Karina Kuschnir

desenhos, textos, coisas

14 dias para terminar um texto de 12 páginas (ou 5000 palavras)

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Que antropologia, nada! Eu deveria ter o título de “Doutora em Entrega de Textos no Último Minuto”, outorgado pelo PPGPC — Programa de Pós-Graduação em Procrastinação Crônica.

Uma vez me empenhei tanto para terminar um trabalho de curso, que me auto-premiei com um diploma da internet que dizia “Parabéns, você terminou a sua tarefa _1_ dia(s) antes do prazo.”

Alguém por aí precisando entregar um texto até 31 de julho?

Para inspirar, compartilho com vocês um diário sobre como escrevi um capítulo de 5000 palavras (ou 12 páginas) em 14 dias:

Dia zero: Me martirizo com o prazo, me pergunto por que aceitei o compromisso, sonho em ficar doente para desistir… Agora não dá mais…

Dia 1: Abro o Word e crio um arquivo. Digito tudo que não exige pensar muito: título, meu nome, nota biográfica e nota sobre o texto. Faço uma formatação básica inserindo números de página, fonte e espaçamento. Coloco um subtítulo em negrito para as “Referências Bibliográficas” e acrescento todos as obras que precisarei citar. (Para trabalhos finais de pós, seria bom inserir a bibliografia do curso e depois ir cortando o que não utilizar. Na época, eu não era tão organizada assim!) Como estou trabalhando com fontes, criei uma subseção e listei as que já tinha. Quando não sei alguma informação, escrevo algo só para preencher, tipo [Título] ou [XXXXNÃOSEI!@&%*]. Ufa, até que não foi tão difícil. Acho que gastei quatro horas nisso, contando as pausas para beber, comer e descansar.

Dia 2:  Repasso mentalmente a lista da farmácia, do supermercado, da pet shop, da Amazon… Só de pensar que preciso raciocinar, sinto uma dormência no braço esquerdo e um sono… Mas hoje estou um pouquinho determinada. Vamos lá. Começo digitando tudo que me lembro sobre o assunto. (Se fosse um trabalho de curso, tentaria me lembrar: o que mais me marcou nesses 4 meses de aulas? Qual texto, qual questão, qual citação/autor/fonte? Geralmente tem algo que se destaca no nosso mafuá de pensamentos. É nisso que me agarro.) Pego o resumo enviado à editora e as cinco fontes que vão me servir de base. Resolvo fazer uma entrevista. Por sorte, concordam em me atender por telefone. Digito enquanto escuto: 1459 palavras. Transcrevo duas fontes de vídeo (2433 palavras). Vou deixando tudo no arquivo do artigo. Depois, por segurança salvo esse material em separado.

Dia 3: Continuo o trabalho do dia anterior (com alguma embromação). Termino de transcrever as fontes de vídeos. Em três dias, meu arquivo já está com 8 páginas — que beleza! Ainda não tem coerência alguma, mas já não estou na estaca zero.

Dia 4: Preguiça imensa de pensar. Preciso de uma epígrafe para dar embalo. Repasso a bibliografia, percorrendo a esmo os textos em busca de alguma frase sublinhada inspiradora. Perco o dia inteiro nisso, mas pelo menos consigo a citação e o parágrafo de abertura (que provavelmente vou excluir na edição final).

Dia 5: Após me enredar nos problemas alheios, acho forças para abrir meu arquivo. Não é tão ruim encontrar 8 páginas e meia. Releio a entrevista e aproveito o que é possível. No caso desse texto, tenho uma cronologia a seguir. Não preciso encarar aquela parte super difícil de escolher o que dizer em qual ordem, embora alguns temas atravessem a diacronia. Agradeço mentalmente por vivermos num mundo em que um ano se segue ao outro… Escrever não me parece tão ruim hoje.

Seleciono as informações da primeira fonte. Estou acostumada ao texto acadêmico que intercala paráfrases com trechos entre aspas. Tento usar minhas palavras para sintetizar ao máximo, deixando apenas algumas citações simpáticas do original. São elas que dão o tom e vão construindo uma espécie de “conjunto de provas” do meu argumento.

Termino a segunda sessão de trabalho. No meio teve almoço, quase cochilo, futebol da Copa. Verifico o número de páginas do Word: as mesmas oito. Corta, edita, escreve. Trabalhei muito, mas o tamanho não se alterou. É o preço que pago me iludindo com a estratégia de colocar as fontes no arquivo principal.

Dia 6: Sento para trabalhar e sinto os ombros pesados e doloridos. Pego um mate. (Sou viciada em mate sem açúcar, já contei isso aqui? Até tentei parar quando a Matte Leão foi comprada por aquela multinacional-que-não-vamos-dizer-o-nome, mas não consegui.) Faço um extra forte e enfrento a próxima fonte. Releio, corto, colo, escrevo — 85% paráfrases, 15% citações. Citação é bom mas cansa os leitores. Paro cedo nesse dia. Tenho um compromisso chato no meio da tarde e não consigo retomar depois.

Dia 7: Jogo do Brasil na Copa. Filha de 12 anos. Quem pode trabalhar? No PPGPC, aprendi que sempre há um motivo. “Não consegui escrever hoje porque _____________ [preencha o problema].”

Dia 8: Preciso encarar a bibliografia. Quanto é 14 menos 8 mesmo? Só faltam seis dias, mas hoje conta, então são sete! Abro alguns PDFs. Passo os olhos pelo primeiro e consigo aproveitar algumas ideias. Tenho quase dez páginas. Sei que ainda farei cortes, mas ver a meta chegando me anima. Trabalho duas horas de manhã e três horas à tarde. Total da produção: 3 parágrafos e meio. Como sou lenta!

Dia 9: Conforme o prazo aperta, enrolo menos. Mas é nesse final que os problemas aparecem. O Windows decide fazer uma mega-atualização. Perco mil minutos olhando para uma tela azul. Trabalho no mesmo esquema: abrir PDF, reler, selecionar, reescrever, citar. Saldo: mais meia página.

Dia dez: Acordo com dor de cabeça, preciso ir ao banco, os afazeres me sugam até 14:00 horas, justamente quando o corpo entra em seu estado-tarja-preta-natural. Sono monstro. Pego um chocolate 70% para acompanhar o mate. Abro mais um PDF. Não sei como avançar. Acabo relendo o que escrevi até agora, edito, corto, acrescento, enjoo.

Dia 11: Preciso de um fecho e de conteúdos aqui e ali. Vasculho os últimos PDFs e retomo as edições e acréscimos. Lembro de uma fonte que tinha esquecido. Percebo falhas na bibliografia. Perco tempo pulando de link em link em busca de assuntos ligados ao artigo. Paro para ver as notícias sobre os meninos presos na caverna da Tailândia.

Dia 12: Não consigo trabalhar. Minha casa foi alagada por um vazamento no apartamento de cima. Ficamos sem luz e sem gás. A vida adora se apresentar no caminho de um artigo!

Dia 13: Hoje é sábado: o interfone toca de hora em hora, os operários entram, o Whatsapp não para. Preciso de uma frase para fechar o artigo. Vasculho os mesmos PDFs várias vezes, até que tenho uma ideia. Não sei quantos pensadores já disseram: a inspiração precisa te encontrar trabalhando. Por sorte eu estava ali.

Dia 14: Volto à releitura e à edição. Mudo coisas de lugar, buscando mais coerência e evitando me repetir. Passo o corretor do Word. Não posso cortar demais para não deixar de ter as quase 5000 palavras em doze páginas. Tudo ok. Não está perfeito, mas o prazo é hoje. A editora cobra. Tá indo, foi. Ufa.

Obrigada pela companhia!

Auto-ajuda-alert: Pessoal, é claro que ninguém “cria” um bom trabalho em 14 dias! Esse texto foi só uma brincadeira sobre a reta final da escrita. Pesquisas e ideias levam meses ou anos para se desenvolver.

Sobre esse diário: Fiz uma primeira versão com 2500 palavras em apenas duas horas (pois é, nada como contar uma história!). Depois levei três dias enxugando para virar um post com apenas 1160 palavras.

Abaixo, segue uma listinha de posts anteriores sobre escrita, trabalhos e vida acadêmica em geral. Espero que sejam úteis e que eu não esteja me repetindo muito. 😉

Bom trabalho, pessoal!! Força.

Doze dicas para ajudar a terminar TCC, dissertação e tese de doutorado – Parte 1
Doze (ou treze) lições para ajudar a terminar TCC, dissertação de mestrado e tese de doutorado (Parte 2)
Você vai deixar de me amar se eu não acabar a tese? – Parte 1
Você vai deixar de me amar se eu não acabar a tese? – Parte 2
Lições de escrita com Agatha Christie – Parte 1
Lições de escrita com Agatha Christie – Parte 2
Pensando em desistir
Escrita Diária – Dez dicas para curtir e manter o hábito de escrever
Mente selvagem: dicas de escrita de Natalie Goldberg
Sete coisas invisíveis na vida de uma professora
25 dicas para revisar textos acadêmicos
Tese sem CEP. Será que dá tempo? (Parte 1)
Tese sem CEP. Será que dá tempo? (Parte 2/2 – Cronograma)
A tese é viva, viva a tese
Como não escrever uma carta para a seleção de mestrado
Dez truques da escrita num livro só
Defesa de doutorado: dez dicas para sobreviver (e aproveitar)
Aprendendo a desescrever
Carta a um jovem doutorando
Dez lições da vida acadêmica
e outras com a tag mundo acadêmico…

Sobre o desenho: Peguei um caderno moleskine tipo “japonês” (com papel interligado como um acordeão) e coloquei de modelo. Tracei primeiro os contornos com canetinha Pigma Micron 0.2, no verso do papel Canson, bloco XL Aquarelle (capa azul turquesa). Depois fui trabalhando cada uma das páginas como se correspondessem ao “diário” que faço no texto do post. Fiz o máximo que pude com canetinhas Pigma Micron coloridas finas, pois são à prova d’água, capaz de resistir à aquarela que viria depois. Algumas cores foram feitas com lápis-de-cor (um kit pequeno da Caran D’Ache que utilizo para desenhar fora de casa), como os detalhes em amarelo, laranja e verde.

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Na segunda etapa, passei uma camada bem fina e aguada de aquarela (Raw Sienna misturada com Amarelo de Nápoles). Deixei secar bem e fiz as sombras com aquarela (French ultramarine com um fiapo de Winsor Violet). Infelizmente, ao escanear, os azulados das páginas do livrinho perderam a forma… Apenas as sombras da base sobreviveram… Esse tem sido meu problema constante na hora de criar as versões digitais. Os azuis pálidos simplesmente somem! Mas posso dizer que há tempos não fico tão feliz com um desenho inventado. Adoro quando consigo misturar imagem e texto! E vocês, o que acharam?

PS: As setas e letras da versão acima foram feitas no Procreate/Ipad.

Você acabou de ler “14 dias para terminar um texto de 12 páginas (ou 5000 palavras)“, escrito e ilustrado por Karina Kuschnir e publicado em karinakuschnir.wordpress.com. Se quiser receber automaticamente novos posts, vá para a página inicial do blog e insira seu e-mail na caixa lateral à direita. Se estiver no celular, a caixa de inscrição está no rodapé. Obrigada! ☺

Como citar: Kuschnir, Karina. 2018. “14 dias para terminar um texto de 12 páginas (ou 5000 palavras)”, Publicado em karinakuschnir.wordpress.com, url: https://wp.me/p42zgF-3Gf. Acesso em [dd/mm/aaaa].

33 pensamentos sobre “14 dias para terminar um texto de 12 páginas (ou 5000 palavras)

  1. Olá, Karina! Sou uma professora dando os primeiros passos no ensino superior! Seus textos me ajudam muito, principalmente a me motivar! Muito obrigada!
    Poderia escrever qualquer dia sobre seus métodos de estudo?
    Um grande abraço!

    • oi Ana, posso sim! Respondi nesse post um comentário ao Diego sobre como uso os PDFs, mas vou pensar num post com dicas (e falhas rs) de estudo sim. Parabéns pelo novo trabalho. Acho que uma das maiores dificuldades do início como professora (pra mim) foi não ficar rouca rs. Cuide da sua voz! vou ver seu blog. bjs, seja bem-vinda ♥

  2. Oi, Karina! Há alguns meses estava navegando na net e por acaso, descobri esse lugar lindo criado por vc! Desde então, sempre volto mas nunca havia comentado, como das outras vezes, me identifiquei demais com as suas palavras e só queria dizer obrigada por elas! Estou na reta final da minha graduação e seus textos, me motivam a enfrentar meus medos.

    • Viva, Danielle, muitos parabéns pela sua graduação!! Como escrevi aqui outro dia, terminar uma faculdade no Brasil atual é uma imensa vitória. É uma alegria pra mim saber que, de alguma forma, te animo a seguir em frente. Super obrigada pelo comentário. ♥

  3. Lembrei dos meus trabalhos finais da graduação e uma sensação inexplicável que se resumia em: como eu consegui terminar isso? rs…
    Como sempre, adorei! Esse seu humor deixa esses momentos tensos mais leves.

    Um abraço!

    • obrigada! E agora, vc já tem um trabalho aqui no Brasil? (desculpe se a pergunta for chata, tipo “quando vc acaba a tese?” rs

      • Hahaha, não, tudo bem, não me incomoda. Eu continuo trabalhando como freelancer, fazendo algumas traduções ( espanhol), às vezes transcrições, revisões … nada a ver com minha formação , na verdade. Mas trabalho com isso há muito tempo, desde a época da graduação (com uma pausa durante o mestrado). Me serviu muito enquanto estive na Colômbia, pela flexibilidade de tempo e espaço e num momento que eu precisava me encontrar um pouco, mas estando aqui de volta, espero fazer outras coisas. 😊

  4. Karina,
    Ler os seus textos é um alento para mim. Sou sua fã!
    Já havia comentado o quanto é bom ler sobre experiências comuns.
    Na academia tinha a percepção que não podíamos falar das dificuldades ou anseios em relação à escrita.
    Percebi que falar é bom, faz bem…E isso aconteceu graças ao seu blog.
    Abraço!

    • que legal seu comentário, Flávia!! Sim, podemos — e devemos, na minha opinião — falar sobre tudo! Aprendi muito essa visão vendo o Howard S. Becker trabalhar com irreverência e se auto-questionando o tempo todo. Ele é um exemplo pra mim. Seja bem-vinda! ☺

  5. Oba, descobri que sou normal! hehehehe mas uma dúvida, karina: as ideias nos PDFs estavam fichadas/anotadas/comentadas ou eram texto puro? Acho dificílimo esse garimpo em outras fontes durante a escrita! Sempre embarco na leitura e só volto no outro dia kkkkk=p

    • Oi Diego, boa pergunta!! Nesse caso, eram PDFs com os textos sobre o meu tema, mas que eu já tinha lido previamente. Só deu para fazer assim porque era um artigo simples, sobre um tema que conheço bem. No caso de uma pesquisa mais aprofundada, eu tenho dois caminhos: a) no mundo ideal, quando preciso muito de uma fonte e tenho tempo, faço um fichamento do texto com tudo de importante que precisarei para o meu trabalho; b) no mundo real, atualmente 90% das vezes, faço uma (ou duas) leituras do texto e vou sublinhando as partes que considero importantes e anotando do lado. eventualmente marco com post-it trechos mais importantes que imagino que possa vir a citar. Alguém comentou que eu devia fazer um post sobre estudos… acho que esse comentário tá muito longo e devia virar um post mesmo hahaha. em breve! Boa sorte no seu trabalho, abç! ☺

  6. Karina, teu blog é um respiro. Não me sinto sozinha. Obrigada.

  7. Ufaaa!!! Super me identifico…👀 sucesso flor em suas vidas!!! 😘

  8. Karina, que bom ler isso hoje!
    Estou às voltas com a construção de um Plano de Ensino e consegui levar uma tarde inteira apenas organizando calendário, contando carga horária e folheando uns livros… socorro!! Tem dias complicados, mas o trabalho acadêmico em geral é tão exigente que acho que essas “fugas” pra lavar prato (como fiz hoje) ir ao banco ou zapear a tevê também são necessárias pra nos devolver à vida cotidiana.

    • Sim!!! Nossa, me identifiquei totalmente com tudo isso! Vivo me “desviando” da rota também… sem dúvida, são “respiros” para essa rotina estranha de pensar e escrever! Boa sorte no seu trabalho! ♥♥

  9. Suas histórias e experiências são sempre um “abraço” bem aconchegante (de alguém que já passou por isso e que tem uma trajetória brilhante) e um também um “fôlego”, principalmente para aqueles momentos de “reta final” numa dissertação ou tese, ou TCC, etc…

    Muitíssimo obrigada Karina! Pelos abraços à distância, pela força e pelo “fôlego”, exatamente naqueles momentos em que a gente mais precisa! Mesmo! ❤

    • Agradeço demais seu retorno tão positivo, Mariana — muito obrigada!! Às vezes fico perdida, sem saber o que escrever para incentivar as pessoas que estão passando pelas agruras de escrita e pesquisa (antes, durante ou depois da pós). Acabo recorrendo às minhas memórias. Lembrei de quantos meses de Julho e Fevereiro eu passei me desesperando com os trabalhos de curso para entregar…

      Se você ou as pessoas que estiverem lendo esse comentário tiverem sugestões de temas que gostariam de ler aqui, me mandem! Abraço apertado pra ti. ♥

  10. Me identifiquei com seu texto! Foi assim a reta final da minha dissertação de mestrado! Ufa!!!!

  11. Incrível!! Recém doutora formada me identifiquei em cada linha da sua escrita! Adoro seus textos! Parabéns pelo blog! Abraços,
    Maíra.

    • Parabéns pela conclusão do doutorado, Maíra! Seja sempre bem-vinda & muito obrigada pelas palavras tão gentis. ♥

  12. Adorei o seu texto e a desenho também, claro. Me identifiquei com vc. Acho que tds que trabalham na criação passam por isso.
    Bjs

    • Muito obrigada pelo carinho, Larissa!! E um abraço especial por mencionar o desenho!! Tinha acho divertido de fazer e gostei do resultado final, mas ninguém mencionou nada sobre o pobrezinho, só você!! rs Meu coração-
      artista agradece ♥♥♥

  13. É muito bom ler sobre experiências que são comuns a todos os que teimam em navegar pelas “precisas” e necessárias águas da escrita. Parabéns, Kau, pelo texto e pela entrega do/ao texto.

  14. Li como assisto um filme de suspense! Vida academica com emoçao me representa!!!! Quanto ao processo o meu é muito parecido, intercalado com muitas notas e rabiscos em um caderno que um dia queria te mostrar! Beijo

    • hahaha adorei seu comentário! me senti super escritora ♥♥♥. Também costumo ter um caderninho para anotar pensamentos aleatórios! Esqueci de mencionar isso… Quero muito ver o seu. Só imagino as frases do Benja que você deve anotar!! Abraço apertado para vcs dois.

  15. Maravilhosa crônica do dia a dia de uma escritora / pesquisadora em dificuldades. Quem não passou e continua passando por isso ? Sempre um alento ….Beijos

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