Karina Kuschnir

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Janeiro/2019 – Viva o macarrão!

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Pessoas queridas, aí vai o calendário de janeiro/2019 com minha homenagem ao macarrão, esse incrível invento da humanidade. É a comida preferida dos meus filhos, de longe! Aqui em casa, toda quarta e domingo tem alguma massa no jantar — e ai de mim se mudar o cardápio. Se deixar pelo Antônio, comeríamos só espaguete a vida inteira, mas eu e a Alice forçamos umas variações de vez em quando.

Simples, econômico, quente, festivo, solidário, amoroso, inclusivo: esse é meu desejo para todos nós no ano que se inicia.

Aqui vai o PDF para imprimir (em alta resolução).

O calendário anual segue abaixo ou em PDF.

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Abaixo, reproduzo a homenagem que o Antônio fez ao aniversário do Matisse, em 31/12:

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Henri Matisse – 1941

Todo ano eu faço um post aqui sobre o aniversário do Matisse, que nasceu dia 31/12/1869. Hoje ele teria 149 anos. Eu sempre posto um quadro dele junto, pra ilustrar o meu obrigado a ele por ter mudado a minha vida, e esse ano eu escolhi essa pintura que parece tão calma, simples, despreocupada, mas que foi feita no período mais difícil da sua vida. Isolado em uma França destruída ocupada pelos nazistas, em plena Segunda Guerra Mundial, sem notícia alguma da sua filha mais velha, que tinha entrado na Resistência, sido presa, torturada e levada a um campo de concentração e de sua mulher, já idosa, que tinha sido presa também por apoiar a oposição. No mesmo ano ele fez uma cirurgia extremamente invasiva que o impossibilitou de andar bem pro resto da vida, não podia ficar mais em pé nem pra pintar. Suas pinturas foram banidas como arte degenerada pelos fascistas e várias foram saqueadas e perdidas durante esses anos.
E mesmo com todo esse sofrimento ele pintou quadros como esse. Que muitos na época diziam parecer ter sido feitos por crianças. Longe de conformismo, alienação ou indiferença. justamente nos momentos mais difíceis, em tempos de guerra e de morte ele pintava para se lembrar do que é a beleza, o amor, a tranquilidade. para não esquecer. (Antônio Kuschnir)

Sobre o desenho: Linhas feitas com canetinha de nanquim descartável Pigma Micron 0.05, depois coloridas com lápis de cor Polychromos. O original está com mais nuances de amarelo e laranja, que o scanner não captou. Foi um desenho que levou horas e horas para ficar pronto, daí o atraso, desculpem!

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Como citar: Kuschnir, Karina. 2019. “Janeiro/2019 – Viva o macarrão!”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3Jc. Acesso em [dd/mm/aaaa].


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Passos suaves, minúsculas promessas

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“Meus avós tiveram a sabedoria de me ensinar o seguinte: a gente não faz festa porque a vida é fácil. A gente faz festa exatamente pela razão contrária. (…) Não se samba porque a vida é mole. Se samba porque a vida é dura. O sentido das celebrações, ao menos para mim, é esse. Festa e fresta são quase a mesma coisa e não concebo uma sem a outra.” (Luiz Antonio Simas*)

Fresta e festa… Quando penso nas dificuldades coletivas de 2015, lembro que bebês nasceram, animais dormiram, livros se escreveram, artes e músicas ecoaram, abraços se apertaram. É como jogar o “o pior e o melhor” numa grande escala. (E agradeço comovida as mensagens sobre o nosso joguinho caseiro ter feito tanto sentido para vocês.)

Começar esse post com uma citação do mural do *Luiz Antonio Simas, cujos textos conheci através da querida Barbara Copque, é também uma forma de homenagear o mundo virtual, em especial o Facebook. É de lá que recebo a maioria dos visitantes desse blog, e é por lá que chego aos textos e imagens de amigos, ativistas e artistas que tanto admiro ou passei a admirar. É um lugar de ruídos, excessos e gritaria? Sim. Mas prefiro ver que é também um imenso espaço para trocas, mensagens, descobertas, aprendizados e encontros, com potência, intensidade e afeto.

Renovo minhas palavras do final do ano passado: “Que todas as listas de inutilidades fiquem pra depois; e que possamos escutar nossos desejos mais íntimos, assim como respeitar os desejos daqueles que amamos; e também daqueles mais distantes com quem compartilhamos a vida coletiva.” E acrescento:

Diante dos excessos, muitos de nós temos dificuldade de filtrar, focar, realizar. Por isso, nos desejo um 2016 de pequenas coisas: passos suaves, minúsculas promessas, algumas conquistas. Como disse o Danny Gregory, se prometermos pouco, alcançaremos muito. E que não esqueçamos de jogar o jogo, reconhecendo e chorando as dores, mas valorizando e vivendo os amores!

Boa sorte e momentos presentes em 2016!

Danny Gregory: Adorei a expressão “underpromise, overdeliver” nas resoluções de ano novo dele.

Sobre o desenho: Calendário de janeiro/2016 com o tema dos recortes de Matisse (abaixo a imagem completa). Esse mês foi sofrido, e pela primeira vez fiz um calendário que não aproveitei. Comecei tudo de novo, usando as formas do Matisse como apoio para seguir em frente; e contando com a ajuda do filhote Antônio na consultoria das cores. Fiz primeiro as formas com canetinha preta Pitt Faber-Castell S (0.3mm). Depois colori com hidrocor Staedtler triplus color e algumas com Koy Coloring Brush Pen da Sakura. (São estojos de criança, baratinhos lá fora, mas cada vez mais impossíveis de caros aqui.)

Janeiro/2016 – clique abaixo para imprimir ou abra esse PDF!

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