Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas

Defesa de doutorado: dez dicas para sobreviver (e aproveitar)

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sonho duplo

 “And now that you don’t have to be perfect, you can be good.”
John Steinbeck, East of Eden

Quando assisti pela primeira vez uma defesa de doutorado, saí empolgadíssima para comentar com meu (futuro) orientador:

Eu — Puxa, quero ler aquela tese: deve ser maravilhosa!

Ele — Hã? Maravilhosa? Como assim? A tese quase não foi aprovada!

Eu — Ué… Mas a banca elogiou tanto!

Ele, já rindo — Você não entendeu nada, Karina… A banca elogiou pontos sem importância; mas criticou a estrutura do trabalho!

Eu — É? E ele virou doutor assim mesmo?

Ele — Sim!

Quase 25 anos depois desse episódio e após minhas próprias defesas e participações em bancas, acho que aprendi alguma coisa…

Em homenagem às centenas de teses que serão defendidas nas próximas semanas Brasil afora, aí vão dez dicas para sobreviver (e aproveitar) esse momento:

1) Muita gente se apavora antes da defesa, lembrando do pânico que foi a prova de seleção. Nada a ver. Se o seu(sua) orientador(a) é minimamente sério, se a sua defesa está marcada e se a sua tese está entregue, relaxe: você vai passar. (Mas não fica bem mandar imprimir convite para a festinha da noite, muito menos convidar os membros da banca com antecedência!)

2) O que mais me ajuda nas situações de estresse acadêmico é me preparar. Agora que estou do outro lado, sei que uma fala bem ensaiada de 20 minutos é tudo que a banca sonha em ouvir. Algo que Informe a platéia mas não canse os examinadores… Também é prático imprimir a apresentação em letra grande. Tenho implicância com power-point de texto em defesa, mas para imagens ou filmes, às vezes é inevitável.

3) Se na hora de montar sua apresentação você for como 95% dos doutorandos que ainda não sabem exatamente sobre o quê é a tese…, relaxe: você é normal. Os outros 5% são uns chatos.

4) A defesa é um ritual mas não um teatro infantil requentado. Ao contrário! Na minha experiência e na de muitos que já passaram por isso, a defesa é um dos melhores momentos da vida acadêmica. Durante quatro horas, cinco professores se dedicarão exclusivamente a debater o seu trabalho com você. Quando isso vai acontecer de novo? Talvez só numa homenagem póstuma (e você não vai estar lá para ver).

5) Para aproveitar ao máximo, umas dicas aparentemente bobas, mas úteis: usar a sua roupa mais apresentável-com-conforto no dia (roupa nova é arriscado, vai que aperta), ir ao banheiro antes, levar água e uma comidinha discreta para o intervalo (chocolate, castanha, uva). Na minha defesa, levei aqueles saquinhos com mel dentro; mas eu mordia, mordia, e nada de abrir… foi horrível. O doutorando mais engraçado que já vi começou a defesa instalando um verdadeiro piquenique na mesa: comidinhas variadas, bebidas, guardanapos! (E passou super bem. Foi considerado excêntrico.)

6) O meu Grande-Medo era ouvir críticas que eu não soubesse responder; ou pior: críticas tão ferozes que não restasse nada de bom no meu trabalho. Isso é uma Grande-Bobagem, por vários bons e maus motivos… Um bom motivo é que, como escreveu Umberto Eco, se foi você mesmo que fez a pesquisa, você é a pessoa que mais saberá defendê-la. Confie nisso. Outro bom motivo é que todo trabalho tem pontos fortes (ou deveria). Valorize os seus caminhos e as suas opções.

7) Conheço orientadores experientes que aconselham seus alunos a defenderem-se a qualquer custo das perguntas da banca. Não concordo. Acho que é importante se valorizar, mas também reconhecer quando algo interessante (ou problemático) for sugerido. Uma das defesas mais legais que assisti foi a que o orientando fez questão de convidar uma banca feroz, só com professores famosos por serem durões. E, a cada pergunta, ele vibrava, anotava e dizia: “manda mais!” Tudo para poder responder de igual para igual depois! Foi um espetáculo.

8) Ainda um bom motivo para enfrentar o Grande-Medo: humildade faz bem. Como diz Steinbeck na epígrafe acima, quando não precisamos mais ser perfeitos, podemos ser bons. (Vovó Trude diz que o bom é inimigo do ótimo. Ela tem razão: queremos fazer teses incríveis, fantásticas e que vão revolucionar o mundo, mas vamos fazer apenas Teses. Ponto.)

9) Isso me lembra outro bom motivo para afastar o medo: a conclusão do doutorado é o começo da vida acadêmica e não o fim. É a partir da defesa que começamos a trabalhar de verdade. Sei que isso parece irreal agora (antes), mas vai por mim. A vida começa depois da tese.

10) Os maus motivos para não ter medo da defesa infelizmente também existem: quando seu(sua) orientador(a) ou os membros da banca não fazem um bom trabalho, não terminam de ler a tese, não se empenham em elaborar questões relevantes, não focam no seu tema, não estão interessados em contribuir com a sua pesquisa… Sem falar naqueles defeitinhos sórdidos: ciúmes, agressividade, inexperiência, preguiça. Enfim, uma prova de que os doutores continuam sendo humanos. Resta voltar ao ponto 9 e lembrar que a vida continua.

Foi pensando no tempo em que eu esperava os dias para a minha defesa (nos idos de 1998!) que fiz o desenho acima. Como já contei aqui, somatizo as minhas ansiedades e medos tendo pesadelos terríveis. Sonhava que tinha esquecido de entregar um capítulo, que não lembrava de levar a apresentação, que saía massacrada… Todo o roteiro acima (do 1 ao, infelizmente, 10 também).

O problema de quem tem muito pesadelo é voltar a dormir. Hoje, pela primeira vez, resolvi desenhar a imagem que me ajuda a retomar o sono de madrugada. Imagino que estou deitada na beira de um rio, embaixo de uma árvore, num dia bonito, e tento me concentrar na sensação de paz desse cenário. Aprendi esse tipo de visualização ainda adolescente, com uma professora de violão. Quase sempre dá certo.

Espero que o post e a imagem ajudem a todos a atravessar bem as defesas que vêm por aí! Boa sorte!

Update de fev/2017: leitores novos, sejam bem-vindos! O post tem sido lido por milhares de pessoas nos últimos dias mas o WordPress só me diz que o link vem de algum lugar do Facebook… Alguém poderia me mandar a origem para eu agradecer a referência? Podem postar nos comentários, mandar via mensagem de Facebook ou por e-mail! Obrigada ♥

Sobre o desenho: Registrei o processo antes de adicionar cor, pois estava insegura se ia dar certo (esse caderno Laloran é maravilhoso, mas não está com papel próprio para aquarela). As linhas foram feitas com canetinha nanquim Pigma Micron 0.3 e as cores com aquarela Winsor & Newton e waterbrush Kuretake.

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74 pensamentos sobre “Defesa de doutorado: dez dicas para sobreviver (e aproveitar)

  1. Olá Karina, tudo bem? Estou aqui para fazer um super desabafo!

    EU defendi o meu doutorado em julho do ano passado, na área da biologia molecular. Sempre digo que isso foi um ‘exorcismo’, pois estava no mesmo laboratório desde minha iniciação científica. Ganhei um certo respeito por conta disso, uma vez que eu iniciei uma nova linha de pesquisa por lá e tudo mais. Acontece que as pessoas ainda me procuram demais! Eu tenho que admitir que criei uma certa repulsa daquele lugar, quero minha liberdade e independência agora. Recebi bolsa FAPESP durante toda a minha carreira na pós, entreguei todos os relatórios, todos eles foram aceitos e todos os processos foram encerrados. Todos os artigos foram entregues (apesar de ter certa pendência na publicação por conta da minha coorientadora “lenta” em correções, que sempre protelou enquanto eu estava lá) e até cheguei a continuar indo ao laboratório por 6 meses (não todos os dias), para orientar novos alunos e acertar algumas coisas, totalmente de graça, sem bolsa e sem auxílio nenhum. O que acontece é que eu consegui um emprego na Alemanha e estou morando aqui desde o início desse ano (sem contar que meu noivo é alemão e estou cuidando da minha vida por aqui). Eu acabei bloqueando qualquer contato de muitos dos colegas de profissão, justamente porque quero que eles sigam a vida deles e eu a minha. Mas o que aparenta é que, mesmo terminando, parece que ainda temos a responsabilidade eterna de dar satisfações e cuidar dos problemas dos outros. E o que é pior: eu já não sei mais o que realmente é minha obrigação, se devo responder a tudo isso ou não. Do jeito que eles agem por lá, fica muito confuso você distinguir o que realmente é um débito seu ou exagero por parte deles; as coisas se mesclam tanto e você não consegue mais ver tudo com clareza. Portanto, gostaria de expressar o meu sentimento de desaprovação quanto a disso. Você que já defendeu e as pessoas que estão na etapa final sabem quantas vezes pensamos em desistir e continuamos até nossa última gota de suor. Mas depois da defesa e das obrigações burocráticas cumpridas, temos o direito da nossa liberdade, termos nosso final de semana e fazermos coisas sem pensarmos no nosso orientador e no ambiente estressante que vivemos anteriormente. Tenho total consciência de que não é legal dizer adeus e sumir do mapa mas, por outro lado, temos a opção disso caso quisermos. Me despedi de todos por lá, um a um…acho que fui clara de que eu estava partindo e que eles deveriam esquecer que eu ‘existo’.

    Bom, esse foi o desabafo. Agradeço a quem o leu e gostaria muito que comentassem, até para que eu coloque um pouco de clareza na mente sobre minhas atitudes.

    Deixo um beijo a todos vocês, muita força e sucesso! Não irei desejar sorte a ninguém, porque isso a gente só deseja a quem não se esforçou…e nós bem sabemos o quanto suamos para conseguir o título!

    Obrigada!

    • Oi Chris, nossa, concordo que você tem todo direito de partir, claro! Só diria que você pode ver tudo isso pelo lado positivo: se o grupo sente sua falta, é porque seu trabalho era muito bom! O problema é não deixar virar uma relação abusiva, como acontece tanto nesse mundo. Então, que bom saber que você conseguiu sair de um lugar que não estava te fazendo bem! A vida é curta: curta a vida, diz um sábio autor amigo meu. ☺

  2. Pingback: Março/2017! | Karina Kuschnir

  3. Eu tinha lido subscrever texto há dois anos atrás,estava começando o doutorado. Engraçado que como agora já tive outra visão! Término no início do ano que vem e sempre achamos q não vai dar tempo de terminar exatamente por querer teses deslumbrantes, q sirvam de referência pra academia!
    Uma frase que tenho usado muito é:”no final sempre dá certo! Se não der é pq não chegou no final” E vamos que vamos 😉
    Muito obrigada!!!

    • Impressionante como o tempo voa quando olhamos de fora, Mariana! Estarei por aqui torcendo para vc curtir esse caminho. Boa jornada de escrita e, daqui a pouco, boa defesa também! 🙂

  4. Oi, Karina! Quanto tempo… Cheguei até aqui por meio de um post de um amigo de minha filha que escolheu a carreira acadêmica. Fiquei curiosa porque vinha de você e porque estou sempre procurando algo que possa ajudar os meus orientandos a atravessar essa fase por vezes tão traumática. Bom saber que você abraçou a causa e tem conseguido ajudar tanta gente. Sua escrita e as dicas são ótimas! Bj
    Patricia Miranda (ex-Iorio) 😊

  5. Seu texto é tão reconfortante e bem escrito que vou responder a sua pergunta, infelizmente de uma forma um pouco vaga. Alguém que conheço compartilhou seu texto no Facebook e assim cheguei a ele. É incrível que tantos doutorandos se sentem da mesma maneira e ao mesmo tempo nos sentimos tão sozinhos e desamparados no misto de emoções que é o doutorado.
    Me identifico totalmente com os pesadelos… Sempre sonho que esqueci o experimento ligado ou que cometi um erro terrível no tratamento de dados… Um horror! Me identifico inclusive com o seu desenho, pq nos momentos de angústia tbm tento me imaginar na beira de um lago, no meio do verde num dia de sol! Infelizmente nem sempre funciona (e tem funcionado cada vez menos…). Mas suas dicas são excelentes e logicamente bem fundamentadas. Com certeza passarei a seguir seu blog!

    • Oi Miki, obrigada pela resposta e pelos comentários tão generosos sobre o texto e o blog. É uma honra ser lida por tanta gente inteligente e com tantas experiências parecidas. São muitas emoções mesmo, como você escreveu… Eu falo sobre um monte de problemas que tive num outro post, o “Carta a um jovem doutorando” (não sei linkar no comentário, rs). Felizmente, hoje em dia, estou podendo ajudar para que muitos cheguem à defesa com mais tranquilidade. É um evento muito especial, no bom sentido! Boa sorte em tudo (e menos pesadelos!). ♥

  6. Olá Karina, cheguei aqui por uma postagem de uma amiga no facebook. Pode me procurar por lá: https://www.facebook.com/miriam.rodriguesdasilva.7/posts/1282768655135966?comment_id=1282774738468691&notif_t=mentions_comment&notif_id=1487728416022760

    Seu texto me trouxe a paz da sua imagem.

    Obrigada.
    Cristiane Salgado

  7. Karina,
    Eu cheguei aqui, após uma colega compartilhar da página no Facebook Pós-graduação (https://www.facebook.com/posgraduacaosite/), e saiba que é um alento ler essas palavras, por mais que a gente saiba que é assim mesmo. Estou finalizando a tese, e defendo nesse semestre, e os bastidores desses últimos 4 anos, não foram muito bons, não vejo a hora de terminar.
    Mas lendo seu texto, me sinto confortada, já trabalho, e então o esforço foi maior, na época do mestrado, eu era bolsista e com dedicação exclusiva, foi um período cansativo, mas foi prazeroso, ao contrário de agora, mas vida que segue.

    Abraços,

    Letícia

  8. Karina, eu cheguei aqui pelo post do perfil Pós-graduação, no Facebook. Acabei de iniciar um Doutorado e, ao ler suas dicas, me lebrei de quando fiz o Mestrado (há mais de 10 anos) e das dicas que dei para meus orientandos de graduação. É isso mesmo, e não serve somente para defesa de Tese. Qualquer defesa, na verdade, pode ser melhor vivenciada da forma que você expôs: água para hidratar durante a banca, auto confiança no fato de que se foi você o autor do trabalho, bancas exigentes são as melhores, apresentação para a platéia também, de forma suscinta e direta, etc. Vi seu post sobre dicas de formatação de apresentação da defesa (o arquivo de slides) e adorei. Parabéns. Você está prestando um serviço de utilidade pública para muita gente. Sucesso.

  9. Ler esse texto não poderia ser em momento melhor, amanhã eu defendo minha dissertação e estou naquele estado de tensão! Obrigada por compartilhar suas experiências! Com certeza vou passar a acompanhar seu blog de agora em diante, já vi que tem outros textos interessantes para mim,vou iniciar o doutorado mês que vem. Me identifiquei com o seu desenho e adorei a lembrança de se imaginar num lugar bonito e de paz, eu já fiz essa experiência e dá super certo mesmo!

  10. Olá Karina compartilhei o post na página https://www.facebook.com/posgraduacaosite/!
    Muito bom seu texto tenho certeza que as pessoas irão adorar!

  11. nossa, eu adorei!! vou defender minha dissertação mês q vem provavelmente e espero q nao seja tao frustrante como a qualificação… sua msg vai me ajudar a me ver, ver meu trabalho e tudo mais, com menos “policiamento” rs

    • Parabéns pela conclusão da tese, Yashmin! Que chato sua qualificação ter sido frustrante… Estou devendo um post sobre qualificação… O que aconteceu que te chateou? A banca não leu com atenção o seu material? Ou as ideias que sugeriram não foram interessantes? Depois me diz porque vai me ajudar a escrever em breve sobre o assunto. bjs e boa defesa!!!

  12. oi! vc pediu informações de onde vem o link. eu abri através de um grupo (Bolsistas Capes) que alguem compartilhou. confesso que já favoritei pra quando eu for defender a minha! 🙂

    • Obrigada, Raquel! Algumas pessoas responderam o mesmo. ☺ Como vem de um grupo fechado no Facebook, não dava para o WordPress me dizer de onde vinha o link. Agradeço por saciar minha curiosidade! Parabéns pela pós e que você tenha uma ótima defesa quando chegar a hora!!

  13. Karina , assim como os demais estava tão nervosa quando encontrei e me encontrei nas suas palavras. elas são um misto de calmaria, alegria e esperança. adorei a dica de pensar este momento como um momento ímpar, no qual professores titulares e doutores debatem sobre a minha pesquisa, em que outro momento da minha vida academica poderei ser ouvida com tanto cuidado. Obrigada pela ajuda. beijos

    • Que alegria ler seu comentário, Elisangela. Fico muito feliz de contribuir para sua tranquilidade. Desejo uma linda defesa pra você. Aproveite e comemore bastante também!

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  15. Nossa… Vc é a calmaria! Muito obrigada pelas palavras. Entrei para pesquisar dicas de apresentação… pensando em formatação, algo bem didático… Mas parei aqui! Mais direto, verdadeiro e didático que isso…. Não há! Suas palavras me acalentaram e me bastaram. Ninguém chega ao doutorado à toa… Muita batalha, ganhos e perdas! Então, o negócio é assumir a imperfeição e ser feliz! Na tese e na vida! Obrigada!!!

    • Que legal seu comentário — muito obrigada, Thaise! Sim, muitas “batalhas, ganhos e perdas”. Adorei isso. Espero que sua defesa seja maravilhosa! Depois passa aqui para me contar se as “dicas” deram certo. ♥

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  18. Muito prazer, Karina! Me chamo Luiz, Fazendo uma pequena pesquisa na net, vi, li e reli as suas dicas, a propósito, muito valiosas. Faço uma pós graduação, e em conversa com meu coordenador, terei que apresentar uma monografia, acontece que o tema que quero escolher trata-se de um tema original, fui orientado por ele a ter o cuidado de não nadar em areia movediça, pois não há muita literatura a respeito. é lógico que não quero ser pretencioso, além do mais é só uma monografia. Pois bem, até que ponto posso levar isso adiante? Por isso me identifiquei com o desenho. Na minha opiniaõ, você não mudou seu jeito, simplesmente se manteve serena, focada e deixou colorir a vida, sem perder a humildade e meta.

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  21. Parabéns pelo texto autora, eu perdi a conta de quantas vezes o li para afastar a ansiedade da defesa do meu mestrado. No fim, defendi minha dissertação mais tranquilo, e foi uma ótima experiência. Obrigado.

  22. Pingback: Tese sem CEP. Será que dá tempo? (Parte 2/2 – Cronograma) | Karina Kuschnir

  23. Muito bom te reencontrar, pois fui sua aluna na UERJ e agora estou prestes a defender minha dissertação. Obrigada, me sinto bem mais tranquila. Aliás você tem esse jeitinho sempre tranquilizador me lembro com muito carinho de suas aulas e comentários em nossas avaliações e trabalhos. Um grande beijo!

    • QUERIA TER TIDO UMA BANCA ASSIM… Divorciei-me alguns meses antes da minha qualificação e estava em depressão… e mesmo tendo tido um excelente aproveitamento no doutorado (refiro-me às disciplinas e estágio…) fui desligado do programa de doutorado em física da UFMG…

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  25. Pingback: A tese é viva, viva a tese | Karina Kuschnir

  26. Obrigada por suas palavras, delícia de desenho…Gente que se coloca no lugar do outro muda o mundo! Carinho, Cris

  27. Uma pena nao ter lido este texto antes da minha defesa…

  28. Karina, muito obrigada pelas dicas. Suas palavras me deram um certo alívio, devo defender daqui um mês.
    Abraço,
    Tânia

  29. Querida Karina, ainda estou a dois meses da minha defesa, mas já meio nervosa. Tenho um milhão de coisas para terminar até lá, mas o que mais tem me preocupado é justamente a defesa. Parentes querem ir ver, colegas de trabalho. Não quero de jeito nenhum. 🙂 Muito obrigada por dividir essas dicas. Foram e serão ainda muito úteis. Tudo de bom pra você em 2016! Bj

  30. Pingback: Dez truques da escrita num livro só | Mundo Bibliotecário

  31. Querida Karina, se um dia eu for professora, seu blog será leitura obrigatória no decorrer das minhas disciplinas, rsrsrsrs. É muito amor compartilhar esses momentos tensos, frágeis e também maravilhosos dessa vida acadêmica que escolhemos! ❤

  32. Karina, nesse exato momento larguei da escrita do último capítulo da tese, para procrastinar um pouco no face e cheguei até teu blog. Todas essas dicas me amansaram o coração. Obrigado e siga com o belo trabalho e essa super sinceridade!

  33. Pingback: Como não escrever uma carta para a seleção de mestrado | Karina Kuschnir

  34. Cara Karina,
    Suas palavras, ah suas palavras! Bálsamo em minha agonia. Defenderei o doutorado ao final do mês e a ansiedade está cada dia mais forte. Obrigada por palavras tão necessárias.
    Adriana Rodrigues

  35. Adorei ler sobre sua experiência…são coisas que não ouvimos de docentes….no máximo um amigo nos dá um “up”..mas ele também é um estudante ou fora da área, então ajudou muito ouvir uma opinião de alguém como você! Abs e gratidão.

  36. Irei defender minha dissertação próximo mês e esse post me tranquilizou bastante! Parabéns pelo conteúdo do blog todo! Abraços.

  37. Pingback: Dez truques da escrita num livro só | Karina Kuschnir

  38. Karina, eu tive pesadelos antes E depois. Por quase um ano rs.

  39. Muito bom! Obrigado por ter escrito!
    Minha defesa é dia 10 de agosto 🙂

    • oi Felipe, obrigada pela leitura! Espero que sua defesa seja ótima!! Depois passa aqui para contar. bjs e muito boa sorte!

  40. Olá Karina,
    Minha defesa será dia 10 de junho!
    Escolhi uma banca “forte” para discutir a minha tese, pois assim como você escreveu, achei que seria uma oportunidade única na minha vida e não queria “banca amiga”.
    Estou preparando a minha apresentação e confesso que estou com medo agora.
    Vou levar os seus conselhos comigo e vou aproveitar muito este momento.
    Obrigada,
    Daniella

    • Oi de novo! Conta depois aqui como foi a defesa!! Nunca sei se essas coisas que eu escrevo também valem para outras áreas acadêmicas… Espero que seu coração esteja bem leve agora!

  41. Adorei, Karina !

  42. Este ano vou passar pela qualificação e, daqui a pouco menos de 2 anos, vou defender minha tese. Desde já estou trabalhando um pouco desses ensinamentos para aproveitar da forma mais prazerosa possível meu doutorado. Ma a leitura do seu texto me deixou muito mais tranquilo de saber que estou no caminho certo. Obrigado pelo texto, guardarei para sempre comigo.

  43. São dicas valiosas. Muito obrigado.

  44. Não está nos meus planos defender tese de mestrado ou doutorado mas li seu texto com muito interesse. Ele tem aplicação na vida cotidiana, social e profissional. Afinal conviver engloba os pontos que você, de forma tão inspirada, aborda. Bjs!

  45. Bela surpresa encontrar seu texto. Já estive num dos lados e agora estou no outro. Mandei para os “meus” doutorandos. Porque às vezes eu me sinto como o bombeiro que precisa apagar o fogo, e em outras, o corneteiro do batalhão pra acordar os mais lerdinhos. Boa sorte e continue escrevendo!

    • Que legal seu comentário, Marcia. Muito boas as metáforas!! E obrigada pelo incentivo: nessa vida em que temos tantas “tarefas” nunca é demais ouvir palavras que nos ajudam a fazer as coisas que realmente gostamos… ❤

  46. Boa noite, Karina… Seu texto me fez lembrar dos idos de 1998, quando defendi minha tese! Perfeito! Queria apenas ter internalizado a ideia de Steinbeck naquela época. Hoje, fico feliz com “o melhor possível”. Amanhã, talvez possa ser melhor, mas hoje apenas deito em paz! Obrigada!

    • Ixe, Ana, eu também defendi em 1998! Concordo com você: o possível e a paz juntos são bálsamos… obrigada pela visita aqui!

  47. vou pensar numa imagem que me afaste dos meus dramas noturnos e me ajude a dormir. Vou desenhá-la na minha imaginação. Obrigada pelo texto e desenho, beijo!

    • êêêê… obrigada, querida! desenha no papel também! eu sou um pesadelo ambulante mas também tenho muita determinação em me resgatar… alguma coisa a gente tem que aprender dormindo, né? rsrs

  48. Karina, defenderei minha tese no dia 26 próximo, e, por enquanto, não estou ansioso (risos). Concordo totalmente contigo: confiar no orientador, confiar em si próprio e na qualidade do seu trabalho e aproveitar o momento da defesa como contribuição e rito de passagem. Sou muito grato ao teu blog, à partilha de teus momentos, pois foi tudo isso que me fez retomar uma atividade que deixei lá atrás, quando entrei na graduação. Obrigado!

    • Que bom, Fernando!!! Boa defesa para você!! Aproveite muito — eu realmente acredito em tudo que escrevi. Tenho saudade das minhas duas defesas, que tanto temi, sofri, etc, como todos, desnecessariamente… Força aí — seguir nossos projetos é o que nos recarrega!

  49. Cara Karina,

    Acabei de ler seu texto e fiquei feliz duplamente… Conheci seu trabalho em livros de antropologia e não conhecia sua potência poética. Li calmamente as lições que elencou para não esquecer. Teu blog entrou na lista de minhas leituras matinais. E o desenho? Lindo. É paz e acalanto para corações ansiosos.

    um abraço,

    Andressa Morais

    • Muito obrigada pela visita e pelas palavras tão gentis, Andressa!! nossa, adorei “potência poética”, paz e acalanto — coisas que almejo todos os dias para mim e para o mundo!! ❤

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