cada lápis individualmente… não sei se os meus quebraram na viagem da compra (há muitos anos). Cada vez que vou usar me irrito de vê-los desaparecer no apontador! Recomendo os Polychromos, da Faber-Castell.

Até semana que vem, amores. ♥

Você acabou de ler “”
Setembro/2018 e Nossas histórias
“”, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! ☺

Como citar: Kuschnir, Karina. 2018. “”
Setembro/2018 e Nossas histórias””, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3Hz. Acesso em [dd/mm/aaaa].


10 Comentários

Agosto/2018 – Mulheres que lêem são perigosas

ago2018_p.jpg

Pessoas queridas, bom dia! Aí vai o calendário de agosto, uma homenagem ao nosso amor pela leitura. Não sou de ligar tanto para aniversário (dia 21), mas dessa vez resolvi desenhar algo que amo para comemorar.

Antes que eu esqueça: o .pdf para imprimir!

Os desenhos foram inspirados no livro Women who read are dangerous, que ganhei de uma amiga super generosa. ♥ A capa já apareceu aqui no blog num post anterior. As imagens internas são pinturas, desenhos e fotografias.

Não há tantas figuras de corpo inteiro, como a Marilyn Monroe lendo de biquíni, que no calendário ganhou um vestidinho (é a segunda, da esquerda pra direita, na parte de baixo). Várias pinturas de mulheres nuas aparecem no meu desenho em versões vestidas. Para a grande maioria, tive que inventar o corpo, as roupas e os bancos, cadeiras e sofás em que elas se apoiam. Também só me inspirei nas imagens em que as mulheres estavam efetivamente lendo, e não apenas com um livro nas mãos (entre essas, uma das mais lindas, é do Van Gogh). Outra adaptação foi fazer mulheres negras, que, assim como as mulheres-artistas, estão quase ausentes da obra.

Aqui vai a listinha completa das imagens que me ajudaram — para vocês poderem comparar com a versão desenhada no calendário:

Pieter Janssens Elinga – Woman Reading (1668-70)
Jean Raoux – The letter (1720)
Jean-Etienne Liotard – Marie Adelaide of France (1753)
Gustav Adolph Hennig – Girl Reading (1828)
Carl Christian Constantin Hansen – The Artist’s Sister (1826)
Sir Edward Burne-Jones – Portrait of Katie Lewis (1882-86)
Jean-Jacques Henner – Woman Reading (c.1880)
James Tissot – Stillness (s/d)
Peder Severin Kroyer – Rose Garden (1893)
Carl Larsson – Karin Reading (1904)
Vilhelm Hammershoi – Interior with a Woman Reading a Letter (1899)
Albert Marquet – Standing Female Nude (1910)
Robert Breyer – Woman Reading (1909)
Félix Vallotton – Woman with Yellow Necklace Reading (1912)
Gabriele Münter – Woman Reading (1927)
Duncan Grant – The Stove [Angelica Bell] (1936)
Vanessa Bell – Amaryllis and Henrietta (1952)
Cagnaccio di San Pietro – Portrait of Signora Vighi (1930)
Aleksandr Aleksandrovich Deineka – Young Woman with Book (1934)
Edward Hopper – Hotel Room (1931)
Theodore Miller – Lee Miller and Tanja Ramm (s/d)
Eve Arnold – Marilyn Reading Ulysses (1952)

Desses originais, minhas preferidas são as de Ducan Grant e Vanessa Bell, casal de artistas, ela irmã de Virginia Woolf. Também amei a obra de A. A. Deineka e o desenho da Gabriele Münter.

Desculpem o excesso de links! É para vocês terem um gostinho do livro… Ainda não li a introdução de Karen Joy Fowler, mas em breve conto aqui.

7 Coisas impossivelmente-legais-bonitas-interessantes-hilárias-ou-dignas-de-nota da semana:

♥ Li recentemente e adorei: Mamãe & Eu & Mamãe, da Maya Angelou (Rosa dos Tempos, 2018).

♥ O que estou lendo: J-B, Debret, historiador e pintor, de Valéria Lima (Ed.Unicamp, 2007). Achei por acaso na Livraria da Travessa e estou amando. Que maravilha de trabalho! Na próxima vida quero ser historiadora da arte.

♥ Acompanhando: a ótima série no blog da Sarah Toledo sobre livros escritos por mulheres.

♥ Li no celular e adorei: a bem-humorada história do casal Kana e Mateusz Urbanowicz, artistas vivendo no Japão, ela japonesa, ele polonês: 47 mini episódios em quadradinhos, por Kana Urbanowicz.

♥ Onde tenho navegado: Public Domain Review, que manda uma simpática newsletter. Outro dia publicaram essa lindeza de obra botânica.

♥ O que amaria ganhar de aniversário: But I Really Wanted to Be an Anthropologist, da divertida Margaux Motin!

♥ Onde tenho postado — Uma das melhores coisas de julho foi ter feito a mudança de duas estantes de livros do trabalho para casa. Eram obras que há muito tempo eu queria ter mais perto. Com a ajuda do Antônio, fizemos uma enorme reorganização e separamos bastante coisa para doar. Vou postar essas doações lá no Stories do Instagram (onde também venho mostrando as prateleiras reorganizadas — vou mostrar a de mulheres em breve). Meu perfil para quem quiser acompanhar: https://www.instagram.com/karinakuschnir/

ago2018_mini1

Sobre os desenhos: Primeiro fiz um rápido esboço a lápis de todas as mulheres e livros. Depois passei canetinha de nanquim permanente Pigma Micron 0.05 e colori com lápis-de-cor Polychromos, da Faber-Castell. Tentei usar uma paleta com poucas cores. Alguns pequenos detalhes fiz com canetinhas Pigma Micron de cores diversas. No final, sombreei com lápis-de-cor cinza e azul claro. Minhas preferidas são essas duas deitadinhas. A de cima é totalmente inventada e baseada no meu jeito de ler antes de dormir, vestindo uma calça de pijama bem velhinha que amo. A de baixo é inspirada na pose da imagem de Henner (link acima).

ago2018_mini2

Há algum tempo venho pensando no que eu poderia fazer com esses desenhos dos calendários mensais. Cheguei a pensar em redesenhá-los e imprimi-los na forma de cartões, mas quem ainda usa cartões de papel, além da minha mãezinha? O que vocês acham? Alguém gostaria de prints dessas imagens em resolução melhor? Se tiverem alguma ideia, me escrevam nos comentários ou em e-mails ou DM no Instagram.

Boa volta às aulas a tod@s!!

Você acabou de ler “Agosto/2018 – Mulheres que lêem são perigosas“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! ☺

Como citar: Kuschnir, Karina. 2018. “Agosto/2018 – Mulheres que lêem são perigosas”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3Gx. Acesso em [dd/mm/aaaa].


Deixe um comentário

Julho/2018 com tintas!

jul2018_p

Pessoas queridas, nada como uma tarde desenhando, somada às mensagens de carinho de vocês, para restaurar meu ânimo — muito obrigada!

Aí vai o calendário de Julho/2018 e o .pdf para imprimir.

ps: Acabei de descobrir que esse é o post nº 200 do blog! ☺

Sobre o desenho: Fiz o contorno dessas caixinhas de tinta com duas canetinhas (de nanquim descartável) Pigma Micron 0.2 e 0.05. Depois pintei com lápis de cor Prismacolor, começando com uma cor simples e adicionando o número na lateral. A seguir fiz manchinhas das cores adjacentes e alguns reforços mais escuros na parte interna para transmitir profundidade. (Só pessoas obsessivas com imagens perfeitas de aquarela conseguem manter suas caixinhas limpas depois de usadas. Tem muitas no Youtube e no Instagram. Me dá a maior aflição de ver! Parece material comprado para foto…) No final, acrescentei uma pequena sombra misturando um cinza quente com azul ultramarino. Espero que imprima bem!

Tem algumas etapas do ‘making of’ no meu Instagram. Morro de preguiça de postar lá, mas a Alice me ajudou filmando. Um bom final de semana pra vocês! ♥

Você acabou de ler “Julho/2018 com tintas!“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂

Como citar: Kuschnir, Karina. 2018. “Julho/2018 com tintas!”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3FF. Acesso em [dd/mm/aaaa].


17 Comentários

Maio/2018 — Burra ou teimosa?

maio2018_p

“O pensamento encontrou-se com a eternidade
E perguntou-lhe: de onde vens?
— Se eu soubesse não seria eterna.
— Para onde vais?
— Volto para de onde venho.”
(Murilo Mendes)

Vocês também têm a sensação de que o tempo nunca é suficiente? De que, por mais que nos dediquemos, há sempre algo a fazer, ler, escrever, resolver?

Bem-vindos ao clube.

Essa semana, fui tentar aplicar uma ideia dos livros de produtividade: “foque em resolver o trabalho mais importante primeiro”. Mas… e quando o seu “trabalho mais importante” é ler e entender um texto difícil, que não acaba nunca, cujo fichamento fica quase do tamanho do original, praticamente uma tradução de trechos inteiros com ajuda de três dicionários online?

Você é burra ou teimosa?

Os dois…

E se, nos intervalos, você ouve a voz dos gurus de auto-ajuda dizendo “vá lá, bastam 15 minutos de foco para esvaziar uma inbox!” Mas… ao invés de responder os e-mails urgentes, você resolve tentar baixar todos os artigos que o texto que você está lendo cita. E, assim, adicionando mais e mais “textos importantes” ao seu trabalho principal?

Você é burra ou teimosa?

Os dois…

Se você terminou a semana sem esvaziar sua caixa de entrada, sem responder as gentilezas que te escreveram, sem marcar aquela consulta necessária, sem voltar para a ginástica, sem escrever o post atrasado, sem fazer as compras do supermercado…

Você é burra E teimosa.

Pelo menos o texto está lido e fichado, me consolo.

Bem-vindos ao balanço desse domingo, pessoas queridas!

Se vocês estão lendo esse post, é porque chegamos juntos ao final de abril.  Aqui vai o calendário de maio para imprimir em .pdf.

Meu recado final é para as pessoas do mundo acadêmico que estão se preparando para os concursos de professor nas universidades federais: muita força para vocês, pessoal!

Uma das coisas mais difíceis que já fiz na vida foi me preparar para um concurso. Estudar é mais árduo do que ir lá fazer: é trabalhar todos os dias no vazio, sem garantia.

Mesmo assim, vale a pena. Tudo que vocês estão lendo será um patrimônio intelectual próprio, pra sempre. Parafraseando Murilo Mendes, estudar é quando o pensamento se encontra com a eternidade. É quando todas as palavras que os livros nos legaram voltam para conversar conosco.

Pensando bem, ter passado a semana lendo um texto grande e difícil não foi tão ruim assim, vocês concordam? Será que posso ficar só me achando teimosa e não tão burra?

Sobre a citação: Trecho de um poema de Murilo Mendes citado por Silviano Santiago na página 82 do artigo “A permanência do discurso da tradição no modernismo”, publicado no livro Ensaios Antológicos (Ed. Nova Alexandria). Agradeço ao Juva pela citação, ao me ouvir reclamar do tempo. ♥

Sobre o desenho: Flores com cores meio psicodélicas, tipo anos 1970, inspiradas no tecido de uma blusa que eu tenho. O scanner foi ingrato com o original, ora estourando, ora saturando alguns tons. Levei uma surra para chegar nesse resultado mais ou menos próximo do original. As linhas foram feitas com diversas canetinhas Pigma Micron coloridas e o restante foi colorido com lápis de cor Caran D’Ache e Prismacolor.

Você acabou de ler “Maio/2018 — Burra ou teimosa?“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂

Como citar: Kuschnir, Karina. 2018. “Maio/2018 — Burra ou teimosa?”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3Ef. Acesso em [dd/mm/aaaa].


14 Comentários

Abril/2018, Frágil

abril2018p

“Tem horas que é caco de vidro
Meses que é feito um grito
Tem horas que eu nem duvido
Tem dias que eu acredito.”
(Paulo Leminski)

Como criar nesse mar de sangue que vivemos no Brasil? Pensei na vida e lembrei do vidro, da beleza e da fragilidade desse material que vem da areia e vira tudo. Fiz o calendário e reencontrei o poema do Leminski. Caco, grito, dúvida, acredito.

Que dor esse país despedaçado, em que a vida da maioria da população não vale nada… Temos que seguir acreditando, protestando, achando um jeito de nos engajar, por todos que ainda estão vivos, pelas crianças que não pediram para nascer, pelos idosos que nos deram a vida, pela natureza, pelos animais, por nós. As lutas justas são muitas. Desdenhar dos que estão lutando ou ficar parado assistindo é que não dá.

Por falar nisso, hoje, dia 2/04/2018, tem o evento “Luzes para Marielle e Anderson”, às 19h. Onde você estiver, acenda uma vela ou luz, sinalizando às autoridades que não esqueceremos. Para confirmar ou se engajar em algum evento presencial, veja as opções na página Marielle Franco e compartilhe imagens e mensagens com a hashtag #LuzesParaMarielleEAnderson.

E para os pós-graduandos e professores que me escrevem, duvidando de suas escolhas: nosso trabalho tem valor sim. Fazer pesquisa, ensino e extensão com consciência, seriedade e ética para com seus interlocutores e a sociedade em geral é uma forma de contribuir para um mundo melhor, mesmo que os resultados sejam a longo prazo. Vamos continuar comparecendo, lendo, escrevendo, desenhando, pesquisando, publicando, produzindo, compartilhando — só não esqueçamos de respirar, nos abraçar e nos cuidar pelo caminho.

Força pra todos nós. Bom abril: tem feriado no Rio de Janeiro dias 21 e 23. ♥

Sobre o calendário:  Foi um desafio criar algo leve como vidro e ao mesmo tempo colorido o suficiente para escanear e imprimir. Espero que tenha dado certo. Para imprimir, abram o .pdf aqui. Desculpem o atraso!

Outros posts: Fiquei com vontade de indicar os posts “Um Matisse para Maria Eduarda” e “Mortos pelo Rio“, algumas das homenagens que escrevi às vítimas da violência na história do blog, tão atuais e antigas, sobre tudo isso.

Sobre o poema: O trecho citado é do poema “Passe a expressão“, do livro Distraídos venceremos, republicado na coletânea Toda Poesia — Paulo Leminski, pela Companhia das Letras, p.183.

Sobre o desenho: Desenhei as coisas de vidro com canetinha Pigma Micron 0,05; depois colori com lápis de cor Polychromos, da Faber-Castell e alguns Prismalo da Caran D’Ache; tudo em papel comum A4 90gr. Comecei com cores individuais, mas depois cheguei a essa mistura de verde, amarelo e rosa para dar uma certa unidade ao conjunto. No final, utilizei uma caneta pincel cinza quente (warm grey) Pitt Faber Castell para fazer as sombras embaixo dos objetos.

Você acabou de ler “Abril/2018, Frágil“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂

Como citar: Kuschnir, Karina. 2018. “Abril/2018, Frágil”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3DN. Acesso em [dd/mm/aaaa].