Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas


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Setembro/2016!

 

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Sobre o desenho: Flores para o calendário de setembro de 2016, baseadas na estampa de uma camiseta que tenho há muitos anos. Linhas feitas com uma canetinha nova que ganhei na viagem: Graphik line maker 0.1, da Derwent. É ótima, mas demora um pouquinho para secar. Depois colori com apenas três cores de lápis de cor. Ficou uma primavera meio família Addams, mas esse era o espírito.

Um bom mês para nós e feliz aniversário para todos os amigos queridos que nasceram nesse período tão bonito do ano. (Minha vó era do dia dez, então sempre fico um pouco emotiva quando faço o calendário de setembro…)

Para imprimir, clique no arquivo .pdf ou na imagem acima, em formato .jpg .

E já ia me esquecendo: abaixo, deixo o cartão que fiz para agradecer os muitos abraços e beijos de aniversário (21/08) que vocês me enviaram. O pessoal do Facebook já viu, mas sei que muita gente só vê por aqui. Obrigada!

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Empurrão de Flor

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Muitas vezes na vida precisei de um empurrão. Não que me falte energia ou interesse pelas coisas. Adoro aprender, me envolver e fazer, mas… a coragem de mostrar pro mundo… essa é escassa na minha receita interna. Por isso gosto e dependo tanto das pessoas que me dão um tranco, e dos bem fortes, tipo me-jogar-na-piscina-com-roupa-e-tudo.

Um dia eu estava quieta no meu canto, feliz de desenhar em caderninhos para o resto da vida, quando ela me ligou. “Quero que você escreva um artigo para o Prosa sobre desenho e antropologia. Vamos publicar uma página com seus textos e desenhos?” Fiquei super lijongeada com o convite — era elogio, né? — mas totalmente descrente da minha possibilidade de atendê-lo. Eu só consegui responder: “Não, imagina, você está confundindo. Desenho é uma coisa, antropologia é outra.” E ela, que é muito mais inteligente e esperta do que eu: “Não é não, frô. Mistura que dá certo! Bora, faz aí.” [E ela não escreveu assim, curtinho, não. Gastou um tempão me dando coragem, pessoalmente e por escrito.]

E foi esse empurrão da querida Mànya Millen, então editora do caderno literário Prosa, do jornal O Globo, que mudou a minha vida de 2011 pra cá. Fiquei quase um ano enrolando para entregar o material. Mas foi ao longo desse ano que tomei o rumo apontado por ela, juntando meu mundo acadêmico e criativo num só. Em janeiro de 2012, a página com textos e desenhos foi finalmente publicada e, não por acaso, foi também esse material que, algum tempo depois, gerou a ideia de criar este blog (como vocês podem ler aqui).

Na semana passada, a Mànya e o Prosa saíram do Globo. Fiquei de luto como leitora do caderno literário. Aqui em casa temos pilhas de Prosas históricos, porque a Mànya nunca fez jornal de embrulhar peixe. Ela fez arte, opinião, reportagem, imagem. Fez todo esse universo mágico dos livros circular para um mundo com horizontes mais amplos e reflexões mais profundas — justamente o tipo de conteúdo de que mais precisamos nesse brasil tão depenado…

Para a Mànya, o meu desejo é que tudo isso seja um grande empurrão, igual ao que um dia ela me deu. Que seja um tranco, daqueles que nos levam para um lugar mais interessante, mais feliz, mais perto de nós mesmos e das pessoas que amamos.

Nos últimos dias, tanta gente escreveu coisas lindas sobre ela… Queria compartilhar especialmente as lindas palavras de sua filha, Julia Millen:

“Desde que me entendo por gente sabia que minha mãe era jornalista. Desde novinha eu sabia o que era pauta, lead, diagramação, subir matéria, fechamento de caderno, plantão -conhecido também como: “quinta feira mamãe chega de madrugada”, ou também: “mamãe trabalha esse fim de semana”. Desde muito pequena eu sabia que ela trabalhava no Globo. Desde sempre eu sabia que ela fazia parte do Prosa & Verso. Desde pequena eu sempre senti um orgulho inexplicável, mesmo quando ainda nem sabia ao certo o que ela fazia, mas só por saber que minha mãe era jornalista cultural e que trabalhava no Prosa. Desde pequena eu aprendi que esse orgulho surgia por saber o quanto ela amava aquilo. Desde pequena eu aprendi que o jornalismo é só para quem o ama loucamente. E desde muito pequena ela me ensinou a amar as palavras e os livros como ninguém. Desde não tão pequena, porém, ela me ensinou o quanto esse mesmo jornalismo era difícil, o quanto sobreviver de jornalismo era complicado, e o quão saturado e instável era o mercado do impresso, o jornalismo de discussões infinitas que rodavam pelo tema: “será que com a internet o jornal irá acabar? ”. Por muito tempo me forcei a acreditar que não. Hoje eu tenho certeza que sim. Hoje, após 20 anos, o Prosa vai deixar de existir. Hoje, o jornal perde o seu caderno mais bonito. Hoje, o Globo só perde. Os tempos estão difíceis para as palavras, mas o orgulho e a gratidão por compartilhar tanta informação, permanecem. Muito obrigada, mãe, Manya Millen. Dias mais bonitos virão.”

Muito obrigada, Mànya! Que muitas flores estejam no teu caminho, frô.

* 3 Coisas impossivelmente-legais-bonitas-hilárias-difíceis-interessantes-ou-dignas-de-nota da semana:

* Na sexta passada, eu e o Juva demos duas palestras para os alunos do 9o. ano do Colégio Andrews sobre “Processo criativo” (ou como fizemos o livro “Do gato Ulisses as sete histórias”). Fui com medo de decepcionar meu filhote, que estaria numa das turmas… Mas ele adorou e nos contou depois que seus amigos amaram, ufa!

* Até a véspera da palestra, passei dias trabalhando num artigo em co-autoria com o Vinícius Moraes de Azevedo, meu bolsista de iniciação científica no IFCS. E não foi nada chato, porque o material etnográfico da pesquisa dele é muito engraçado. As crianças vieram até ver porque eu estava rindo tanto. E agora preciso convencer a Alice de que ela não pode falar em “xarpi”!

* Mas a escrita acabou me afastando dos pincéis… Mesmo por poucos dias, fui ficando inquieta e desanimada. Felizmente, ontem consegui sentar e recomeçar. E registro aqui, para não esquecer: basta recomeçar. (Seja o que for que esteja nos fazendo bem: andar, escrever, pintar, desenhar, cantar, tocar, até o temido “terminar a tese”!)

Sobre os desenhos: Flores de uma árvore jasmim-manga que fica na Praça Nelson Mandela, na saída do metrô de Botafogo (zona sul do Rio). Fotografei com o celular e depois desenhei em casa. Na imagem à esquerda, fiz primeiro com lapiseira, depois pintei com aquarela, buscando dar volume (com várias camadas finas, sempre esperando secar entre elas). À direita, fiz direto o contorno com canetinha de nanquim, pintando depois só com algumas pinceladas. Ambas no caderninho Laloran de sempre. Os materiais são os mesmos registrados aqui.


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As quinze vidas de Margaret Mee

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A vida de algumas pessoas dá filme, livro, carta, obra de arte, video-game, história em quadrinhos e até app de celular. A de Margaret Mee é assim! Desafia a imaginação, encanta, surpreende, e ainda serve de antídoto para quem pensa ser velho-demais-para-fazer-qualquer-coisa.

Não, não vou contar das vidas pregressas, em que ela escapou da polícia de Hitler, em que foi uma dirigente sindical inflamada na Inglaterra ou em que fugiu da França ocupada pelos nazistas… As quinze vidas do título (desse post) vieram depois!

Vamos pular para quando ela já tinha 47 anos e resolveu fazer uma visitinha ao Rio Amazonas para descobrir e desenhar plantas…  É dessa época que tratam as 300 páginas do livro “Margaret Mee: em busca das flores da amazônia”. É daquelas leituras que mudam o parâmetro de coragem de uma pessoa. Devia vir no dicionário: “Destemida — adjetivo feminino, ie. Margaret Mee”.

Para compartilhar com vocês meu encanto, narro a seguir alguns episódios das quinze excursões amazônicas de Margaret (realizadas entre 1956 e 1988). Vou poupá-los das coragens corriqueiras de enfrentar insetos, calor sufocante, barcos precários e lotados, tempestades, sujeira e falta de comida– são problemas crônicos em todas as suas viagens.

Para ela, vale a pena enfrentar tudo isso para percorrer rios e florestas conhecendo pessoas, colhendo e desenhando plantas. Não era apenas a produção de arte que a interessava, mas também o registro científico (ela descobriu espécies novas; e achou várias apenas descritas) e a denúncia dos danos ambientais, causa que foi se tornando cada vez mais forte na sua trajetória.

O livro tem muitos temas, mas escolhi o da superação dos obstáculos porque me fascinam as mulheres admiráveis, apaixonadas, persistentes e sensíveis como Margaret Mee.

1956 Rio Gurupi. M. e sua amiga Rita passam por aranhas gigantes, moradores com surtos de febre e catapora, seu barco quase afunda e é tomado por carrapatos. Assistem a maus-tratos de pessoas e animais. As duas passam fome e Rita tem febre. Comentário de M.: “Murutucum é um abrigo de paz verde … eu sabia que voltaria”.

1961 — Mato Grosso. M. tem que enrolar as mãos em plástico porque os piuns [insetos] não a deixam pintar. Sofre ameaças de seringueiros armados, ataques de onças, formigas, desinteria e malária. Seu barco bate numa pedra e toda a bagagem cai na água (mas se salva). Comentário de M.: “Essas ilhas do rio são um paraíso.” 

[Depois dessa viagem, ela teve um ataque sério de malária que exigiu meses de recuperação.]

1964 — Rio Negro e adjacências. Sozinha numa cabana cercada por três garimpeiros, M. enfrenta o grupo com seu revólver, tornando-se admirada na região. É picada por um escorpião vermelho e o avião em que voava sofre uma pane no trem de pouso.  Na Serra de Içana, fica totalmente perdida, sozinha na floresta. Seu comentário: “O crepúsulo de ontem foi inacreditalvemente belo, ouro puro.”

1967 – Pico da Neblina — Muitas tempestades, lama e mordidas de insetos depois, M. se perde novamente na floresta. O grupo seguia e ela parava para desenhar, fascinada pelas árvores e plantas. O tempo ruim impediu a excursão de prosseguir, para desespero de M. que, ao final, comenta: “Fiquei triste de ter de deixar aquela gente bonita, habitante de outro mundo, o mundo da natureza esplêndida — mas por quanto tempo?”

1967 – Rio Marauiá — O chefe dos índios tuxaua, seu anfitrão na região, quer cortar o longo cabelo de Margaret, mas ela o convence de que não seria “aceita em casa” sem as madeixas. M. conta que os índios não se deixavam fotografar, mas desenhar sim. Ela volta para casa com uma hepatite grave, mas escreve: “Era um lugar encantado.”

1970 – Alto Amazonas — M. cai do barco no meio da noite e se salva graças a um índio que houve seus gritos: “A minha tristeza pelo ocorrido logo passou ao apreciar a vista esplêndida das magens do rio…”

1971 – Rio Maués — Os acompanhantes de M. roubam tudo que ela levava de valor (exceto desenhos e o revólver, bem escondido). Mas é nessa viagem que ela descobre uma espécie nova e comenta: “Fiquei exultante. Aquela descoberta compensava todos os pesadelos da viagem anterior.”

1972 – Deserto Vermelho — M. amarra o barco ao lado de uma surucucu, uma das serpentes mais agressivas da Amazônia, mas consegue sair ilesa. Minutos depois, já está envolvida na pintura das plantas. Ao chegar a uma pequena cidade, ela e seu barqueiro são confundidos com ladrões. Em seu relato, há cada vez mais miséria humana e florestal. Apesar de uma queda grave, escorpiões e malária, no Maués, M. escreve: “Os beija-flores encontravam ali seu paraíso… os zumbidos se mesclavam, transformando-se num incessante murmúrio de vida.”

Nessa viagem, ela narra o encontro com dois meninos índios taritana. Um deles falava português e lhe disse que não se considerava índio. Diante dos elogios de M. aos índigenas [na contramão dos fazendeiros que os depreciavam], o menino reconsidera: “Talvez eu seja índio.”

1974/1975 – a partir de Manaus — M. e seus companheiros naufragam na Baía de Sapucaia: bote, motor, tudo debaixo dágua, mas nada se perdeu. Logo adiante, M. enfrenta um bêbado que a ameaçava com um facão. Aos 65 anos, ela se maravilha com o rio Unini, mesmo fugindo de uma nuvem de vespas: “Aquilo era um paraíso.”

de 1977 a 1988 – Nesse período, Margaret realiza ainda mais cinco viagens ao Amazonas, todas com desventuras e descobertas. Seus diários tratam cada vez mais no tema da devastação e dos problemas decorrentes da urbanização. Por outro lado, agências de proteção se tornam atuantes na área, inclusive, a partir de 1984, proibindo-a de coletar plantas e restringindo visitantes em áreas de reservas indígenas. Em maio de 1988, Margaret faz sua última viagem, depois de se recuperar de problemas no quadril. Aos 79 anos, vai em busca de ver e desenhar a Flor-da-lua, uma flor que só abre uma vez ao ano e à noite. Adivinhem se ela consegue?

E depois de escrever tudo isso, não falei do principal: as aquarelas! O livro é um tesouro de imagens indescritivelmente lindas, precisas, fortes e delicadas. Há esboços feitos por Margaret na Amazônia mas também dezenas de aquarelas completas, feitas em estúdio e depois expostas mundo afora. E ainda há muitas fotografias de todas as expedições.

Sobre o livro: Como contei nesse post, soube da existência desse livro por uma aluna querida. A referência completa é: “Margaret Mee – Em busca das flores da floresta amazônica”, Ed. Salamandra, 1989. (Dei sorte de comprar na estante virtual por 150,00 reais). O único problema do livro é que não há créditos detalhados nas imagens. Vários desenhos e fotos aparecem fora do contexto ou sem explicação de autoria (como no caso da fauna principalmente).

Quem se interessar pela personagem pode também ver o documentário “Margaret Mee e a Flor da Lua” (só em locadoras ou no site da Livraria Cultura).

Sobre os desenhos: No caderninho Laloran, desenhei algumas flores que aparecem no livro da M. Mee com canetinhas de nanquim descartável Unipin 0,05 e 0,1 (eu prefiro as canetinhas Pigma Micron, mas descobri que duram menos). Depois das linhas fui acrescentando a aquarela em camadas, sempre da mais clara para a mais escura. As sombras das flores fiz num outro dia (para a primeira parte secar bem) com uma misturinha de cinza que sempre dá certo: Payne’s grey (ou outro tom azul) com Burnt Sienna. O desenho do lado direito foi feito a partir de uma fotografia de Margaret sentada no seu bote na expedição de 1971 ao Rio Negro. As linhas e cores foram feitas da mesma forma que as flores. Nos dois casos, além dos contornos usei as canetinhas de nanquim para fazer linhas horizontais e verticais de sombreado, pois ando apaixonada pelo trabalho do ilustrador britânico Tom Gauld.

Ps: As coisas impossíveis ficam para a semana que vem pois o post já está imenso!

Ps2: Agradeço a Debby Toomey Stander pela leitura atenta: já corrigi a idade da última expedição da M.Mee. Foi aos 79 anos e não 89 como estava na versão inicial.


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Artista, bicho, jardim

vangogh

“O artista é um bicho assim: a dor dá cor ao seu jardim…” (Juva Batella, em Do gato Ulisses as sete histórias, p.38)

Pela coragem de atravessar a cidade, pela paciência de encarar a fila, pelos sorrisos, pelos abraços, pelas flores, pelos carinhos, pelos compartilhamentos, pelas mensagens dos que não puderam ir, e pelos quase 150 Ulisses que vocês levaram para passear… muito obrigada!

Queria escrever sobre os livros que estou lendo, mas não terminei nenhum dos dois ainda… Também estou em crise de decidir o que quero desenhar, mas tanto os diários da Margaret Mee quanto as cartas do Van Gogh me levam em direção às plantas. Na falta de um jardim de verdade, fui para um imaginado (acima) e para um pequeno parque perto de casa (abaixo).

Sempre leio que o artista cria a partir das suas “referências de infância”. Tipo José Lins do Rego escrevendo sobre a vida no sítio do pai — história aliás lindamente transformada no livro “O menino que virou escritor” de Ana Maria Machado (ilustrada por Ciro Fernandes, ed. José Olympio).

Mas menina urbana tem lá referência?

Pensa daqui, pensa dali, chego à conclusão de que tenho umas memórias de coisa verde sim. As plantas da escola onde estudei até os 12 anos ocupavam a nossa falta-do-que-fazer nos anos 1970. Na hora do recreio, uma das minhas atividades preferidas era arrancar essa florzinha vermelha do pé, despetalar e sugar o miolo! É uma eca, eu sei… mas não tinha celular nem mp3 naquele tempo. E o ser humano gosta de fazer besteira.

hibiscos

Uma coisa divertida dessa busca pelo jardim perdido é usar o Google para descobrir o nome das plantas. Essa aí de cima é uma “Malvaviscus arboreus”, também chamada de hibisco-colibri pelos especialistas (porque não acredito em “nome popular” de planta).

* 7 Coisas impossivelmente-legais-bonitas-interessantes-hilárias-ou-dignas-de-nota da semana:
* Uma amiga leu o post sobre os 3 Ps (paixão, paciência e prática) e me mandou de presente a linda ideia dos três Cs: Coragem, Coração e Consciência!

* Apesar da resistência, reli com a Alice “Os bichos que eu tive”, da Sylvia Orthof, e ela teve que admitir que achou muito engraçado.

* Um tio-cunhado leu o post sobre as críticas e me mandou de presente a história de quando ele entrou para a família. Depois de se hospedar na casa da minha tia-avó, ele ouviu-a ligar sorrateiramente para a futura sogra: — “Dida, tu sabes que ele tomou banho e deixou tudo impecável, como se o banheiro não tivesse sido usado!”

* A Cora Rónai fez uma foto incrível e escreveu um perfil muito simpático de um dos meus heróis no Rio de Janeiro: o Tony, que resgata, protege e doa animais abandonados, com a ajuda da Marluce, sua companheira.

* Participei a convite da Daniela Manica e da Marina Nucci de uma roda de conversa emocionante no IFCS com alunos e funcionários, sobre gênero, corpo e trabalho. Foi um momento marcante nesses quase dez anos de UFRJ, que me lembrou o amor por tudo que aprendi na escola das Amigas do Peito.

* Achei por acaso (e comprei por um preço ótimo!) o lindíssimo livro “Usos e circulação de plantas no Brasil”, organizado pela Lorelai Kury (ed. Andrea Jakobson).

* Três crianças disseram que leram de uma vez e adoraram o nosso “Do gato Ulisses as sete histórias”!

* Sobre os desenhos: Desenhos feitos no caderninho Laloran com aquarelas Winsor & Newton e lápis de cor Carand’Ache aquarelável. No primeiro, o jardim foi de imaginação, exceto pelo passarinho inspirado numa imagem do livro-fofo The Summer Book, da Susan Branch, que ganhei de presente há seculos da Dri. A frase à direita é de uma das cartas de Van Gogh para seu irmão Theo. Para o segundo desenho, colhi algumas flores de verdade caídas no chão, já bem murchas, coitadas, pois não tive coragem de arrancar do pé onde um beija-florzinho tomava seu café-da-manhã.