Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas


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Sketchnoting – Desenhando e anotando

EvaLottaLammp“A melhor maneira de aprender é se divertindo”, diz a artista alemã Eva-Lotta Lamm, numa palestra sobre sketchnoting, algo como desenhar e anotar ao mesmo tempo. Já sou fã da Eva há alguns anos e, em janeiro, assisti novamente a uma palestra dela para me inspirar. Gosto demais da liberdade com que ela se expressa, num misto de despretensão e busca por qualidade, duas das coisas que mais admiro num trabalho. Se eu pudesse escolher, queria um mundo assim: com bom humor, sem arrogância e sempre em busca de aperfeiçoamento, clareza e precisão.

Venho pensando sobre os artistas que admiro, tentando descobrir os caminhos por onde quero desenvolver o meu próprio desenho. Uma das coisas que percebi é que o meu Olimpo das artes é feito de imagens e palavras juntas. Como diz aquela brincadeira do Millôr: “Uma imagem vale por mil palavras… mas tenta dizer isso sem palavras!” Pra que separar coisas que vão tão bem juntas!

Sem que eu tivesse planejado, o exercício de assistir anotando e desenhando a Eva-Lotta acabou transbordando para a forma como registrei meu caderno da viagem a Portugal, em janeiro/2017. Abaixo, a página sobre o encontro com o pesquisador e desenhador científico Pedro Salgado, no Jardim Botânico de Lisboa, cuja conversa foi mediada pelo artista João Catarino (de quem prometo falar mais num próximo post). Ambos fazem parte do seleto Grupo do Risco, composto de desenhadores e artistas aventureiros talentosíssimos.

PedroSalgadop

Num outro dia, ainda em Lisboa, assisti a um evento organizado pelos Urban Sketchers Portugal, pelo Nelson Paciência e pelo Eduardo Salavisa (meus ídolos do desenho, como vocês já sabem de outros posts) no Museu do Carmo (viva a Rita!). Entrei novamente no espírito sketchnoting, fazendo pequenas anotações visuais ou, como escreveu a outra Rita (Caré), se calhar, fiz uma reportagem desenhada.

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Junto com a fala do Filipe, que não coube numa página só, ganhei de brinde o autógrafo do palestrante e um desenho (assinado pelo artista) do brinquedo favorito do Vasco, filho do Nelson (abaixo).

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Espero que os meus rabiscos inspirem vocês a desenharem e anotarem. Assim que as aulas acabarem, prometo voltar a publicar na quarta ou na quinta. Sei que sexta-feira é um dia péssimo para o blog, mas está sendo o único possível.

Bom final-de-semana, pessoal!

7 Coisas impossivelmente-legais-bonitas-interessantes-e-dignas-de-nota, incluindo as fontes mencionadas acima:

* A palestra da Eva-Lotta Lamm está aqui e a página oficial dela é http://www.evalotta.net/.

* Um livro pioneiro, que organizou o tema do Sketchnoting é esse aqui.

* Para confirmar a frase do Millôr, utilizei essa fonte.

* Para ter um gostinho, vejam os talentos do Grupo do Risco.

* Ainda em Portugal, nunca é demais visitar os blogs do Eduardo Salavisa, do Nelson Paciência, do João Catarino, da Rita Caré e dos muitos Urban Sketchers lusos.

* Uma das maravilhas que tenho acompanhado na internet: os desenhos sobre saúde mental feitos pela artista Gemma Correll. Ela também publica no Instagram com a hashtag #mentalillnessfeelslike.

* E para quem tiver a felicidade de estar em Lisboa entre 10 a 14 de julho de 2017: haverá um Workshop em Desenho Etnográfico, na Universidade Nova de Lisboa, com os queridos Sónia Vespeira de Almeida, Philip Cabau, Rita Cachado e Inês Belo Gomes. Fiquei honradíssima de participar da bibliografia.

Sobre os desenhos: Todas as páginas são do caderno Stillman & Birman, Delta Series 8 x 10 polegadas, cold press, marfim. As linhas pretas foram feitas com canetinhas Pigma Micron Sakura 0,1 ou 0,2. Na Eva-Lotta, utilizei também uma caneta pincel Tombow azul clara para colorir. No Pedro Salgado, as cores foram todas feitas com aquarela (Winsor & Newton e outras marcas) com vários pinceis. Há também uns pedaços colados de folhas do meu caderninho menor. Na página do Filipe Almeida, utilizei uma canetinha Pigma Micron 0,1 roxa, colorindo com duas canetinhas Tombow cinzas (uma bem escura e outra clara). O desenho de Pokemon do Vasco foi feito com lápis de cor preto, amarelo e vermelho, não me lembro se meus ou dele!

Você acabou de ler “Sketchnoting – Desenhando e anotando“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! 🙂

Como citar: Kuschnir, Karina. 2017. “Sketchnoting – Desenhando e anotando”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: http://wp.me/p42zgF-2bW . Acesso em [dd/mm/aaaa].

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Travessias

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Travessia, fuga, passagem, mar, transporte, morte, saudades, espera…  Se eu encontrasse o gênio da lâmpada, teria um só pedido: teletransporte universal. Que todas as pessoas pudessem se deslocar num segundo para os braços de seus amores, familiares, lares e terras. Acabariam as guerras, as lonjuras, a concentração das cidades.Seria possível viver no interior e trabalhar no litoral, ensinar na floresta, aprender no rio, levar comida, esperança e sol para quem precisa. (E não pediria amor, porque é sabido que os gênios podem tudo, menos implantar o amor no coração das pessoas. Se pudessem, não haveria necessidade de gênios, né?)

Lembrei do meu apreço pelos lugares de passagem — das pontes aos envelopes — vendo essa semana as imagens emocionantes de Eduardo Salavisa sobre refugiados em Portugal, iluminando um texto de Catarina Fernandes Martins e um vídeo de Frederico Batista para o jornal Público.

Desenhador imperfeito, como ele gosta de se denominar, Eduardo Salavisa é um dos artistas que mais admiro, por seus livros, seu blog, suas viagens, pelas redes que movimenta, pela pessoa que é. Seus traços e cores nos transportam… Seu afeto pelas coisas que desenha nos faz afetados por elas, promessa que muitas vezes a antropologia não consegue cumprir.

Vejam por vocês mesmos no vídeo acima de Frederico Batista (4:30′) ou leiam a matéria ilustrada Saudade de ti, quando vai chegar?

Sobre o desenho: Fiz o desenho que abre o post na plataforma da estação Uruguaiana do metrô do Rio com canetinha de nanquim permanente 0,2. Em casa, recortei e colei algumas imagens: o adesivo a-travessa (pedaço de uma etiqueta da Livraria da Travessa), a malinha (do folheto da exposição sobre as cartas de Augusto Boal do IMS) e pedacinhos de pacotes de chá que colei ou redesenhei. O bichinho no canto esquerdo é um carimbo de gato que botei numa nuvem. As cores foram pintadas em casa com aquarela e pincel de água Kuretake.

Links: Além do blog de Eduardo Salavisa, remeto a um dos posts preferidos que já escrevi: Não passei. E já ia me esquecendo: impossível não citar a travessia da Genifer Gerhardt no Tempo, com quem tive a honra de colaborar, como contei aqui.


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Laloran, ondas de papel

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“minha mãe dizia
— ferve, água!
— frita, ovo!
— pinga, pia!
e tudo obedecia”
(Paulo Leminski, Toda poesia, p.39)

Os cadernos Laloran são como tudo que nos faz bem: comidinha de casa, trabalho com pausa, passeio com paisagem, vida com foco, apoio de mãe. De todos os materiais que uso para desenhar, são os mais especiais (e os mais bonitos). Comprei o primeiro em 2011, em Lisboa, das mãos da artista Ketta Linhares no evento anual dos Urban Sketchers.

Ketta e seu marido Mário Linhares são uma dupla doce e talentosa que se dedica a traçar delicadas pontes intercontinentais. Ambos também desenham e escrevem sobre suas viagens. Ano passado lançaram um livro encantador sobre a Costa do Marfim (Diário de viagem: Costa do Marfim). Em 2015, nasceu seu segundo bebé, como se diz em Portugal.

Na pilha que desenhei, só o caderno de cima é feito com tecido tais timorense artesanal. Os dois debaixo foram um pouco mais baratos porque originalmente tinham a lombada de tecido de algodão cru. As listras (de canetinhas e lápis de cor) foram pintadas por mim depois e por isso esses exemplares são únicos!

Ketta é filha de pais timorenses. Ela nos conta que a marca “Laloran” surgiu depois de ouvir a ladainha de sua mãe num telefonema, preocupada com as ondulações da vida da filha… “Laloran, laloran, laloran…” dizia a mãe, usando uma palavra que significa “onda” em tétum, língua nacional do Timor-Leste.

Assim surgiu o primeiro caderno, e depois outro e mais outro, devagarzinho. São pequenas obras de arte que saem das mãos de Ketta para criar…

“…espaços que revelam pensamentos, na forma escrita ou de desenhos, sobre o mundo” (palavras dela).

Sinto ainda uma emoção especial por esses Laloran pois sei que compartilho esse apreço com desenhadores mundo afora, mas especialmente com o Eduardo Salavisa, um dos artistas que tanto admiro e que me apresentou à Ketta e ao Mário.

E me despeço sem encher o post de links para que vocês possam focar nesse simpático filminho de um Laloran-sendo-feito: https://vimeo.com/45731877  (4:34min., criação de Patrícia Pedrosa)

E já ia me esquecendo do site dos cadernos! http://book-sketch.blogspot.com

Sobre o desenho: No verso de um pedaço de papel Canson Moulin du Roi (gran fin, mas não gostei desse papel…), o desenho foi feito com canetinha Pigma Micron 0.05, pintado com pincéis Anna Mason e  tinta aquarela Winsor & Newton. As listras foram feitas com canetinhas Staedtler triplus fineliner e lápis de cor Caran d’Ache, com auxílio de uma régua. As sombras foram pintadas com waterbrush Kuretake. Sobre esses equipamentos, tenho colocado mais informações na página Materiais.


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Uma cidade, duas cidades

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Nosso gato Ulisses ficou doente essa semana. Entra na caixa, sai da caixa, agonia, miado. A veterinária é certeira: o problema é no intestino. Segunda-feira, às 8h da manhã eu já estava na porta da clínica de ultrassom em Ipanema (“a única que serve”, diz a vet-super-exigente; e quem sou eu pra contestar…) Cheguei cedo nesse pedacinho da cidade que quase não frequento desde a morte do Gilberto (Velho)…

Que conforto achar um banco de madeira na calçada! Entre a clínica e a loja de suco, sento-me com a caixa-e-o-gato-dentro. Ao meu lado, um senhor forte, pelos oitenta anos. Aos poucos, várias pessoas param para falar com ele. Oferecem suco, conversam sobre os filhos, falam mal da política… Todos o chamam de “sensei” — e me dou conta de que ele deve ser um mestre de artes marciais de alguma academia ali perto.

Durante os vinte minutos de espera, desenho as pessoas que vão passando. Sinto saudades de Lisboa, do Eduardo Salavisa a desenhar no Parque da Estrela, dos eventos da comunidade de desenho urbano.

“To know one town, you really need two towns.”

A frase é do artista Jonathan Twingley na sua aula na Sketchbook Skool dessa semana. A “arte”, ele diz, “é sobre tudo que está vivo”. Precisamos de liberdade (e prática, muita prática) para criar.

A orla, as montanhas e as lagoas do Rio são lindas, sim; mas conhecendo a vida em outras cidades é que sentimos o quanto vivemos apertados, cansados e estressados aqui. No ponto, no ônibus, no metrô, na faculdade, nas papelarias, na cobal: a expressão de fadiga é democraticamente distribuída. Que sorte a minha ter uma caneta e um caderno nessas horas!

6 Coisas impossivelmente-legais-inusitadas-interessantes-engraçadas-difíceis-ou-dignas-de-nota da semana:

* Alice toda feliz na volta da escola: “Mãe, hoje aprendemos matéria nova em português! Porque, por que, porquê, que, quê com acento!”

* Ouvir a voz de Mário de Andrade! Descobri a gravação de 1940 graças ao link enviado pelo querido André Botelho que compartilha comigo a paixão por esse escritor-músico-poeta-artista-tudo.

* Aula de espaço negativo e modelo-vivo no IFCS: palmas para a turminha nota mil desse semestre de Antropologia e Desenho!

* Fiz um novo sketchbook sozinha, com cadernos costurados, guarda de craft e capa-envelope… tudo nos moldes do que aprendemos na Palmarium, mas com tamanho 19,5 x 17,5. Papel de aquarela encomendado na Dritter: Conqueror Connosseur Soft White 300gr 100% algodão. Custo total com 48 páginas: menos de R$ 20,00 reais!

* Sorvete no feriado com as crianças… passam vários meninos e meninas vendendo balas e pedindo sorvete também. Meus filhos conversam comigo sobre a situação, falam que trabalho infantil é proibido, pensam nas alternativas e na falta delas. “Para onde poderiam ir, mãe?” “Será que não poderiam denunciar a tia (que os coloca pra trabalhar) na delegacia?” [Suspiro.] Vou comprar um picolé para os dois que nos pediram. O pequeno é tão pequeno que não sabe que sabor quer. Eu digo que manga é bom, mas ele se diverte pedindo cada hora um diferente. Depois se conforma com o de abacaxi, igual ao da irmã/prima. Apesar da tristeza da situação, me conforta saber que meus filhos, mesmo muito jovens, não são alienados ao mundo que os rodeia.

* E porque às vezes é preciso esquecer disso tudo: dia-de-correio-feliz ontem! Chegou um romance novo-usado por R$14,90 via Estante Virtual! (Se for bom, depois indico.)

E a semana de vocês?

Sobre o desenho: Canetinha Pigma Micron 0.8 (estava com saudade das linhas mais largas!) em caderninho Canson pequeno (A6). Adicionei as cores com aquarela mais tarde em casa.


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Chips a mais

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O Jornal Nacional anuncia a primeira convocação de Dunga para a seleção brasileira.

Eu — Alice, o que você achou da lista do Dunga?

Alice — Horrível!

Eu — Nossa, por que, filha?

Alice — Ele não chamou o Thiago Silva, o melhor zagueiro do mundo!

Antônio, entrando na conversa: — Ah, Alice, cada um acha o seu jogador o melhor…

Alice — Como assim?

Antônio — Portugal acha que o Cristiano Ronaldo é o melhor zagueiro do mundo! Já o Brasil acha que o Neymar é que é o melhor zagueiro do mundo!

Alice revira os olhos…

Outro dia, Antônio chegou da escola animado com a boa nota que tirou em Ciências. Comentei com a Jô que era só ele estudar um pouquinho e já guardava toda a matéria. E concluí: — Ele tem um “chip a mais”, Jô. Tem uma memória muito boa.

Alice ouviu nossa conversa e gritou lá da sala: — E eu, mãe, não tenho um “chip a mais”?

Eu — Não, filha. Você não tem um chip a mais. Você tem vários!!

Pronto. O assunto de hoje era Leonardo Da Vinci, mas achei melhor contar logo as novidades da Alice. Tem gente reclamando quando deixo para o final do post!

A inspiração para o desenho foi o maravilhoso livro “O fantasma de Da Vinci: a história desconhecida do desenho mais famoso do mundo”, de Toby Lester (ed. Três Estrelas, selo do Grupo Folha; tradução de José Rubens Siqueira). Ô coisa boa de ler, de olhar, de pesquisar, de fuçar notas, bibliografia e agradecimentos, tipo-quero-mais!!

Partindo do seu fascínio pelo desenho do “homem vitruviano“, de Da Vinci, Lester escreve uma dupla história: a do mundo das ideias que tornaram esse desenho possível; e a do homem Leonardo (de Vinci, de Florença e de Milão) até o momento em que o desenhou. A primeira começa com Augusto, imperador romano, forjando seu corpo em estátuas e moedas de um homem-modelo ( 27a.c.) e segue passeando pela história da arquitetura, da arte, da filosofia e da política nas cidades italianas, até o século XVI. A segunda nos traz as amizades de Da Vinci, suas mazelas, suas pequenas listas de afazeres (“desenhar Milão”) e grandes desafios (“aprender latim”). Nas inseparáveis cadernetas com quase 30 mil páginas de anotações, lemos frases sábias, engraçadas, visionárias:

“O ar está cheio de imagens incontáveis, para as quais o olho é um ímã.”

“Quando a fortuna se manifesta, agarre-a com firmeza pelo topete, porque ela é careca atrás.” (1490)

“Com quais palavras, ó escritor, você descreverá com semelhante perfeição toda a configuração que este desenho aqui fornece?” (c.1500)

É contagiante a curiosidade de Da Vinci; e consolador aprender que ele odiava prazos e quase nunca terminava as obras que prometia (aos outros e a si mesmo)…E tudo isso sendo exímio pintor, escultor, músico, arquiteto, engenheiro, físico, médico… com uma biblioteca de 116 livros!

Ok, chega. Como diz o Antônio, Leonardo Da Vinci não é para os fracos.

(Espero que a Alice não leia isso, mas o Da Vinci devia ter uns mil chips a mais.)

Sobre o desenho: Resolvi estrear um novo caderninho que estava “economizando”, do selo Laloran, da Keta Linhares, com um formato quadrado e umas páginas de aquarela que dão vontade de morder, nem lisas nem ásperas demais. Tenho duas dessas belezinhas graças ao querido Eduardo Salavisa, que me deu a dica e mediou a compra. Aproveitei para tentar furar o bloqueio (vulgo projeto-para-o-cnpq) que tem me afastado dos cadernos e dos desenhos. Ufa, consegui. Enviei o projeto e encarei o caderninho, mesmo correndo o risco de não estar a altura.

ccampo